Consequências de pais depressivos para as crianças

Entenda como pais depressivos podem afetar a saúde mental dos filhos e saiba como resolver a situação.

Se você tem filhos, sabe que a tarefa de educar uma criança é desafiadora. Porém, esse desafio pode ser ainda quando se tratam de pais depressivos. Isso porque a depressão pode trazer consequências para a criança, que, em alguns casos, pode até desenvolver transtornos mentais também. Por isso, para te ajudar a lidar com essa situação, preparamos uma lista com quatro dicas do que fazer nesses casos.

Um estudo publicado no Journal of American Medical Association concluiu que a depressão dos pais está entre muito relacionada com ansiedade exagerada em crianças e adolescentes e casos de depressão nos filhos. Ou seja, as crianças com pais depressivos tem um risco genético aumentado para doenças mentais. Além disso, os sintomas depressivos dos pais criam um estresse ambiental adicional para a criança.

Por exemplo, se você luta contra a depressão, sabe o quanto pode ser difícil manter um bom desempenho no trabalho e cultivar seu relacionamento com amigos e familiares. Assim, além do estresse como problemas conjugais ou perda de emprego, as crianças também sofrem.

Quando as crianças crescem em ambientes estressantes ou incertos, elas podem desenvolver seus próprios problemas comportamentais ou emocionais. Portanto, ansiedade ou depressão são resultados comuns nesses casos.

Como a depressão afeta a maternidade/ paternidade

Confira como pais depressivos podem afetar uma criança e as consequências do transtorno no ambiente familiar.

Falta de envolvimento com os filhos

Quando pais depressivos lutam contra a falta energia, apatia e tristeza causada pela depressão, eles não conseguem se envolver totalmente com os filhos. Por isso, eles podem até ter dificuldade em reunir energia para cuidar das necessidades básicas de uma criança. Isso, contudo, atrapalha o processo de desenvolvimento da criança.

Sentimento de culpa

Os pais que sofrem de depressão geralmente sabem que seus sintomas afetam a paternidade/ maternidade. Porém, podem achar difícil fazer as mudanças que seus filhos precisam. Isso faz com que eles se culpem ainda mais pela doença e abala a confiança deles em suas habilidades. Segundo um estudo na Maternal and Child Health Journal descobriu que se sentir mais eficaz como pai ou mãe pode diminuir os sintomas depressivos dos pais.

Falta de limites

Em alguns casos, os pais depressivos têm mais dificuldade em estabelecer limites as crianças. Além disso, esses pais que duvidam de suas habilidades costumam ser mais ansiosos, tendendo a reforçar a ansiedade em seus filhos. Como eles entram em padrões ineficazes e não sabem o que fazer, os pais nessas situações geralmente cedem ao mau comportamento infantil.

Mas afinal, o que os pais depressivos devem fazer?

Ser pai ou mãe com depressão não precisa ser um cenário permanente ou sem esperança. Há muitas maneiras de encontrar ajuda para a depressão e também fornecer soluções para ajudar o seu filho a lidar melhor com o transtorno.

1.Peça ajuda a um profissional

Um profissional pode ajudá-lo a entender o comportamento típico da infância, como seus sintomas podem afetar esse comportamento e como desenvolver um estilo parental que funcione melhor para você.

2. Obtenha ajuda para o seu filho

Um psicólogo profissional pode ajudar a diminuir grande parte do sofrimento das crianças que têm pais depressivos. Assim, o profissional pode ensinar o seu filho sobre depressão e como lidar de maneira eficaz com o transtorno.

Além disso, a terapia pode melhorar os problemas comportamentais e emocionais da criança. Isso portanto, quebrará ciclos negativos que pioram a depressão dos pais.

3. Encontre alegria em pequenas coisas

Às vezes, conviver com a depressão significa estar muito sobrecarregado para apreciar o momento. As crianças, no entanto, vivem no momento todo o tempo. Enquanto você obtém ajuda profissional para você e seu filho, procure pequenas alegrias que vocês possam compartilhar. Um jogo de tabuleiro de 10 minutos, um lanche favorito ou uma caminhada rápida do lado de fora pode fazer uma grande diferença para vocês dois.

