Brasileiros no exterior e problemas com a saúde mental

O número de useful site brasileiros no exterior vem crescendo a cada dia. Pessoas que vendem tudo o que tem e partem para uma nova vida, longe do seu país de origem.

Essa onda de emigração vem aumentando nos últimos anos, devido a grande crise que afeta o Brasil atualmente.

Segundo a Receita Federal pouco mais de 18,5 mil brasileiros deixaram o país em definitivo em 2016, mais do que o dobro dos quase 8 mil que foram viver no exterior em 2011.

Estava num ponto que eu tinha que fazer algo para mudar esse cenário, então comecei a tomar algumas ações:


Eu sou uma dessas pessoas. Me mudei para o Canadá em 2016, junto com o meu marido, que foi contratado por uma empresa canadense.

Nós vendemos tudo que tínhamos, eu deixei o meu escritório de arquitetura e embarcamos nessa nova aventura, cheios de esperança e novas perspectivas.

Não resolvemos fazer essa grande mudança de vida por causa da crise do país, mas sim para termos nova experiência e um novo olhar sobre as coisas.

No início tudo era novidade e empolgante mas com o passar do terceiro mês morando aqui, “a ficha começou a cair” e aí começou a fase mais difícil e perigosa.

Eu me vi totalmente perdida, me sentia não pertencendo a lugar algum, sozinha, sem referências, e sem a minha família (que tenho um vínculo muito grande).

Estava num lugar diferente, não me sentia em casa, com uma língua diferente, costumes diferentes, não tinha amigos, só o meu marido e sem trabalho.

Pronto, o cenário para a minha boa saúde mental ir embora, estava armado. E foi isso que aconteceu… Eu chorava todos os dias, não queria sair de casa, só queria ficar falando com a minha família e começou a afetar o meu casamento.

Estava num ponto que eu tinha que fazer algo para mudar esse cenário, então comecei a tomar algumas ações:


1-  Fazer atividades fora de casa

Me inscrevi em alguns cursos, comecei a praticar Yoga, dançar e ir a academia. Essas atividades me obrigavam a sair de casa, que faz toda a diferença pois te ajuda a sair daquele vício de pensamentos ruins e respirar novos ares faz sempre bem.

2- Comecei a criar uma rotina, dentro de casa mesmo

Comecei a colocar horário para acordar, para fazer as atividades de casa e isso foi bem importante, pois, foi assim que comecei a me interessar por cozinhar, uma coisa que não fazia nunca.

3- Conhecer Pessoas

No início é super difícil, mas com as atividades que me propus a fazer, facilitou bastante em conhecer novas pessoas. Não precisam se tornar melhores amigos mas só para bater papo e praticar a nova língua, já é muito válido.

 

FalaFreud – Terapia online para quem não tem tempo

Terapia não é apenas para quem tem depressão ou sofre de ansiedade, terapia pode te ajudar em várias situações. O que você acha? Baixe o nosso App hoje mesmo.

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Posted by FalaFreud on Tuesday, December 20, 2016

 

4- Fazer terapia

Nenhuma das opções anteriores fariam sentido sem esta opção. A terapia que me ajudou a sair do meu quadro de ansiedade, de solidão e do quadro inicial de depressão.

A minha terapeuta fica no Brasil e fazemos as sessões por vídeo. Depois de 1 ano e meio ainda continuo com o acompanhamento terapêutico e tem me ajudado a cada etapa desta aventura.

Quando saímos do nosso país fantasiamos que tudo será perfeito e maravilhoso mas esquecemos do principal, que somos humanos com sentimentos e memórias.

Morar longe da sua família, longe do seu país, da sua cultura, hoje eu digo, não é para qualquer um. Precisamos ter muito equilíbrio emocional para lidar com tanta mudança e diferenças.

O número de brasileiros que moram fora do Brasil e que sofrem de depressão também é muito grande. Alguns estudos indicam que pelo menos 3% dos imigrantes são diagnosticados com problemas de depressão e outros distúrbios mentais.

Solidão, ansiedade e depressão são os principais problemas emocionais que temos que lidar quando estamos morando no exterior. O que vamos fazer com isso é que faz toda a diferença.

Hoje depois desse tempo morando aqui no Canadá eu me sinto em casa, tenho amigos, tenho trabalho e a saudades será sempre infinita, mas ela tem o seu lugar agora.

