Depressão ou tristeza? Veja como diferenciar

Identificar se é depressão ou tristeza não costuma ser fácil. Pensando nisso, preparamos uma lista com dicas para diferenciar uma coisa da outra.

Apesar de compartilharem sintomas parecidos, a depressão e a tristeza nunca devem ser vistas como a mesma coisa. Enquanto a tristeza é passageira e comum a todos os seres humanos, a depressão é um transtorno que precisa ser tratado com seriedade. Veja a seguir a diferença e descubra se é depressão ou tristeza.

Um dos principais fatores utilizados por profissionais da área para diferenciar ambos os sentimentos é com relação ao tempo de duração dos sintomas. Uma tristeza só pode ser considerada depressão, caso os sinais sejam recorrentes e estejam presentes a pelo menos duas semanas.

Além disso, é preciso ter em mente que alguns sintomas de depressão aumentam com o tempo e podem não ser identificados no primeiro momento. Veja quais são os sintomas “escondidos” por trás da depressão:

Irritabilidade frequente

Muitas pessoas não associam à raiva com a depressão e ignoram esse sentimento. Porém, o que elas não sabem é que este é um sintoma muito frequente do transtorno. Assim, se você se sente irritado constantemente, saiba que este pode ser um indício de depressão.

Dor crônica

É comum vermos casos de pessoas deprimidas com dores crônicas. Em muitos desses casos, a dor não responde à medicação e o paciente tenta de tudo, sem êxito. Porém, a causa pode estar na depressão e para isso será preciso primeiro tratar esse transtorno para depois tratar a dor.

Uso de álcool

Pergunte a si mesmo se você vem bebendo mais de uns tempos para cá e se isso faz você se sentir pior depois que o efeito da bebida passa. Apesar das pessoas terem a ideia errônea de que beber acalma, o álcool, na verdade, potencializa os sentimentos. Por isso, caso você esteja deprimido, o álcool pode agravar a tristeza.

Portanto, não tente tratar algum problema ou sentimento com a bebida alcoólica, pois isso pode ser ainda pior. Nesses casos, o melhor a se fazer é procurar ajuda de um psicólogo.

Mudança no apetite e no peso

Uma das formas de diferenciar se é depressão ou tristeza é observar se o seu peso mudou rapidamente nas últimas semanas. Qualquer alteração não intencional de mais de 5% do seu peso corporal em um mês – seja para mais ou para menos – quando junto com outros sintomas, pode ser mais um sinal de depressão. Você pode ter perdido seu apetite ou estar descontando seu sofrimento na comida, comendo mais do que precisa.

Mudança de hábitos

Sua tristeza está afetando seu dia a dia? Preste atenção se sua rotina diária mudou – em casa, na escola, no trabalho ou com amigos. Veja se as situações que antes costumavam te trazer alegria ainda continuam trazendo. Como está sua motivação para realizar as tarefas diárias?

Indecisão

Você anda com dificuldade em tomar decisões? É muito comum que pessoas deprimidas não consigam fazer escolhas, uma vez que a depressão pode retardar os pensamento e tornar difícil saber o que se quer.

Culpa

Você vive se culpando pelas coisas que acontecem? Esta sempre se sentindo uma pessoa ruim? A culpa contínua ou extrema é um dos sintomas menos conhecidos da depressão. Normalmente, pessoas deprimidas tendem a se cobrar demais e qualquer coisa é motivo para que elas se coloquem para baixo.

Imunidade baixa

Outro sintoma que poucas pessoas sabem, mas que pode estar relacionado com a depressão é a baixa imunidade. Perceba se você tem ficando doente com mais frequência. A depressão enfraquece a imunidade.

Doença cardíaca

A depressão pode agravar doenças cardíacas, uma vez que contrai os vasos sanguíneos e aumenta os perigos em casos de ataques cardíacos. Além disso, o contrário também pode acontecer: a doença cardíaca também pode levar à depressão.

Baixa libido

Outra dica para você identificar se é depressão ou tristeza é observar sua libido. Você perdeu o interesse em sexo? Problemas em seu relacionamento podem derivar da depressão – ou contribuir para isso – e sem o sexo as coisas podem ficar piores ainda para a relação.

A partir das dicas acima, você conseguirá saber se os sintomas estão mais próximos da depressão ou da tristeza. Porém, lembre-se que para ter o diagnóstico correto, você precisará procurar um profissional da área de saúde. É muito importante consultar um terapeuta e um psiquiatra para avaliar a necessidade de medicamentos e traçar o caminho ideal para o tratamento.

