Compulsão: O que é compulsão? Quais os tipos?

Compulsão: O que é compulsão? Quais os tipos de compulsão?

O que é compulsão?

A compulsão acontece quando temos um desejo incontrolável de fazer algo.

Em outras palavras, pode-se dizer que ela se caracteriza por uma obsessão de algo ou a repetição excessiva e desnecessária de uma ação.

No dia-a-dia escutamos certas afirmações como as seguintes:

“Sente compulsão por álcool” ou “Sua compulsão por sexo pode lhe trazer problemas”, “A compulsão alimentar gera prejuízos à sua saúde”.

Muitas pessoas procuram os consultórios terapêuticos em busca de solucionar uma compulsão por: Tabaco, álcool, drogas, sexo, comida, compras etc.

A pessoa que tem comportamentos compulsivos, normalmente está tentando compensar um estresse, afastar uma ameaça, eliminar a ansiedade ou mesmo para obter prazer ou satisfação.

Quais os tipos de compulsão?

Vamos deixar aqui vários exemplos de compulsões, para que tenhamos consciência do quanto é importante tratar desse ato:

  • Lavar as mãos repetidas vezes para proteger-se de germes ou contaminação;
  • Verificar repetidamente a porta, as janelas, gás, fogão para ter certeza de que está seguro;
  • Alinhar os objetos para que fiquem simétricos ou na posição exata;
  • Acumular ou armazenar objetos sem utilidade e não conseguir descartá-los;
  • Arrancar cabelos, roer unhas, beliscar-se;
  • Jogar patologicamente;
  • Consumir repetidamente álcool, drogas, comida em excesso.
  • Repetições variadas: tocar, olhar fixamente, bater de leve, raspar, estalar os dedos ou as articulações, sentar e levantar, o entrar e sair de uma peça ou azulejo, fazer um gesto (como o sinal da cruz).

As compulsões também podem ser mentais como: contar, rezar, repetir palavras ou frases, repassar argumentos mentalmente.

Qual o tratamento para a compulsão?

Independente de qual seja a compulsão é preciso procurar ajuda terapêutica, pois, se a compulsão não for trabalhada pode gerar sérios prejuízos na vida de qualquer ser humano.

O tratamento mais indicado para compulsões é a terapia cognitivo-comportamental, que vai em busca de confrontar o problema e eliminar o comportamento indesejável.

Se você tem uma compulsão que atrapalha a sua vida, o seu cotidiano busque ajuda terapêutica.

 

Dayane Fagundes

 

FalaFreud é o melhor caminho para a terapia de forma fácil, acessível e conveniente para aqueles que procuram uma vida melhor. Você pode se conectar com um terapeuta do conforto e privacidade da sua casa usando o seu smartphone, baixe o nosso aplicativo em http://www.falafreud.com/ e converse hoje mesmo com um terapeuta.

Suicídio: Por que as pessoas cometem? E como prevenir?

Suicidio: porque as pessoas cometem suicidio e como pervenir

O suicídio é algo que vem chamando a atenção da nossa sociedade. Muito tem se falado sobre isso e cada vez mais podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação.

O que é o suicídio e o que leva a comete-lo?

O suicídio é o ato da pessoa de tirar a própria vida.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são elas pessoas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos.

Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying.

Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

Como combater o suicidio?

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto.

Existem muitas pessoas que tem ideias suicidas mas não cometem o suicídio. Nesse processo a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso.

Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que cometem suicídio comentam essa ideia com alguém antes de cometer esse ato.

Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer, está num processo de dor tão intenso que ela não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor.

Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Sinais de comportamento suicida e como preveni-lo:

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar.

Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade.

Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

  • “Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

  • “Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

  • “Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

  • “Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que a o indivíduo pretende cometer suicídio.

O que dizer e fazer nesse momento?

  • Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

  • Falar que “Não é ruim assim” ou “As coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo.

  • Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso” . Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.”

  • Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa.

  • Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você.

Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos.

A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso.

O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

 

Dayane Fagundes

 

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Como lidar com namorado(a) que tem ansiedade?

Relacionamentos: Namorar alguém com ansiedade

Namorar alguém, com problemas de ansiedade ou um transtorno de ansiedade pode ser um desafio e bem estressante.

Às vezes, pode parecer que a ansiedade é uma terceira pessoa no relacionamento; Alguém que fica entre você e seu parceiro e traz muitas dúvidas e confusão.

Neste artigo você encontrará tudo o que precisa saber e fazer, quando namora alguém com ansiedade: Como apoiar seu parceiro, entender como a ansiedade pode afetar seu relacionamento, como cuidar da sua própria saúde mental e muito mais. Continue lendo se você quer garantir que a ansiedade não se torne uma terceira pessoa em seu relacionamento.

1- Entendendo a ansiedade e o que ela faz com o seu parceiro.

Aprender alguns fatos básicos sobre ansiedade, ajudará a entender e apoiar melhor o seu parceiro. Nossos terapeutas recomendam que você tenha em mente:

  1. A ansiedade é um problema real, e não algo inventado. É um problema de saúde mental.

  2. A ansiedade é normal. Todo mundo tem isso. Isso só se torna um problema ou desordem se for grave.

  3. Ela pode ser uma doença debilitante que evita que as pessoas funcionem e vivam uma vida normal.

  4. Você não pode “consertar” ou “curar” a ansiedade.

  5. A maioria das pessoas que tem ansiedade desejam que não tivessem tido isso. Eles se preocupam que sua ansiedade seja um fardo para os outros.

  6. Existem milhões de pessoas que, apesar de lidar com a ansiedade, têm grandes relacionamentos e estão felizes.

  7. Os sintomas  podem ocorrer em ondas, constantemente ou em ambos.

  8. Pessoas com transtornos ou problemas de ansiedade podem ter períodos sem sintomas.

  9. Ela não é lógica ou racional. Isso faz com que as pessoas se preocupem com algo, apesar de não haver evidências que sejam concretas e que valham a pena se preocupar. Isso também faz com que às vezes eles atuem irracionalmente.

  10. Não é um sinal de fraqueza.

  11. Ela é tratável. A terapia pode aliviar os sintomas e ensinar as pessoas a lidar melhor com isso.

2- Como a ansiedade pode afetar o seu relacionamento?

Se você está namorando alguém com ansiedade, é provável que seu parceiro gaste muito tempo preocupado e ruminando tudo o que pode dar errado ou já está errado com o relacionamento.

