Mães superprotetoras criam filhos ansiosos

Mãe protetora

Mães super-protetoras estão sempre dando orientações excessivas aos seus filhos.

Enquanto eles são crianças, querem até escolher suas roupas, mesmo quando eles já conseguem fazer isso sozinhos.

O controle é tanto que alguns pais querem escolher os amiguinhos de seus filhos e com quem eles podem brincar.

Pais e mães corujas podem até pensar que isso é uma forma de proteção. Mas a falta de independência pode gerar diversos problemas no desenvolvimento infantil. Mães super-protetoras logo nos primeiros anos de vida da criança têm maiores chances de fazer com que seus filhos sejam ansiosos, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores da Universidade Macquarie, na Austrália, acompanharam 200 crianças ao longo de cinco anos. Eles descobriram que as crianças ansiosas e inibidas eram mais propensas a terem mães super-protetoras. A descoberta surpreende porque mostra que a ansiedade pode começar antes mesmo da adolescência, entre os 4 e 9 anos de idade, logo na época em que muitos pais querem mandar totalmente na vida de seus filhotes.

Os resultados do estudo também mostraram que filhos de mães ansiosas ou depressivas têm maior risco de desenvolver ansiedade na infância.

Os problemas vão além da ansiedade

Alguns pais continuam controlando a vida de seus filhos depois da infância, na adolescência e juventude. Os problemas ocasionados por essa proteção excessiva vão ainda além da ansiedade. Confira outros danos que podem ser gerados no desenvolvimento dos filhos de mães e pais corujas:

  • Além da ansiedade, a superproteção pode fazer com que crianças e adolescentes desenvolvam depressão, de acordo com um estudo da Universidade do Tennessee, nos EUA. Ligações constantes para os filhos e até mesmo checagens excessivas no Facebook para descobrir o que eles estão fazendo são sinais de alerta;
  • As crianças e adolescentes podem ficar neuróticos, menos abertos a novidades e mais vulneráveis, de acordo com um estudo da Keene State College, nos EUA;
  • As crianças sentem que não têm controle sobre as coisas. Afinal, seus pais tentam controlar quase todos os aspectos de suas vidas;
  • Filhos de pais coruja são mais propensos a se sentir com baixa autoestima. Isso porque seus pais fazem com que as crianças sintam que não são boas o suficiente para fazer as coisas por conta própria. Quando os pais ajudam demais na realização de tarefas, privam os filhos da satisfação pessoal de conseguirem realizar algo por si próprios;
  • Essas crianças e adolescentes também têm mais chances de ter falta de responsabilidade. Os filhos de pais corujas crescem aprendendo que não são responsáveis por suas ações, mas seus pais. Especialistas afirmam que isso faz com que elas tenham dificuldades de autocontrole. Além disso, elas podem tentar intimidar outras pessoas para que não consigam o que querem, ao invés de correrem atrás de seus próprios sucessos;
  • Crianças mimadas demais também têm dificuldades de ser autossuficientes.

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