Assim que identificar alguns dos sintomas de depressão, procure um profissional o mais rápido possível, antes que problemas mais graves como beber, sentir dores ou conflitos com outras pessoas saiam do seu controle.

Fonte:https://www.psychologytoday.com/intl/blog/open-gently/201810/are-you-depressed-or-just-down

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Descontar a raiva nos outros: Por que fazemos isso?

Descontar a raiva ou frustrações no parceiro ou em familiares pode ser mais comum do que você imagina.  Entenda esse mecanismo de defesa e veja como acabar com esse comportamento

Se você já descontou ou costuma descontar a raiva nos outros, saiba que você não está sozinho. Quando não conseguimos identificar nossas questões internas sozinhos, muitas vezes acabamos colocando a culpa de nossas frustrações em outras pessoas, como se eles fossem os culpados.

Porém, ao longo do processo terapêutico, é possível identificar quais  dessas emoções são nossas e quais são do outro. 

Mas afinal, por que descontar a raiva nos outros é tão comum?

Na Psicologia, existe o que chamamos de “Deslocamento”. Isso é, deslocarmos nossas emoções, como raiva e tristeza para um outro objeto ou pessoa.

O deslocamento, portanto, é um mecanismo de defesa. Ou seja, em vez de descontarmos nossas  frustrações no alvo desejado, descontamos estes sentimentos em um alvo substituto. Isso acontece quando por alguma razão não é possível descontar no primeiro alvo.

Para ajudar a entender como funciona o deslocamento, veja alguns exemplos de projeção:

Situação 1: Uma mãe luta para ser a melhor mãe possível para a sua filha adolescente, mas é doloroso pensar que ela pode estar desapontando sua filha, igual própria mãe a desapontou. Em vez de confrontar essa verdade difícil, ela coloca a culpa no marido e joga a responsabilidade para ele: “Você nunca tem empatia com ela, é por isso que ela não se sente confortável com você”.

Situação 2: Uma mulher está se sentindo triste por desperdiçar anos de sua carreira em um emprego sem futuro. Frustrada, ela acusa o namorado de jogar videogames em vez de correr atrás e tentar mudar sua vida para melhor.

Situação 3: Um homem está insatisfeito com seu peso e come compulsivamente toda vez que se sente deprimido. Porém, ao mesmo tempo ele menospreza sua parceira por comprar demais e não ter “autocontrole”.

Todas as pessoas dos exemplos acima estão inconscientemente desapontadas consigo mesmas em uma área que é fundamental para sua auto-imagem e identidade. Porém, por ser muito difícil expor suas próprias falhas,o subconsciente delas faz com que elas projetem e descontem essas falhas em um alvo próximo e acessível: seu parceiro ou entes queridos.

Você está projetando suas frustrações em outra pessoa? Descubra!

Uma forma de descobrir se você pode está descontando sua raiva nos outros  é parar para refletir sobre problemas nos quais você mais tem vergonha de assumir – mesmo que seja difícil.

Perceba se você tem projetado essa falha no outro, como se ele fosse o único a ter esse problema. Reflita até onde vai de fato a parte que é do outro e onde começam a entrar suas próprias questões.

Para alguns, a questão está tão enraizada que é quase impossível enxergá-la e ela aparece de outras formas, como por exemplo por trás de ansiedade exagerada ou até depressão.

Sendo assim, a terapia é muito recomendada nesses casos. Isso trará autoconhecimento suficiente para que você saiba identificar suas questões pessoais e pare de descontar a raiva nos outros.

Encontrando soluções a partir dos exemplos anteriores

Nos exemplos dados no início do texto, perceba que, se a mãe foi capaz de abordar sua própria incapacidade de ter empatia com a filha, e descobrir porque isso é um problema para ela, então ela pode ser capaz de desenvolver um relacionamento mais próximo e mais amoroso com sua filha.

Se a mulher no segundo exemplo fez o trabalho duro de olhar para a estagnação de sua própria carreira, ela pode decidir voltar para a escola ou mudar de carreira, em vez de apenas descontar a raiva nos outros. 

Se o homem no último exemplo confrontasse seus desafios, ele seria capaz de abordar seus problemas de ganho de peso e imagem corporal mais diretamente, como por exemplo através de um programa de condicionamento físico e / ou terapia.

Considere a terapia como uma ajuda importante

Como falamos anteriormente, a terapia é muito útil para ajudar nos casos de projeção. Seja pela terapia de casal ou individual, o processo terapêutico pode ensinar a lidar com os problemas de uma forma mais direta e honesta.  Isso evitará a projeção agressiva passiva ou outros estilos problemáticos de comunicação.

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Fonte:https://www.talkspace.com/blog/2018/08/projecting-problems-onto-your-partner/