Aqui estão alguns exemplos de pensamentos e perguntas que podem estar surgindo no cérebro:

E se ele (a) não me ama tanto quanto eu o amo?
E se ele(a) está mentindo para mim?
E se ele(a) escondeu algo de mim?
E se ele(a) estiver me enganando?
E se ele(a) quiser me enganar?
E se ele(a) gostar de outra pessoa melhor?
E se minha ansiedade arruinar nosso relacionamento?
E se terminarmos?
E se ele(a) não responder a mensagem de volta?

A maioria das pessoas tem pelo menos alguns desses pensamentos ansiosos. Eles são uma parte normal de estar em um relacionamento, especialmente em um novo.

Mas quem tem problemas de ansiedade ou um transtorno de ansiedade, no entanto, tende a ter esses pensamentos ansiosos com mais freqüência e intensidade.

Os pensamentos ansiosos causam sintomas fisiológicos, incluindo falta de ar, insônia e ataques de ansiedade.

Às vezes, esses pensamentos motivam o seu parceiro a agir de maneiras que cause o estresse e desgaste do relacionamento.

Infelizmente, há muitos comportamentos motivados pela ansiedade que as pessoas desenvolvem nos relacionamentos. Como estes aqui::

  • Ficar irritado, irritável
  • Se tornar controlador(a)
  • Estar distraído e ter problemas para se concentrar
  • Ser excessivamente crítico(a)
  • Comportamento agressivo evasivo ou passivo
  • Perfeccionismo

3- Como Lidar com a ansiedade?

A ansiedade não tem que colocar seu relacionamento em perigo. Ao usar as estratégias de enfrentamento corretas, você pode ter um relacionamento saudável e impedir a ansiedade de causar muito estresse.

  •  Incentivando o seu parceiro a fazer terapia ou tentar terapia de casais

Quando você se importa com alguém, muitas vezes nos enxergamos como seus terapeutas, na tentativa de ajudá-los e apoiá-los. O problema é que você não é um terapeuta.

Tentando desempenhar esse papel,você se sentirá drenado emocionalmente. Isso poderia fazer você se ressentir de seu parceiro.

Você não é responsável por fornecer terapia ao seu parceiro. É por isso que deve orientá-lo, suavemente, a trabalhar com um terapeuta. Ele pode ajudá-los a melhorar a forma como lidam com a ansiedade, dentro e fora de um relacionamento.

Se você está em um relacionamento sério e de longo prazo, considere o aconselhamento de casais. Alguns dos problemas de ansiedade podem estar baseados em seu relacionamento.

  • Você fazer terapia

Se o seu parceiro não aceita e é resistente a fazer terapia, vá sozinho.

Isso irá ajudá-lo a desenvolver as habilidades necessárias para entender e lidar com a ansiedade do seu parceiro. Um terapeuta também pode ensinar-lhe como apoiar de forma mais eficaz o seu parceiro ansioso.

Quando está namorando alguém com ansiedade, é fácil esquecer de cuidar de si mesmo. Ao fazer terapia, você pode garantir que ainda esteja focando na sua própria saúde mental.

  •  Aprender a se comunicar melhor sobre a ansiedade

A ansiedade pode ser assustadora. Isso pode fazer você querer evitar falar sobre isso.

No entanto, uma das maneiras mais eficazes de lidar com a ansiedade em um relacionamento, é falar sobre isso de forma aberta, honesta e direta com seu parceiro.

Para mostrar ao seu parceiro, que aceita sua ansiedade, você precisa encorajá-lo a se abrir sobre isso.

Tente ouvir sem julgar, sem se tornar defensivo e não deixar sua própria ansiedade falar.

Comece o diálogo, perguntando: “O que você acha que eu poderia fazer para ajudar com sua ansiedade?”

  • Gerenciando suas reações à ansiedade

Quando seu parceiro fala sobre sua ansiedade no contexto do relacionamento, é fácil levá-lo para o pessoal e ficar chateado. É fácil interpretar a ansiedade como egoísmo, rejeição ou tentativa de afastamento.

Ao praticar suas habilidades de enfrentamento, você pode substituir as respostas reativas por algumas mais compassivas.

Aqui está um cenário para ajudá-lo a praticar:

Imagine que seu parceiro diz que fica ansioso, pois sempre se preocupa e fica se questionando se você o trai.

Se você levar para o pessoal, você pode pensar que ele tem esse comportamento, porque julga você ou acha que é o tipo de pessoa que comete traição. E começará a ficar chateado(a) e pode reagir de forma defensiva e dizer algo negativo.

Em vez de permitir que a ansiedade lhe irrite, pare um momento para se acalmar.
Lembre-se de que a ansiedade não é sobre você. Você não é a fonte disso. É sobre o seu parceiro.

Responda calmamente ao que o seu parceiro está sentindo. Você pode dizer algo como:

“Sinto muito, você se sentir desse jeito. Isso deve ser difícil. Existe alguma coisa que possamos fazer para ajudá-lo a se sentir melhor sobre isso? “

Gerenciar suas reações é mais importante do que gerenciar as reações do seu parceiro. Isso pode te ajudar a apoiá-lo e definir limites. Se a ansiedade do seu parceiro faz com que você saia do equilíbrio emocional, cada vez que ela surgir, será impossível apoiá-lo.

  • Definindo barreiras

Quando você está namorando alguém com ansiedade, você precisa encontrar um equilíbrio entre ser paciente e estabelecer limites.

Aqui estão alguns exemplos de limites que você pode definir. Você pode dizer ao seu parceiro que esses comportamentos não são aceitáveis, mesmo durante ataques de ansiedade e momentos estressantes que causam ansiedade intensa:

  • Insultos
  • Acusações
  • Ameaças
  • Informe o seu parceiro que você espera que ele tome medidas para melhorar a forma como ele lida com a ansiedade. Esta é outra parte do estabelecimento de limites.

4- Como dar suporte ao seu parceiro?

Dê suporte ao seu parceiro, faça atividades que façam ele se sentir amado e seguro.

  • Reconheça o seu progresso

Se seu parceiro está se esforçando para enfrentar a ansiedade, valorize, comemore e reconheça. Isso é um belo incentivo para continuar.

  •  Esteja disponível para ouvir

Mesmo que esteja cansado ou seu parceiro esteja falando algo que já tenha escutado, tente ouvir atenciosamente. Isso demonstrar que você se importa.

