O que é a Síndrome de Burnout e como ela deve ser tratada

Tensão emocional e estresses diários podem ser facilmente descritos pela maioria das pessoas que estão dentro do mercado de trabalho. Mas você sabia que esses podem ser os sintomas da Síndrome de Burnout?

Conhecida como a síndrome do esgotamento profissional ela foi descrita pela primeira vez em 1974, mas nesse ano (2019) ela volta a ser o foco das atenções por ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome crônica.

Ficou interessado em saber mais sobre essa síndrome que está presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros? Neste texto vamos te esclarecer sobre a Síndrome de Burnout.

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico relacionado ao esgotamento profissional, registrado no grupo 24 do CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). Ela se manifesta principalmente em pessoas que trabalham com envolvimento interpessoal direto e acentuado.

O termo Burnout foi criado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger, em 1974, que utilizou para a constatação sua própria experiência de trabalhar mais de 14 horas por dia, sem descanso. A partir disso, ele definiu a síndrome como “um estado de esgotamento físico e mental com origem intimamente ligada a vida profissional”.

Estresse comum não deve ser confundido com os sintomas de Burnout, já que eles geralmente se apresentam de forma mais intensa, se apresentando na forma de dores físicas e até na despersonalização do indivíduo.

Quais os sintomas da Síndrome de Burnout?

O principal sintoma para a descoberta da síndrome é o esgotamento físico e mental, que passa a desencadear outros tipos de sintomas que podem ser confundidos muito facilmente com estresse comum ou emocional. Por conta dessa confusão do enfermo em relação aos sintomas, a percepção da síndrome pode ser mais difícil e consequentemente, tratada tardiamente.

Ainda não existe uma lista de critérios específicos que integrem o diagnóstico, mas deve-se ficar atento aos indícios desenvolvidos em ambiente de tensão e com pressão extrema, como medo e aversão a coisas relacionadas ao trabalho, dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, dores musculares, apatia e etc.

Podemos perceber alguns hábitos que são recorrentes quando um profissional está em estado de esgotamento ou estresse, como por exemplo, o exagero no uso de estimulantes, como café e refrigerantes e o uso do álcool e cigarro como forma de relaxamento ou escape.

Agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, lapsos de memória, ansiedade, irritabilidade, baixa autoestima, depressão, pessimismo, distúrbios gastrintestinais, também podem ser fatores que indicam a Síndrome de Burnout.

Como é realizado o tratamento da Síndrome de Burnout?

Quando a pessoa é diagnosticada com a síndrome de burnout, sua mente e seu corpo foram afetados, por isso, deve ser procurado um profissional para começar uma mudança de hábitos, aliada a medicamento e terapia, seja ela online ou presencial.

É estritamente necessário o acompanhamento de um profissional para que todo o histórico do paciente seja levado em conta e trabalhado para o controle desses sintomas. Geralmente, esses profissionais irão indicar medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, que só devem ser consumidos com acompanhamento.

Um aliado que tem dado bons resultados, aliado ao tratamento psicológico, são os exercícios físicos e de relaxamento. A inclusão de momentos de lazer na rotina e mudança de ambiente podem ser muito benéficos para aqueles que estão nessa posição.

Tenho alguns sintomas, o que devo fazer?

O primeiro passo se você identificou algum desses sintomas é a procura de um atendimento profissional, seja ele um psicoterapeuta, um psiquiatra ou algum outro atendimento psicológico, como os psicólogos online para terapia.

O contato com esses profissionais vai te gerar um diagnóstico, que poderá te ajudar a conseguir os afastamentos necessários para que o tratamento seja feito de forma eficaz. Pela legislação atual, o paciente diagnosticado com Burnout tem direito a licença médica e, em casos extremos, direito a aposentadoria por invalidez.  

Recomendações para portadores de Burnout

A primeira coisa a se fazer é escutar as pessoas ao seu redor e procurar ajuda médica, podendo começar com a terapia online. Muitas vezes os portadores de Burnout não percebe o que está acontecendo e a constatação de familiares e amigos pode ser fundamental para o diagnóstico da síndrome.

Acrescentar exercícios físicos na sua rotina semanal também pode ser uma forma de prevenir ou mesmo tratar a síndrome. E junto com essa mudança de hábito adicione ao seu dia a dia momentos de descontração e lazer. Todos precisamos de momentos assim!

O consumo de álcool e outras drogas para aliviar ou afastar crises de ansiedade ou como forma de escape, podem não ser uma boa ideia, pois em alguns casos pode potencializar os sintomas.

E o mais importante de tudo, observe sua rotina profissional. Veja se você está se excedendo na carga horária, se o ambiente e as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida. Se perceber algum problema, tente propor novas dinâmicas, atividades e até objetivos diários para que tudo fique mais leve. Não descuide de sua saúde mental, ela é muito importante!

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