4. Siga o tratamento correto

Além da psicoterapia, alguns indivíduos com depressão precisam da medicação para obter um melhor controle dos sintomas. Portanto, sintomas depressivos significativos necessitam de tratamento adequado.

Ao procurar ajuda, você descobrirá que a paternidade/maternidade pode se tornar mais fácil com o tempo. Não só você, como a sua família e seu(s) filho(s)vão se beneficiar de um ambiente mais saudável e positivo.

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Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2018/09/parenting-with-depression-tips/

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Tipos de bipolaridade: como identificar?

Tipos de bipolaridade: quais são?

Transtorno Bipolar Tipo I

Transtorno bipolar tipo I é o que as pessoas tendem a pensar quando pensam em transtorno bipolar (anteriormente conhecido como depressão maníaca). Acontece pela oscilação entre um humor muito eufórico, conhecido como “mania” e um humor muito baixo, chamado “depressão”.

Assim, uma pessoa com transtorno bipolar tipo I experimenta esses humores episodicamente. A pessoa pode experimentar um episódio maníaco por dois meses, por exemplo, seguido por uma depressão de três meses, e depois ficar um período sem sintomas (conhecido como eutimia).

Confira o que são cada uma dessas fases (maníaca x depressiva):
  1. Durante o episódio de mania

Episódios maníacos são caracterizados por pelo menos uma semana de perturbação profunda do humor caracterizada por euforia, irritabilidade ou expansividade (euforia com delírios de grandeza). Além disso, pelo menos três dos seguintes sintomas devem estar presentes:

  • Grandiosidade
  • Necessidade reduzida de sono
  • Fala excessiva ou rápida demais
  • Muitos pensamentos ao mesmo tempo ou fuga de ideias
  • Evidência clara de distração
  • Aumento do nível de atividade focada em objetivos em casa, no trabalho ou sexualmente
  • Atividades prazerosas excessivas, muitas vezes com consequências dolorosas
  • A perturbação do humor é suficiente para causar prejuízo no trabalho ou colocar em risco a pessoa ou outras pessoas.
  • O humor não é o resultado de abuso de substâncias ou de uma condição médica.

2. Durante o episódio depressivo

A depressão bipolar tem os mesmos critérios usados para identificar casos de depressão. Os episódios depressivos caracterizam-se quando: nas mesmas duas semanas, a pessoa apresenta cinco ou mais dos seguintes sintomas, com pelo menos um dos sintomas sendo depressivo ou caracterizado por perda de prazer ou interesse:

  • Humor deprimido
  • Dignamente diminuído prazer ou interesse em quase todas as atividades
  • Perda de peso significativa ou ganho ou perda significativa ou aumento do apetite
  • Hipersonia ou insônia
  • Retardo psicomotor ou agitação
  • Perda de energia ou fadiga
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva
  • Diminuição da capacidade de concentração ou indecisão acentuada
  • Preocupação com a morte ou suicídio; a pessoa tem um plano ou tentou suicídio
  • Esses sintomas causam comprometimento e sofrimento significativos e não resultam do abuso de substâncias ou de uma condição médica.
Transtorno Bipolar e Psicose

Pessoas com transtorno bipolar do tipo I também costumam ter psicose. Isto é, elas apresentam uma “ruptura com a realidade”, e assim, o transtorno é classificado a partir da presença de delírios e / ou alucinações.

Porém, existem diferenças entre entre delírios e alucinações: Delírios são crenças falsas (como a crença de que você está sendo seguido pela polícia em qualquer lugar que você vá), e as alucinações são experiências que não aconteceram (por exemplo, você pode ver algo que não existe ou sentir uma sensação tátil sem que seja real). Além disso, as pessoas podem experimentar psicose durante uma fase maníaca ou depressiva.

Obs.: Experimentar a psicose não tem nenhuma relação com ser um psicopata. Portanto, são coisas totalmente diferentes.