  • Inclua seu parceiro em algum de seus hábitos

Se tiver algum ritual para cuidar da sua saúde mental, como meditação, yoga, correr, escutar uma música relaxante; Tente incluir o seu parceiro. Isso poderá ajudá-lo a diminuir a ansiedade no relacionamento

5- O que não fazer

Para evitar que a ansiedade piore, machuque o seu parceiro e crie mais estresse no relacionamento. Evite:

  • Critica-lo por ser tão ansioso
  • Ignorar a ansiedade
  • Tentar ser o terapeuta do seu parceiro
  • Levar tudo para o pessoal
  • Perder o equilíbrio e a paciência, toda vez que a ansiedade aparecer
  • Tentar consertar o seu parceiro
  • Recomendar remédio para ansiedade (Você não é psiquiatra)

6- A ansiedade pode  fortalecer seu relacionamento

Ansiedade não é  somente uma fonte de estresse em um relacionamento.

É também uma oportunidade para compreender e amar mais profundamente o seu parceiro.As crenças por trás da ansiedade são parte de quem o seu parceiro é.

Aprendendo sobre ansiedade e procurando ajuda de um profissional da saúde mental, você poderá dar suporte ao seu parceiro e cuidar da sua própria saúde mental.

E assim seu relacionamento ficará mais forte, leve e prazeroso

 

Equipe FalaFreud

 

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Tempo sozinho: Porque é importante ter e como reivindicá-lo.

Beneficios de passar um tempo sozinho

Passar um tempo sozinho… Geralmente encaramos como sendo uma coisa muito ruim. E muitas vezes fugimos deste momento, por medo de encarar nós mesmos e por achar que isso é sinônimo de solidão.

Por isso, agarramos a qualquer oportunidade (até mesmo  virtualmente) para estar na companhia de alguém.

Mas estou aqui hoje, para desfazer essa ideia de que passar um tempo sozinho é uma coisa terrível e para mostrar que não tem nada a ver com solidão. Até porque você pode estar rodeado de pessoas e estar solitário. Não é verdade?

O que vamos falar hoje é sobre solitude, que é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, mas que implica numa escolha consciente.

Claro que conexão com pessoas é muito importante. Ela é um indicador de saúde e felicidade. Até porque, estudos indicam que o isolamento social é mais perigoso para sua saúde do que a obesidade, aumentando seu risco de morte prematura em mais de 14%.

Mas como tudo na vida é o equilíbrio, essa situação não seria diferente.

Conecte-se com outras pessoas mas tenha um tempo só seu, também.

Por que o Tempo Sozinho é tão Crucial?

Para os introvertidos, o tempo é crucial para recarregar. Mas todos, mesmo os extrovertidos, se beneficiam mentalmente de momentos gastos sozinhos.

Ter um tempo sozinho, limpa nossa mente, nos dá foco, recarrega nossos corpos, nos centra e nos dá clareza.

Então considere a solitude como uma ferramenta, que nos ajuda reconectar com quem somos e quem queremos ser. E que por sua vez, aumenta nossos relacionamentos e o que podemos oferecer aos que amamos e encontramos.

Para aqueles com família, o tempo sozinho pode parecer uma mercadoria escassa ou pode lhe fazer sentir egoísta.

Mas uma vez que percebe, que você se torna uma pessoa mais valiosa e agregadora quando se desconecta, por alguns minutos que seja, torna-se muito mais fácil priorizar e dar-se permissão de sentir essa descoberta em busca do autoconhecimento.

Quer saber como criar mais tempo sozinho? Aí vão quatro dicas fáceis e simples:

1- Desligue

Desligue seu telefone enquanto dorme ou até mesmo no final do dia. Não no silencioso ou no “não perturbe”, mas completamente desligado.

Isso permite que você se desconecte verdadeiramente e evita a tentação de verificar mensagens ou e-mails.

2- Programe datas com você mesmo

É uma maneira de recuperar o controle, para fazer o que você quiser e como você quiser. Quando sentimos essa sensação de controle, estamos mais felizes. Seu dia solitário pode ser uma sessão de cinema, surf ou uma caminhada na floresta, ou talvez se perca nas páginas de um livro. Seja qual for, agende-o, faça isso propositalmente e regularmente.

3- Refletir

Ás vezes, precisamos reconhecer o benefício de algo, antes de podermos priorizá-lo.

Identifique as maneiras que você deseja gastar seu tempo sozinho (na natureza, meditando, etc…) e reflita sobre como se sentiu antes e depois.

4- Livre-se da culpa.

Muitas pessoas, principalmente aquelas que têm filhos se sentem culpadas de ter os seus momentos.

Depois de se tornarem pais as pessoas esquecem de si mesmas e não encontram esse tempo precioso para sua qualidade de vida, porque estão tão imersas com o novo papel pai ou mãe, que qualquer movimento longe do filho gera culpa.

Livre-se desse sentimento, seus filhos precisam de país saudáveis e para isso é preciso ter a solitude.

O que achou? Vai tentar aplicar isso na sua vida?

Ao assumir o controle do seu tempo e priorizar o tempo sozinho, você será mais produtivo e melhor se conectará com amigos, familiares e colegas. Pense nisso.

 

Carolina Mota
Equipe FalaFreud

 

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Arte na terapia: Uma forma de enfrentar a depressão.

arte terapia contra Depressão

A arte é uma ferramenta importante no processo da terapia, principalmente nos casos de depressão.

Ela pode ser usada para expressar o que estamos sentindo, além de despertar nosso poder criativo, que muitas vezes inibimos durante a vida.

Todos os seres humanos precisam falar, expressar seus sentimentos.

Mas muitas vezes, temos dificuldade em dizer como estamos nos sentindo. Não é verdade?

O indivíduo que tem depressão costuma guardar algumas emoções, sem elaborar isso de forma assertiva. E a arte pode ser um caminho de expressão daquilo que está guardado.

Por esse motivo, é muito eficaz no tratamento da depressão e pode gerar excelentes resultados, sendo usada na expressão de sentimentos, pensamentos, ideias, fantasias e traumas mal elaborados.

A arte estimula o indivíduo ao autoconhecimento, o que facilita o processo de cura.

 

Existem vários tipos de manifestações da arte, seja por desenho, pintura, música, poesia, teatro, dança, escultura, etc.

