Eu sou Bipolar?

O transtorno bipolar de humor é uma doença crônica grave e debilitante. Mas tem tratamento e possibilidades inúmeras de vida em convívio com o diagnóstico. Quanto mais cedo inicia-se o tratamento, melhor, é claro. No entanto, não é todo mundo que é bipolar. Clique e saiba mais no Blog do FalaFreud.

Tristeza profunda, apatia;
Irritabilidade, pensamento acelerado;
Dois lados de uma mesma moeda: depressão e mania. Se você se identifica com estes sintomas, procure investigar.

O transtorno bipolar de humor é uma doença crônica grave e debilitante. Mas tem tratamento e possibilidades inúmeras de vida em convívio com o diagnóstico. Quanto mais cedo inicia-se o tratamento, melhor, é claro.

Sejamos cuidadosos, no entanto, não é todo mundo que é bipolar. Ter dias bons e ruins, experimentar tristeza e alegria, alterar o humor durante o dia, não o qualifica com o transtorno. OK? Digo isso porque é comum em consultório o paciente questionar sobre isso: eu mudo muito de humor durante o dia, doutora, sou bipolar?

Existem alguns fatores que fazem com que o estado de humor das pessoas se alterem durante o dia, ou de uma semana para outra. É uma reação natural aos estímulos internos e externos que recebemos.
No caso das mulheres, por exemplo, as alterações hormonais durante o ciclo menstrual e durante a vida mesmo, podem ser um fator importante para aumentar a irritabilidade ou ocasionar choro sem motivo, entre outros sintomas.
Altos níveis de stress no trabalho, dificuldade financeira, perdas materiais ou pessoais, também podem alterar o humor. Bem como, conquistas e expectativas positivas podem deixar o humor melhor.

Sendo assim, o que é preciso observar inicialmente: meu estado de humor mudou com ou sem algum fator que ocasionou? Outro ponto, tenho o controle sobre meus sentimentos e atitudes? Está me causando sofrimento ou perturbando outras pessoas? Se responder isso sem dificuldades, pode ser sinal de que está tudo bem.

Então, como identificar o transtorno bipolar? Geralmente a pessoa que sofre com esse transtorno já passou por períodos de hipomania ou estados depressivos durante a vida, antes de ser diagnosticado.
Adolescentes que são muito cheios de energia, tem muitos projetos e não terminam nenhum, criativos e altamente desorganizados.
Ou ainda, aqueles que são isolados, muito quietos, sem amigos.
São casos que podem configurar hipomania ou depressão. Ainda assim, não o deixam debilitados a ponto de inviabilizar continuar estudando e seguindo a vida… Certo?
Ao iniciar a vida adulta, as responsabilidades e pressões aumentam, e então as crises começam a ficar mais aparentes.

Os episódios de mania ficam mais graves, apresentando compulsões, seja por compras, comida, sexo, álcool, drogas, ou até mesmo pelo trabalho ou pela religião. O objeto varia, mas o excesso é marcante no estado de mania. A falta de controle também. Assim como o sono cada vez mais escasso e o pensamento acelerado e embaralhado. Por fim, a pessoa começa a não dar conta das atividades e a sofrer com isso, ficando mais irritada.
Os episódios de depressão também podem se agravar, deixando a pessoa apática, sem energia para nada, inclusive fazer as atividades primárias como comer e tomar banho, os pensamentos suicidas costumam aparecer, junto com o discurso de desvalorização: “não sirvo para nada, só atrapalho as pessoas, o mundo estaria melhor sem mim”.

O transtorno bipolar é descrito com: ciclos de mania e depressão; ou com ciclos só de mania e equilíbrio, ou só depressão e equilíbrio. O que vai determinar esses ciclos são, além das questões bioquímicas do funcionamento cerebral da pessoa, os fatores psicológicos e sociais da vida dela. No entanto, o que é importante saber é que, uma vez diagnosticado pelo médico psiquiatra, o tratamento medicamentoso deverá ser contínuo. Tal qual acontece em outros casos de doença crônica, como pressão alta e diabetes.

Mas o que ocorre muitas vezes é que o estigma, ou preconceito, com o diagnóstico de um transtorno psicológico e que necessita de remédios controlados para seu tratamento, acabam fazendo a pessoa desistir ou não validar o tratamento: “Não sou louco!”

Aí entra a atuação do psicólogo. Além das medicações que devem ser tomadas com a regularidade prescrita pelo psiquiatra, o psicólogo é peça fundamental no tratamento. Primeiro para que a pessoa aceite o diagnóstico. Depois para que aprenda a lidar com os sintomas e com seus sentimentos relacionados a doença. Por fim, para manter o estado de bem estar e equilíbrio e seguir a vida, convivendo com o transtorno sem rótulos e julgamentos.
Outro lugar para o psicólogo é acompanhando a família do paciente bipolar. Conviver com a instabilidade das crises e a frustração de tantos altos e baixos pode ser muito difícil e desgastante. É necessário o apoio emocional para se manter também a sanidade da família como um todo.

Viver em equilíbrio é a melhor forma de viver. Portanto, não hesite em procurar ajuda profissional para alcançar isso, seja como for.

FalaFreud é o melhor caminho para a terapia de forma fácil, acessível e conveniente para aqueles que procuram uma vida melhor. Você pode se conectar com um terapeuta do conforto e privacidade da sua casa usando o seu smartphone, baixe o nosso aplicativo em http://www.falafreud.com/ e converse hoje mesmo com um terapeuta.

– Joyce Goulart Magalhães

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2 comentários em “Eu sou Bipolar?”

  1. sou soraya , tenho síndrome do pensamento acelerado e isso me faz tanto mal passei por muitas coisas e tudo pra mim foi muito dificio cada vez fico pior as vezes melhoro .sinto muitas dores do lado esquerdo quando estou mais ansiosa tentando,parece que não vou aguentar muito tempo mais.

    1. Olá Soraya.
      A síndrome do pensamento acelerado pode ser trabalhada com meditações e mantras.
      Mas, o ideal seria ter um profissional habilitado para indicar as melhores estratégias que vão de encontro ao seu perfil de personalidade.

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