Pessoas que não sabem lidar com elogios: por que isso acontece?

Se você se identifica com outras pessoas que não sabem lidar com elogios, saiba que você não é o(a) único(a). Entenda o que acontece por trás desse tipo de comportamento.

Você pode achar que receber um elogio é sempre algo muito bom, afinal, quem não gosta de ser elogiado? Porém, nem sempre é assim que funciona. Existem pessoas que não sabem lidar com elogios e se sentem profundamente desconfortáveis quando isso ocorre. Mas você sabe por que isso acontece? Entenda!

Por que essas pessoas reagem negativamente aos elogios?

Para pessoas que não sabem lidar com elogios, ser elogiado(a) pode ser um pesadelo. Isso acontece por diferentes razões, porém, existem duas explicações bastante frequentes:

  •  Não se sentir merecedor daquele elogio

Ao ser elogiada, a pessoa que recebeu o elogio se sente como uma farsa, porque ela no fundo não se vê daquela mesma forma. Por exemplo, ela não se acha inteligente do jeito que a pessoa está dizendo que ela é. Assim, quando uma pessoa de fora a enxerga dessa maneira, ela tem medo que essa pessoa acabe percebendo que ela não é nada daquilo.

  • Enxergar uma intenção por trás do elogio

A segunda opção bastante comum é porque a pessoa que foi elogiada acha que existe alguma intenção por trás daquele elogio. Assim, a pessoa começa a desconfiar que se a pessoa está elogiando ela é porque quer algo em troca.

Contudo, independente do motivo, é importante perceber que pessoas que não sabem como lidar com elogios não acreditam serem merecedoras de admiração. Normalmente, elas se recriminam tanto e passam tanto tempo se diminuindo, que quando alguém tem uma opinião contrária sobre elas, elas não acreditam ou desconfiam.

Três tipos de comportamento

De acordo com Suzann e James Pawelski, autores do livro “Happy Together: Using the Science of Positive Psychology to Build Love That Lasts”, existem três tipos diferentes de reações aos elogios.

1. Desviar o assunto

Somos constantemente ensinados de que precisamos ser modestos. De fato essa humildade é tão enraizada na maioria de nós, que nem mesmo aceitamos mais receber elogios. Assim, é comum que ao receber um elogio, existam pessoas que desviem do assunto rapidamente.

2. Reciprocidade desnecessária

Embora desviar de assunto após receber um elogio seja muito comum, existem pessoas que respondem com uma reciprocidade desnecessária. Muitas vezes, a outra pessoa ainda nem terminou de nos elogiar e já estamos respondendo com outro elogio em seguida. Suzann e James chamam esse fenômeno de “batata quente”.

É como se sentíssemos que se alguém nos elogia, ficamos em dívida com a pessoa e precisamos retribuir de alguma forma. Isso implica em uma vulnerabilidade que não gostaríamos de ter e por isso queremos pagar essa dívida de qualquer maneira. Assim, elogiamos a pessoa logo em seguida para “quitar” a dívida.

3. Apontar defeitos

Outra resposta comum de pessoas que não sabem lidar com elogios é responder apontando defeitos. Por exemplo, vamos supor que a esposa faça um jantar para o marido e o marido elogie a comida dela. Após ouvir o elogio, ela falará tudo que deu errado enquanto estava cozinhando e dirá que a comida não ficou boa o suficiente – mesmo que o marido tenha acabado de elogiar o prato.

Nesse caso, a pessoa dá uma lista de razões pelas quais aquele elogio não pode ser recebido, demonstrando que ela não se acha merecedora de ser elogiada.

Aprendendo a aceitar e apreciar elogios

Como vimos, embora os elogios (supostamente) devam ser algo positivo e agradável, muitas vezes eles trazem um peso junto. Existem pessoas que não sabem lidar com elogios e por isso precisamos entender que cada ser humano reage de uma maneira.

Se para você é difícil aceitar ser elogiado(a), saiba que você não está sozinho(a). Procure ajuda de um terapeuta para entender porque isso acontece. Uma vez que você compreender o motivo por trás desse sentimento, conseguirá lidar com elogios de forma positiva.

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Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2018/10/taking-a-compliment/

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FalaFreud na mídia: “App de terapia brasileiro agora tem videochamadas”

Usuários poderão interagir com terapeutas em vídeos para interpretação de linguagem corporal e aumento de empatia

São Paulo — O aplicativo brasileiro de terapia FalaFreud ganha nesta semana suporte para videochamadas. O recurso era um dos mais aguardados por seus usuários e permite que o terapeuta possa avaliar sinais não verbais, como a linguagem corporal do paciente virtual.

A novidade, disponível nos aplicativos para Android e iPhone, também altera os planos oferecidos pela empresa atualmente. Antes, havia somente um plano, com mensagens de texto a qualquer hora do dia para terapeutas, cujo custo era de 300 reais ao mês. Agora, também há uma opção de 339 reais que dá ao assinante a possibilidade de fazer uma chamada de vídeo por mês, com duração de 45 minutos. Sessões em vídeo adicionais poderão compradas por meio do pagamento adicional de 75 reais cada.

A empresa responsável pelo FalaFreud conta que o novo aplicativo foi criado praticamente do zero para evitar problemas de desempenho, em especial, nos dispositivos Android. Na Google Play Store, é possível encontrar diversas reclamações dos usuários quanto ao desempenho e também ao preço cobrado pela assinatura do app.

Yonathan Yuri Faber e Renan Pupin são os fundadores do FalaFreud e enfrentaram resistência do Conselho Federal de Psicologia e de profissionais da área por se posicionarem como uma empresa que conectava pacientes a psicólogos. Faber conta que isso acabou desde que a companhia decidiu ampliar seu escopo de atuação de psicólogos para terapeutas.

Em entrevista a EXAME.com, Faber conta que o aplicativo cresceu 20% ao mês nos últimos meses, em termos de usuários, e que já surgiram diversos cadastros no CFP de sites de psicólogos e empresas que desejam oferecer terapia online. No total, são mais de 700 que apareceram recentemente.

Entre os rivais, se destaca o Luzz, que tem proposta parecida com a do FalaFreud, com assinatura mensal de 369 reais.

Em 2014, Faber tentou lançar no Brasil um aplicativo de caronas pagas muito semelhante ao Uber, o Zaznu, mas ele não deu certo. “Com o Zaznu, nós perdíamos dinheiro a cada corrida. No FalaFreud já conseguimos ter lucro”, declarou Faber.

O próximo passo do aplicativo agora é ir atrás das empresas para oferecer seu serviço de atendimento via aplicativo–e as chamadas em vídeo são cruciais para isso, na visão de Faber. Fora isso, o FalaFreud segue em busca de aumentar sua base de clientes. Com o código promocional EXAME, novos usuários do app ganham 50 reais de desconto na mensalidade.

Matéria originalmente publicada na Revista Exame