Vários artistas famosos como Van Gogh e Leo Tolstoy, apresentavam quadros de depressão. E atualmente existe um jovem fotógrafo, chamado Christian Hopkins que usou a fotografia como forma de expressão e de enfrentar a depressão.

Uma dica para quem quer começar a usar a arte na expressão de suas emoções, escrever e desenhar está ao alcance de todos e é um bom começo.

Expressar como está se sentindo através desses recursos, pode trazer alívio e gerar mais consciência de si mesmo.

Aproveite as dicas, experimente e nos conte como foi a experiência!  

Leia também nosso teste de depressão e não esqueça que estamos aqui para te ajudar.

 

Dayane Costa Fagundes
Terapeuta

 

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Credito Foto: Alice Achterhof

Como ’13 Reasons Why’ nos alerta das metáforas do desespero adolescente

“Oi, é a Hannah. Hannah Baker.”

Assim começam as últimas palavras da protagonista de 13 Reasons Why, produção original da Netflix que estreou na última sexta-feira (31).

Nó na garganta para uns, ameaça para outros, a desconfortável despedida de Hannah é um convite urgente da série para pensarmos os efeitos das palavras na vivência adolescente em um contexto de emoções subestimadas.

A gravação, deixada em analógicas fitas K7, lista os 13 motivos pelos quais Hannah, de 17 anos, decidiu terminar seu sofrimento com um suicídio. Cada motivo corresponde a um episódio.

Apesar de este texto conter alguns spoilers, o suicídio não é um deles. É a premissa da narrativa, baseada no livro homônimo de Jay Asher, de 2007, e que no Brasil foi lançado com o título Os 13 Porquês (Ática, 2009).

Enquanto o colega Clay Jensen, de 17 anos, ouve as fitas, acompanhamos a trajetória de Hannah, do próprio Clay e de alguns alunos na Liberty High School e nos espaços que orbitam a escola de ensino médio, como a lanchonete frequentada por eles (Monet’s), as festas e as casas de cada um.

Dois lares são especialmente abordados: o dos pais de Hannah, enlutados e marcados pela ausência brutal da única filha, e da família de Clay, cujos pais tentam traçar alguma comunicação com o filho que nada revela.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Com sua trama e linguagem adolescentes, 13 Reasons Why à primeira vista pode parecer uma novelinha de angústias particulares, mas desenvolve profundidade e temáticas obrigatórias não só para pais de crianças e adolescentes, como também para a sociedade como um todo.

Nos EUA, a assustadora recorrência de tiroteios em escolas nos leva a pensar em um problema localizado, mas o bullying e o cyberbullying presentes nos colégios brasileiros estão relacionados a desfechos igualmente trágicos, como automutilações, agressões e assassinatos.

Mais do que alarmante, a narrativa é uma tentativa de entendimento do suicídio para fins preventivos e também reflexivos. Sinais que passam despercebidos, metáforas de desespero não assimiladas e sofrimento silenciado costumam vir à tona tardiamente como pedido de ajuda, gerando ainda mais angústia diante do irreversível.

Longe da ficção, Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, um dos adolescentes responsáveis pela tragédia na escola americana Columbine, em 1999, se recrimina por não ter percebido as intenções do filho que, antes de se suicidar, atirou e matou colegas da escola:

Seus amigos mais próximos, garotos com quem ele conviveu todos os dias durante anos, não sabiam quanto ele estava desesperado. Alguns se recusam a acreditar nessa caracterização até hoje. Mas eu era a mãe dele. Eu deveria saber.Sue Klebold, no livro ‘O Acerto de Contas de uma Mãe – A Vida Após a Tragédia de Columbine’

O suicídio pressupõe uma dolorosa especulação: por que uma pessoa amada resolve desistir da própria vida? Em um dos momentos mais comoventes da série, a mãe de Hannah, Olivia, lamenta a ausência de um bilhete que dê algum tipo de justificativa para a decisão da filha.

Nem Olivia nem o marido, Andy, conseguem conciliar a memória que tinham da garota com o presente devastador que agora precisam enfrentar. Para tentar suprir essas lacunas, entram na Justiça pedindo a responsabilização da escola.

13 Reasons Why não deixa de ser um preenchimento ficcional em cima de uma angústia, uma fantasia de explicação que permite dar sentido ao que aconteceu — pois na vida real não temos tais respostas, mesmo quando bilhetes ou posts nas redes sociais são deixados.

Transbordamento sem aviso prévio

Nas 13 motivações de Hannah, narradas como acontecimentos que vão aumentando a falta de perspectiva no futuro, o suicídio não é apontado como desfecho dramático de um acontecimento único, como o cyberbullying de uma foto mal-intencionada, uma humilhação na frente de toda a classe ou o fim de um relacionamento. “O suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo”, esclarece a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A ideia suicida vem do acúmulo de situações, como um copo que vai se enchendo e que transborda com uma gota d’água (a perda de um emprego, por exemplo), levando à sensação de total impotência e desespero, explicaram ao HuffPost Brasil os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.

“Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e ‘adicionar água ao copo’ de muitas pessoas, mas não podem ser apontados como motivos exclusivos de suicídio. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, então é essencial sempre encontrar maneiras de ‘esvaziar o copo’ antes que chegue na borda.”

Esvaziar o copo, porém, passa pelo reconhecimento de que este esteja cheio, e na vivência adolescente, em que as emoções particulares de cada um ficam obscurecidas, camufladas ou disfarçadas, o transbordamento chega sem aviso prévio.

Comportamentos que poderiam ser interpretados como sinais, como o silêncio ou a agressividade, são reduzidos à faixa etária: “isso é fase, vai passar”. Como se a adolescência em si justificasse os sintomas apresentados…

A transição de uma criança para o universo adulto jamais deveria ser tratada como banal, e esta parece ser a maior contribuição de 13 Reasons Why.

No mundo adulto da independência e das responsabilidades cabem a raiva, a tristeza, o medo e a dissimulação. Por que haveria de ser diferente no “não-lugar” que é a adolescência, esse período da vida em que um pé está no infantil, e o outro ensaia passos adultos?

A intensidade dos sentimentos tem resposta proporcional à maneira como as pessoas reagem ao que é dito para elas. Uma ofensa em um vulnerável período de constituição da identidade faz reverberar inseguranças e frustrações, e só mesmo a ressignificação daquilo que machuca poderia dar ou devolver o sentimento de integridade.