E isso tudo porque eu investi em mim, na minha http://fantastic-ideas.com/services/website-design-and-production saúde mental. Por isso eu digo, não exite em procurar ajuda terapêutica. A terapia te ajuda a enfrentar todos os desafios e todos os seus monstros.

 

Carol Mota

 

FalaFreud é o melhor caminho para a terapia de forma fácil, acessível e conveniente para aqueles que procuram uma vida melhor. Você pode se conectar com um terapeuta do conforto e privacidade da sua casa usando o seu smartphone, baixe o nosso aplicativo em http://www.falafreud.com/ e converse hoje mesmo com um terapeuta.


 

Fonte: https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/viewFile/931/560

8 respostas para “Brasileiros no exterior e problemas com a saúde mental”

  1. Estou passando por isso aqui também é já fiz os 3 primeiros passos que vc fez. Ainda choro rios toda semana com a saudade que sinto da minha família. Minha liberação para permanecer aqui é até dezembro e não sei ainda se volto para cá depois. Meu namorado mora aqui há quase 7 anos mas ainda não tenho certeza se eu nasci para isso😓

  2. Eu morro na Alemanha a 7 anos.Quando cheguei aqui nao foi facil,mas hoje ja me sinto um pouco em casa,nao tenho muitos amigos aqui mas a familia do meu esposo preenche esse espaço.E o que mais me faz ficar bem aqui e que todos os anos eu e o meu esposo passamos três meses no Brasil por causa dos nossos negocios ali,Deus e tao bom que sempre vamos nos meses mais frio.

  3. Morei 7 anos em Zürich. Os dois primeiros foram bons, depois quando tudo deu certo, língua, trabalho, casamento, amigos, viagens bateu a tristeza e saudade. Voltei para o Brasil e lá fiquei com meu marido suíço 15 anos. Há dois meses retornamos a viver na Suíça. E que surpresa: me sinto em casa, parece que retornei ao lar e aliviada. Valeu todo o esforço dos primeiros 7 anos, as decepções, tristezas, saudades. Voltei mais forte, a língua, cultura, comida, família, Brasil. Está tudo resolvido. Feliz em poder dar aos meus filhos uma vida com qualidade. De voltar a trabalhar, de falar outras línguas, viajar, e desfrutar de tudo o que esse cantinho tem de melhor. Tomara que esse sentimento bom dure para sempre.

  4. Sou psicólogo e acompanho brasileiros no exterior desde 2005. Concordo plenamente com a importância da psicoterapia para expatriados. Diversos estudos apontam que uma boa rede de relacionamentos com locais e outros estrangeiros auxilia na adaptação no exterior. O post destaca os pontos principais de forma bem compreensível. Parabéns pelo texto e sucesso!

    1. Oi Fábio, tudo bem? Moro nos EUA com esposo e acabei de te achar no Face…..vou te mandar uma mensagem e se vc puder me dar um retorno, agradeço demais. Abraços!

  5. Estou passando uns meses com meu marido e meu filhinho no Reino Unido ,saudades da minha família não tenho(eé uma longa história), mas como não falo muito bem o idioma fica difícil de participar de algo e fazer amigos,acho o que pega mais é a solidão e não ter uma rotina , os dias ficam iguais.

  6. Muito bom o texto. Vim pra california vai fazer 2 anos porque meu marido foi transferido. Pra mim o ponto mais difícil foi a adaptação com as crianças, tenho 2 filhas. Tenho certeza que fui forte por causa delas. Não é nada fácil no início.

  7. Eu vivo no Japão desde 2011 (6 anos) me adaptei aqui. Minha vida é excelente! Sou muito feliz, mas infelizmente estou agora divorciado e minha ex esposa sofre de depressão. Ela ainda vive aqui. Faz terapia e acompanhamento psiquiátrico. Ela é uma guerreira! Uma mulher que admiro muito, porque eu não sei se teria a força que ela tem de se superar a cada dia.
    O texto reflete muito o que ela passou, acredito eu. Cada pessoa tem uma maneira de lidar com seu psicológico. E o que sempre digo para todos que vão ao exterior: a saudade é o seu pior inimigo. Ele vai tentar destruir o seu sucesso. Então a maneira de não sofrer é desapegar totalmente de amigos, família, raizes…
    Com o tempo você se torna uma pessoa fria, mas com o passar dos anos, seu coração renasce e uma nova vida começa do zero no novo país . E se será uma vida feliz, depende das suas escolhas.

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