Transtorno Bipolar Tipo II

Entre os tipos de bipolaridade também encontramos o transtorno bipolar tipo II, composto por dois tipos de humor: depressão maior e hipomania. Os critérios para o humor depressivo são idênticos aos do transtorno bipolar do tipo I. Porém, a diferença é a hipomania, que segue os mesmos critérios básicos da mania bipolar, mas é menos grave. Assim como com o transtorno bipolar tipo I, esse transtorno é episódico.

Porém, apesar de alguns caracterizarem o tipo bipolar II como “menos grave”, isso não é verdade. Isso porque, o tipo bipolar II contém uma versão menos severa da fase da mania, conhecida como hipomania, porém, o transtorno em si não é menos grave ou menos prejudicial. Essa ideia existe, principalmente, porque as pessoas com transtorno bipolar tipo II passam significativamente mais tempo em um estado depressivo maior do que as pessoas com transtorno bipolar tipo I.

Hipomania Bipolar

Para entendermos o que é o tipo bipolar II, precisamos compreender a hipomania. Ela é caracterizada por um humor elevado, expansivo ou irritável de pelo menos quatro dias consecutivos de duração. Pelo menos três dos seguintes sintomas também estão presentes:

    • Grandiosidade ou auto-estima inflada
    • Necessidade reduzida de sono
    • Discurso pressionado
    • Corrida de pensamentos ou fuga de ideias
    • Evidência clara de distração
    • Aumento do nível de atividade focada em objetivos em casa, no trabalho ou sexualmente
    • Participar de atividades com alto potencial para consequências dolorosas
    • A perturbação do humor é observável para os outros.
    • O humor não é o resultado de abuso de substâncias ou de uma condição médica.
  • O episódio não é grave o suficiente para causar prejuízo social ou ocupacional.

As pessoas com transtorno bipolar do tipo I também podem experimentar a hipomania, muitas vezes como um precursor da mania total.

Note que as pessoas com transtorno bipolar tipo II não experimentam psicose.

Episódios mistos bipolares

Já o transtorno bipolar misto ou não especificado é uma categoria abrangente e caracteriza aqueles que tem o transtorno bipolar, mas que não se encaixam em nenhuma categoria específica. Por exemplo, para uma pessoa ser considerada com transtorno bipolar I, o episódio maníaco tem que durar pelo menos uma semana. Se o episódio maníaco dura apenas três dias, os médicos afirmam que o paciente tem transtorno bipolar não especificado.

Ciclotimia

Ainda falando sobre os tipos de bipolaridade, existe a ciclotimia. Isto é, a ciclotimia é o quadro mais leve do transtorno bipolar. O diagnóstico é dado àqueles que experimentam sintomas de hipomania e depressão, mas não preenchem todos os critérios para mania, hipomania ou depressão maior.

Assim, as pessoas com ciclotimia são muitas vezes consideradas por amigos e familiares como “muito temperamentais”. Elas até têm “altos e baixos”, porém, nenhum deles é tão grave ou dura tempo suficiente para se qualificar como mania ou depressão.

“Qual é o meu diagnóstico entre todos esses tipos de bipolaridade?”

Se você desconfia que sofre de transtorno bipolar, a melhor maneira de saber qual dos tipos de bipolaridade você tem é obtendo um diagnóstico formal de um psicoterapeuta ou psiquiatra.

Porém, se você estiver olhando para o problema por conta própria, tenha em mente que uma das principais diferenças é a psicose. Assim, se você tiver psicose (isto é, delírios e alucinações), é bem provável que isto seja diagnosticado como transtorno bipolar tipo I.

Já se os seus humores elevados são inferiores ao período de uma semana, é provável que você seja diagnosticado com transtorno bipolar do tipo II.

Agora se você não se encaixa nos critérios diagnósticos para depressão grave ou hipomania/mania, existe a chance de você ser diagnosticado com ciclotimia.

Porém, lembre-se de que a primeira coisa que você deve fazer, caso desconfie que você se encaixa em um dos tipos bipolares é procurar ajuda de um profissional. Somente um psicoterapeuta ou psquiatra poderá te orientar para o tratamento de forma eficaz. O tratamento, normalmente, consiste entre conciliar a psicoterapia com a medicação.

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Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2017/06/know-kind-bipolar/

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