Hannah tenta colocar em palavras, para destinatários específicos, as suas motivações. Curiosamente, ao terminar a fita 12, Hannah sente certo sentido em viver. Mas o que ocorre é a mortal impossibilidade de conseguir conversar com os pais, com Clay ou com o conselheiro da escola.

Ela não encontrou escuta para seu sofrimento nem insistiu em tentar comunicá-lo, muito possivelmente por não saber colocá-lo em palavras.

Crianças invariavelmente recorrem aos jogos e brincadeiras para expressar o que se passa em seus mundos internos. Nem a mais aparente eloquência de um adolescente, porém, pode garantir que ele consiga dar vazão às suas emoções. Ao mesmo tempo, a escola dela falhou em fazer a escuta sensível daquilo que não se consegue pronunciar.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

A Comunicação Indispensável

As redes sociais se apresentam como poderosos meios de comunicação, mas como vemos no cyberbulling de Hannah, também configuram novas formas de sofrimento e ressaltam, para mais pessoas, desamparos e desesperos alheios.

O público suplanta o íntimo, e prevalecem as aparências em detrimento de um interior necessitado, mas sem a gramática necessária para pedir ajuda.

Clay demonstra, em vida, essa falta de comunicação dos próprios sentimentos, reservando às lágrimas no chuveiro e à raiva as únicas possibilidades de extravasar seu (temporariamente) arruinado mundo particular.

Falar de suicídio é falar de prevenção; é dar nome ao que atormenta e ao que se apresenta como impossível. A cada dia, pelo menos 32 brasileiros se matam, segundo dados do Ministério da Saúde e da OMS.

A prevenção poderia salvar a vida de nove entre dez pessoas que hoje se suicidam. A produção da Netflix parece encampar essa mensagem com personagens que podem ser reconhecidos em escolas de todo o mundo.

O estímulo à prevenção surtiu efeitos, pelo menos no Brasil. Segundo o CVV, desde a estreia do série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%, com 25 mensagens mencionando 13 Reasons Why.

Ainda que apresentada como série adolescente de mistério, com personagens carismáticos e algumas tiradas de humor, 13 Reasons Why não foge do incômodo e da perplexidade provocados por um suicídio. O tempo todo se especula em torno da narrativa de Hannah, até que o suicídio em si abruptamente nos coloca na posição de encarar o fato, a decisão, a dor e a finitude que vem com ele.

O que a ficção da série consegue é um debruçar nosso sobre o insuportável da realidade, sobre aquilo que não se diz, nem tampouco se escreve. Sobre a angústia da ausência de respostas, e sobre a inibição de perguntas que podem apontar novos caminhos diante do sofrimento insuportável, porém, reversível.

Como cão salvou da depressão única sobrevivente de desastre aéreo

Silvia Viruega é uma respeitada veterinária que chefiou o canil da Polícia Federal mexicana e hoje comanda um hospital público para animais na Cidade do México.

Mas sua trajetória de sucesso teve um grande obstáculo no meio do caminho, um evento traumático da qual só conseguiu se recuperar com uma ajuda externa inusitada.

Em entrevista ao programa Outlook da BBC, ela contou essa história. O evento traumático foi um acidente de avião, do qual foi a única sobrevivente.

O avião de pequeno porte, pilotado por seu namorado e que levava, além de Silvia, um amigo do casal, caiu durante um voo para Acapulco.

Seu namorado não tinha grande experiência, ainda estava em fase de acumular horas de voo.

“O avião teve uma falha mecânica”, conta Silvia.

Por um milagre, diz ela, não apenas sobreviveu ao acidente como saiu dele andando.

“Comecei a procurar por meu namorado. Vi o amigo dele, que não se mexia. O avião estava pegando fogo. Na minha cabeça, se estava viva e andando, todo muito teria a mesma chance”, recorda.

“Quando me colocaram na ambulância, ainda não tinha visto ele, fiquei aflita. Pensei comigo: espero que o levem para o mesmo hospital que eu.”

Já no hospital, quem apareceu para visitá-la foi a mãe do namorado, o que a deixou confusa. Queria saber por que não o haviam levado para o mesmo hospital. “O que realmente aconteceu era que o pai dele estava com ele no necrotério e a mãe comigo, me fazendo companhia”, diz.

Depois ela recebeu a visita do irmão e de amigos. Coube ao irmão dar a notícia: todo mundo tinha morrido no acidente, menos ela.

Silvia Viruega mostra foto do presente que mudou sua vida: Gary, um cão da raça Yorkshire Terrier igual à miniatura sobre a mesa dela.

 

A veterinária sofreu um traumatismo craniano, uma lesão na coluna, vários escoriações e fraturas no nariz e a fíbula direita. Passou uma semana no hospital, antes de ser transferida de volta à Cidade do México.

“Durante o retorno para a Cidade do México, eu estava muito abatida, chorando muito.”

Passou meses em reabilitação física – e tentando superar o trauma. “Meu cérebro estava 100% desconectado. Eu não estava tendo alucinações, nada disso, estava simplesmente em um estado de indiferença e nada importava para mim”, relata.

Presente da vida

Mas um dia ganhou, de presente, um cão da raça yorkshire terrier, que acabaria mudando sua vida.

“Nove meses depois do acidente, um amigo me deu um cachorro. Era um filhote, que imediatamente me fez pensar sobre a vida.”

Ela passou a se dedicar a Gary, o cachorro, que reacendeu nela vários interesses adormecidos e acabou se tornando “um dos melhores presentes que a vida já me deu”.

Para ela, o cachorro simbolizou um renascimento, uma nova fase do ciclo da vida: “Ele nasceu pequenino e eu tinha acabado de renascer, depois de algo horrível que tinha acontecido comigo”.

Gary a ajudou a perceber que estava se entregando a um mal oculto, que nem sabia ter. “Eu não tinha percebido que tinha depressão. Estava a toda hora tentando esconder… É muito difícil de aceitar isso. Acho que depende da habilidade que cada pessoa tem de enfrentar a depressão”.

Gary passou a ser companhia constante para tudo. Bastava acordar e ver o cachorro, que já encontrava ânimo para “fazer o que tinha que ser feito dentro do programa de reabilitação”.

Mas quando começou a levar Gary para passear, se deu conta do quanto perdeu em mobilidade por causa dos danos sofridos no acidente.

Silvia Viruega é uma das mais renomadas veterinárias do México (Foto: Clayton Conn)

“Quando levei Gary para caminhar, percebi que era muito lenta. Foi quando a realidade me atingiu, foi quando me dei conta de qual era o meu estado. Em outras palavras, eu estava bem mal.”

Gary esteve ao lado dela durante todo o tempo da difícil recuperação. “Por isso, para mim, ele é um ser tão especial”, diz.

Hoje, como diretora de um hospital para animais, ela diz ver casos como o dela quase todos os dias. “[Animais de estimação] são companhias para idosos solitários ou crianças que não falam. Há milhares de outros casos”, afirma.

Segundo ela, já foi provado cientificamente que ter animais de estimação ou ficar perto de animais traz até benefícios físicos como a redução de batimentos cardíacos e a liberação de endorfina, substância produzida pelo corpo humano que ajuda a dar a sensação de bem-estar.

Nova etapa

Depois que Gary a ajudou a sair da depressão, Silvia Viruega decidiu fazer um mestrado em Saúde Pública, Administração e Medicina Animal.

“Fiz o mestrado e, a partir daí, comecei a buscar projetos, trabalhos para continuar me sentindo viva, útil e para apreciar essa segunda oportunidade. Você fica mais sensível, menos indiferente”, afirma.

Hoje, Silvia Viruega sabe o nome e do que sofre cada um dos cães e gatos que estão no renomado hospital que ela dirige. Faz questão de falar da satisfação em poder recuperar a saúde de seus pacientes e de ver os donos dos animais saindo com eles andando novamente, salvos e estáveis.

Ela diz que se sente mais em casa na clínica que se sentia no canil da Polícia Federal, onde os cães eram treinados para achar drogas, bombas e corpos. Além disso, diz preferir as raças de cachorros pequenos. “Tenho em casa um chihuahua, além do yorkshire terrier”.

“A área sentimental da minha vida também renasceu”, conta. “Tenho um marido maravilhoso que, por coincidência, também é um piloto de avião; e uma filha pequena.”

Sobre a mesa de trabalho de Silvia, há miniaturas de diferentes raças de cães. Mas a que mais chama atenção é a de um yorkshire, igual ao seu.

“Gary me salvou e, de certa forma, me trouxe para onde estou agora. Ele me motivou para continuar.”

Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (23) referentes a 2015. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

O país com menor prevalência de depressão nas Américas é a Guatemala, onde 3,7% da população tem o transtorno. Já o país com menor prevalência de depressão no mundo, segundo o relatório, são as Ilhas Salomão, na Oceania, onde a depressão atinge 2,9% da população.

Além dos Estados Unidos, os países que têm prevalência de depressão maior do que o Brasil são Austrália (5,9%), Estônia (5,9%) e Ucrânia (6,3%).

Brasil é recordista em ansiedade

Ainda segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos de ansiedade era de 264 milhões em 2015, com um aumento de 14,9% em relação a 2005. A prevalência na população é de 3,6%. É importante observar que muitas pessoas têm tanto depressão quanto transtornos de ansiedade.

O Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.

Segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos mentais comuns, como a depressão e o transtorno de ansiedade, está crescendo especialmente em países de baixa renda, pois a população está crescendo e mais pessoa chegam às idades em que depressão e ansiedade são mais frequentes.

Suicídio

Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte em 2015. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.

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Teste de Depressão

De uma maneira geral, os sintomas de depressão se confundem bastante com sintomas de outras doenças. E saber qual a diferença entre um quadro de tristeza, por exemplo, e um caso real de depressão não é a tarefa mais simples do mundo. “Tristeza é uma emoção, enquanto depressão é uma doença”, explica o psiquiatra Ken Robbins, da Universidade de Wisconsin-Madison – nos Estados Unidos.
E verdadeira depressão difere da tristeza em dois pontos-chave:

Sintomas de depressão

A. Severidade

Os sintomas da depressão são severos o suficiente para dominar sua vida e interferir profundamente em sua rotina diária. É como se você estivesse atolado em um mar de areia movediça e, não importa quanta força faça, apenas não consegue sair dali.

B. Duração

A tristeza com certeza faz parte da lista de sintomas de depressão. Mas, quando é “só” tristeza, o sentimento acaba passando em alguns dias e a vida volta a ser como era antes – o que não acontece em uma caso de depressão, quando a pessoa fica triste o tempo todo e por mais de duas semanas.

E, ao contrário do que muitos pensam, os sintomas de depressão vão muito além da tristeza. A seguir, vamos apresentar 11 sintomas de depressão que são os mais comuns. Mas, antes de falar mais sobre cada um deles, vale um alerta: é possível que uma pessoa deprimida não tenha os 11 sintomas de uma só vez, e a intensidade de cada um deles pode variar. O importante, e fundamental, é verificar se vários desses sintomas estão presentes por mais de duas semanas em você, ou em alguém que você conheça. Nesse caso, talvez seja hora de procurar ajuda médica especializada.

Vamos aos sintomas:

11. Baixo astral generalizado

Quando o baixo astral domina todos os seus momentos, talvez seja hora de ficar em estado de alerta. Perda de interesse na vida, incapacidade de sentir ou expressar felicidade ou outras emoções também fazem parte do pacote. Como dissemos, é normal se sentir assim quando alguma coisa que não gostaríamos acontece com a gente. Como ser demitido, ou terminar um relacionamento, por exemplo. Mas, o normal é que essa melancolia seja passageira. Quando ela insiste em ficar e anula todas as possibilidades de sorrir e sentir qualquer tipo de alegria, ela não se torna apenas um sintoma, mas também uma das evidências mais fortes de que se trata de um quadro real de depressão.

Se você está em dúvida sobre estar ou não nessa situação, pergunte a você mesmo: “quando foi a última vez que eu fiquei feliz?”.

10. Sentimento constante de desesperança, inutilidade ou desamparo

Quando uma pessoa está com depressão, ela não consegue deixar de sentir que está tudo errado e a culpa de todos os problemas do mundo é dela. A pessoa parece incapaz de ver qualquer lado positivo ou luz no fim do túnel. E então começa a se fixar em erros do passado, ficando horas, dias e semanas remoendo um sentimento de culpa infinito. Falas como “eu não tenho escolha”, “eu não posso fazer nada”, “ninguém se importa” são comuns de se ouvir de alguém que se encontra nessa situação.

9. Choro frequente

Quando o choro é frequente e aparentemente não tem uma causa que o justifique, vem “do nada”, ele pode entrar para a lista de sintomas de depressão. Mas é importante ressaltar que nem toda pessoa deprimida chora. Na verdade, algumas nunca choram. E, segundo um estudo feito na Universidade de São Francisco (Estados Unidos) em 2001, a quantidade de choro não está diretamente relacionada à gravidade da depressão. Contudo, pode ser a pontinha do iceberg.

8. Inquietação e agitação constante

Pessoas com depressão podem se sentir incapazes de relaxar. Podem ter também um sentimento constante de irritação e raiva de tudo e de todos.

7. Cansaço exagerado e perda de energia

Normalmente, quando uma pessoa está com depressão e não mostra a agitação de que falamos no item anterior, ela tende a ficar mais quieta e se queixar constantemente de cansaço e falta de energia para tudo. Daí vem uma onda implacável de improdutividade que atinge desde o trabalho até as atividades mais rotineiras. Esse sintoma pode ser tão forte a ponto de a pessoa não conseguir mais nem sair da cama.

6. Perda de interesse em atividades e hobbies que gostava

Esse é um dos sintomas de depressão mais reveladores da doença. A pessoa não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava. E essas coisas podem ser as mais variadas possíveis, como passear com os cachorros, se exercitar, ou tomar conta dos seus sobrinhos. E, assim, a pessoa depressiva vai lentamente se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa.

5. Dificuldade de concentração

Esquecer compromissos e recados, cometer erros bobos, não se lembrar de nomes e evitar fazer planos ou adiar decisões. A pessoa considerada “deprimida” é vítima constante de “pensamentos confusos”. Entre os sintomas de depressão, esse é aquele que começa virando motivo de piada, mas pode ficar sério a ponto da pessoa começar a escrever lembretes para ela mesma.

E atenção: essas falhas mentais associadas à depressão podem se parecer muito com “demência”. E, de fato, as pessoas com esta condição são propensas à depressão, e vice-versa.

4. Dormir demais ou problemas de sono

Falta de sono, ou sono em excesso, e a depressão estão intimamente relacionados. Em algumas pessoas, a depressão se manifesta com insônia, enquanto em outros acontece exatamente o contrário: tudo o que a pessoa quer é dormir. De um jeito ou de outro, a rotina de sono é interrompida e a pessoa nunca se sente descasada o suficiente. Importante saber: a depressão é uma das principais causas de problemas de sono, porque ela interfere nos ritmos biológicos naturais.

3. Falta de apetite ou comer compulsivamente

Esse é mais um caso em que o sintoma tende a aparecer como um extremo ou outro: a pessoa depressiva pode perder totalmente o interesse na comida, ou começar a comer descontroladamente. De um jeito ou de outro, é relativamente fácil detectar um comportamento anormal, principalmente porque nesse caso, um pouco mais que nos outros, os resultados desse comportamento é geralmente visível.

2. Pensamentos suicidas

A depressão é uma das condições mais comumente associadas ao suicídio. Ele começa com o que parece ser uma solução lógica para toda a dor e sofrimento que uma pessoa depressiva sente. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 90% das pessoas que cometem suicídio tem um quadro clínico de depressão, estão sob efeito de drogas ou ambos.

Quem tem esse tipo de pensamento geralmente fala coisas como “eu queria morrer”, “eu quero acabar com tudo” e por aí vai. O perigo é que muitas pessoas podem pensar que essas são palavras ditas “da boca pra fora”, mas a verdade é que elas realmente sentem essa vontade de colocar um ponto final na vida. E esse, mais do que todos os sintomas, é um indicador de que a ajuda profissional não só é necessária, como é urgente.

1. Dores persistentes, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos que não melhoram com tratamento

A depressão é estressante. Os efeitos físicos do estresse crônico, somado à falta de cuidados com si mesmo, provocam uma série de problemas de saúde, como os que enumeramos acima. Obviamente, alguns destes sinais físicos podem ser pistas para problemas de saúde não relacionados à depressão. O importante é perceber se isso está acontecendo junto com outro(s) sintoma(s) que listamos neste artigo.

Dica: levar uma pessoa ao médico sob o pretexto de avaliar sintomas crônicos permite que você tenha uma chance de fazer um relatório completo de outros sintomas preocupantes que podem levar ao diagnóstico de uma depressão. Isso pode ser muito importante porque pessoas com depressão costumam negar essa condição e todos os possíveis sintomas relacionados a ela. E, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, até os casos mais severos de depressão costumam responder muito bem ao tratamento adequado.

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Teste de Ansiedade Generalizada

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações

* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade;

* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações

* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade;

* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

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4 SINAIS DE QUE ALGUÉM TEM DEPRESSÃO PÓS-PARTO

“O nascimento de um bebê pode desencadear uma confusão de emoções poderosas, de emoção e alegria até medo e ansiedade. Mas também pode resultar em algo que você pode não esperar – depressão.” – The Mayo Clinic

O nascimento de uma criança é um evento na vida de uma mulher que muitas vezes traz uma sensação de alegria esmagadora. Um sentimento exaltado de criar algo bonito e precioso. Esta alegria, apesar de quaisquer dificuldades que possam surgir antes ou depois do nascimento, provavelmente permanecerá durante toda a vida da mulher.

Mas como é bem conhecido até agora, as complicações antes e depois do nascimento são possíveis. Essas complicações podem ser extremamente difíceis, perplexas, frustrantes e até perigosas. Dificuldades durante a gravidez e após o nascimento podem tributar a saúde física e/ou mental da mulher, às vezes a um nível muito insalubre.

Algumas mães experimentam o que é conhecido como depressão pós-parto (DPP), tema deste artigo.

Aqui, discutimos quatro dos principais sinais de DPP reconhecidos pelos profissionais médicos. Também forneceremos algumas recomendações profissionais referentes ao tratamento de DPP.

Diferença entre DPP e “Baby Blues”

É vital fazer uma distinção entre duas condições similares, mas muito diferentes.

“Baby blues” é um termo comum usado para descrever os sentimentos de “preocupação, infelicidade e fadiga” que muitas mulheres experimentam depois de dar à luz. Os sentimentos acima mencionados são leves em comparação a depressão pós-parto, e geralmente se dissipam após uma semana ou duas.

DPP também evoca esses sentimentos, mas o grau em que eles são experimentados é ampliado. Além disso, outros sintomas geralmente surgem.

Também é importante entender que DPP é uma condição médica e mental reconhecida, e que é menos comum do que “baby blues”, mas mais comum do que se pode pensar.

Para entender a prevalência de DPP, considere que a condição ultrapassa os novos casos anuais americanos (masculinos e femininos) de: doença de Alzheimer, epilepsia, leucemia, esclerose múltipla, lúpus, leucemia, doença de Parkinson e tuberculose.

De acordo com Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 11 a 20 por cento das mulheres que dão à luz todos os anos experimentam sintomas de DPP. Usando uma média de base de 15 por cento, este número equivale a cerca de 600.000 casos de PPD apenas nos Estados Unidos.

Aqui estão 4 sinais de depressão pós-parto:

1.Inabilidade ou falta de vontade para tomar decisões
A ansiedade é um sintoma quase universal daquelas com DPP – e é frequentemente extrema. Para mães de primeira viagem, essa ansiedade pode até parecer debilitante; tornando muito mais difícil tomar qualquer decisão.

Mas a tomada de decisão para aquelas com DPP muitas vezes envolve medo, também. Uma mulher com DPP já tem dificuldade de fazer escolhas, mas quando se trata de ter que decidir sobre algo relacionado ao cuidado do bebê (por exemplo, alimentação, nutrição), uma sensação de medo também pode surgir. Principalmente medo de fazer algo errado.

2.Crises de gritos ou ataques emocionais
Qualquer um que tenha experimentado a investida de emoções negativas trazidas pela depressão pode se relacionar a isto. Como com todos os sintomas relacionados com DPP, os sentimentos depressivos sentidos por aqueles com a condição são ampliados, tornando a pessoa mais suscetível aos seus efeitos.

A depressão severa altera drasticamente a composição química do cérebro, incluindo a serotonina – o neurotransmissor responsável pela estabilização do humor. Para as mães com DPP, esta alteração química do cérebro – combinada com o estresse inevitável que a maternidade traz – pode resultar em uma inundação esmagadora de emoções. Este acúmulo emocional pode se manifestar em ataques de choro, raiva, explosões verbais e outros comportamentos “erráticos”.

3.Exaustão, mas incapacidade de dormir
Para começar, as mães de primeira viagem muitas vezes não recebem uma quantidade adequada de sono. Alimentar e cuidar da criança durante a noite é uma rotina comum, afinal. Na maioria das circunstâncias, quando a criança está dormindo, a mãe irá aproveitar o momento para descansar.

No entanto, devido a uma infinidade de razões (incluindo as constantes desta lista), pessoas que sofrem de DPP relatam frequentemente a incapacidade de adormecer – uma condição conhecida como insônia.

Quando a mulher finalmente consegue adormecer, a qualidade do sono é muitas vezes pobre. Naturalmente, o (já sobrecarregado) cérebro não se recarrega assim; este ciclo complica ainda mais uma situação já difícil.

4.Pensar em machucar a si mesma ou o bebê
Embora este sinal seja provavelmente apenas um subproduto da atividade cerebral anormal, ainda mais exacerbado pelo estresse e ansiedade extrema, é considerado grave pelos profissionais médicos. Infelizmente, muitas pacientes são muito envergonhadas para procurar orientação sobre esses pensamentos.

Mas psiquiatras e clínicos são inflexíveis sobre procurar ajuda. Na verdade, muitas mulheres que procuraram ajuda receberam reafirmação imediata, sem mencionar um plano de tratamento que pode ajudá-las através deste momento difícil.

Tratamento da DPP

Felizmente, existem várias opções de tratamento para DPP. Os tratamentos mais comuns de envolvem terapia de conversa, aconselhamento, medicação, ou uma combinação dos três.

De acordo com a Mayo Clinic, depressão pós-parto geralmente dura por seis meses, com tratamento adequado. Como com qualquer outra condição de saúde mental, é essencial continuar o tratamento para a quantidade prescrita de tempo, mesmo depois de se sentir melhor.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Power of Positivity

À Espera de um Amor de Verdade

O amor traz paz, traz alegria, saúde e riqueza. O amor é nossa identidade. Entramos em um relacionamento procurando o amor, sem perceber que já temos que tê-lo conosco. Temos que saber quem somos, o que queremos, e qual o tamanho do nosso valor. O ideal é oferecer ao relacionamento ânimo e respeito por nós mesmos e por nossas vidas. Se conseguirmos fazer isso vamos atrair relacionamentos dispostos a compartilhar aquilo que possuímos. Compartilhar a alegria, o respeito e a admiração.

 O ideal é entrar num relacionamento inteiro (a), sem esperar que alguém te complete ou que o valor do seu amor seja visto pelo outro (a), porque você já se valoriza. Já sabe falar o que quer com tranquilidade e compreende que as diferenças sempre existirão, mas que isso não impede você de amar e ser amado (a). Assim, o amor se torna um grande multiplicador e intensifica a experiência da vida.

Quando ainda não adquirimos essa completude de nós mesmos (as), a procura pelo amor nos faz passar por experiências que precisamos ter para descobrir o que é verdadeiro em relação ao amor, e o que não é.
Enquanto não conseguirmos viver em harmonia com nós mesmos (as), haverá em nós um vazio, uma inquietude. E jogaremos todas as nossas frustrações no outro. Esperaremos do companheiro (a) que ele (a) seja nosso salvador (a). Que entenda e atenda todos os nossos desejos.
Ninguém atenderá todos os seus desejos. Isso apenas você pode fazer. E nem todas as vezes você consegue, quem dirá outra pessoa.
Se você está à espera de um relacionamento, ou se acaba de terminar e está sofrendo por isso sugiro que aproveite esse tempo, a dor, a tristeza para se reintegrar. Para aprender a se amar. E não mais deixar que a sua vida gire em torno do amor de alguém. O amor próprio é o único que preenche, é o único que pode te dar paz, e é verdadeiro.
O amor de verdade está dentro de você, na forma como você mesmo (a) se trata. Na forma como você pensa, naquilo que faz por você mesmo (a). Como tem se tratado ultimamente? Que carinho fez por você mesmo (a)? Seus pensamentos são de paz ou de tortura? Você fica se perguntando o que tem de errado com você, porque ninguém te ama ou faz o que gosta, da forma que te faz bem e feliz? Procure esse amor, não é preciso de ninguém para encontra-lo ele já é seu. Assim, tudo na sua vida terá sentido.

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– Dayane Costa Fagundes