Fatores psicológicos por trás da obesidade; Entenda

Muitas vezes achamos que o problema está apenas com a alimentação ou com a genética… e então esquecemos dos fatores psicológicos por trás da obesidade. Mas antes de culparmos a alimentação, precisamos rever nossa relação com a comida.

Muitas vezes, a obesidade não é decorrente de um único fator, mas sim o conjunto de vários. Ingestão alta de calorias, pouca atividade física, fatores genéticos.. mas será que existem também fatores psicológicos por trás da obesidade? Confira a matéria e entenda mais!

Ansiedade x comida

Apesar de precisamos nos alimentar para sobrevivermos, nem sempre este ato está relacionado apenas com a nossa sobrevivência. Nossas atitudes com a comida vêm acompanhadas de aspectos emocionais. Isto é, nós comemos de acordo com o que sentimos.

Esse comportamento tem origem logo que nascemos. Isso porque, como aponta a terapeuta do FalaFreud, Dayane Fagundes, “o primeiro ansiolítico e antidepressivo que conhecemos é o leite materno. É comum que as mães ofereçam leite ao bebê assim que ele chore, como uma primeira reação, sem ter certeza se ele está mesmo com fome ou sede, entediado, com cólica… “

Depois que essa cena passa a acontecer com frequência, isto é, o bebê chora e a mãe logo oferece o peito ou a mamadeira, isso faz com que o neném associe frustração com comida. Assim, portanto, ele cria um esquema padrão de pensamentos, que continua se repetindo quando crescemos (frustração, ansiedade ou qualquer tipo de desconforto trazem a ideia de que “preciso de comida para me acalmar”).

A obesidade como gatilho dos fatores psicológicos

A obesidade é acionada como um gatilho. Esse gatilho pode acontecer devido a perdas, momentos difíceis, tristezas, decepções, términos de relacionamento,etc. São diversas as causas, porém, o importante é que os fatores psicológicos por trás da obesidade sejam trabalhados na terapia.

Ao conversar com um psicólogo, você conseguirá compreender a forma como interage com os alimentos. Por que está descontando suas emoções na comida? Quais os gatilhos que te fazem correr para a compulsão? Essas e outras questões te ajudarão a encontrar equilíbrio para sua relação com a comida.

Dica da terapeuta do falafreud para emagrecimento e mudança de hábitos

Para os que querem emagrecer ou mudar seus hábitos alimentares, a terapeuta Dayane recomenda observar seus pensamentos. Perceba qual é o pensamento que aparece antes do momento de compulsão. Esse pensamento aciona um sentimento, como, por exemplo, tristeza, ansiedade, estresse e esse sentimento te leva a comer.

Outra dica é procurar um terapeuta que trabalhe com PNL (programação neurolinguística). O tratamento é um dos mais indicados para pessoas que querem emagrecer sem sofrimento, uma vez que elas não se sentirão privadas de nada. O tratamento consiste em primeiro mudar pensamentos e hábitos até conseguir concluir seus próprios objetivos.

Assim, portanto, durante a terapia você estará mudando não apenas seu corpo, mas também sua mente, entendendo os fatores psicológicos por trás da obesidade e como eles interferem na sua vida.

Confira o vídeo da terapeuta Dayane Fagundes sobre os fatores psicológicos por trás da obesidade:

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O que é Transtorno Bipolar e quais os sintomas?

Será que sou bipolar? É possível conviver com esse transtorno? Confira o artigo a seguir para entender mais sobre esse distúrbio que afeta pessoas no mundo todo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno Bipolar é um distúrbio mental que afeta 30 milhões de pessoas no mundo inteiro e faz com que as pessoas sofram alterações de humor constantes.

Porém, o termo “bipolar” se popularizou e muitas vezes é utilizado de forma errada, uma vez que nem toda variação de humor é bipolaridade. Sendo assim, para evitar que isso ocorra, primeiro é preciso entender o que significa ser bipolar.

O que é Transtorno Bipolar?

Como o nome já diz, “bipolar” vem de”bi” porque são dois estágios e “polar”, porque vai de um polo a outro, isto é, duas extremidades. Portanto, existe a extremidade da mania e a extremidade da depressão. Portanto, essas são as famosas oscilações de humor que uma pessoa bipolar enfrenta.

Assim, agora que entendemos o que é o Transtorno Bipolar, precisamos saber mais sobre essas variações de humor. Entenda as diferenças entre a fase da mania e a fase da depressão e as suas consequências.

Fase da mania

Na fase maníaca, a pessoa fica extremamente eufórica, autoconfiante, impulsiva e/ou irritada e sem um motivo aparente. Esse período de humor pode durar dias, semanas ou até meses.

Dessa forma, o estágio eufórico é caracterizado por um entusiasmo exacerbado, no qual a pessoa fala muito, procura muitas atividades para fazer, tem muitos pensamentos, mas pouco foco.

Consequências dessa fase:
  • Insônia
  • Gastos compulsivos de dinheiro
  • Atitudes impulsivas
  • Entre outras
Fase da depressão

Entretanto, diferente do estágio maníaco, na fase depressiva, a pessoa que sofre do transtorno bipolar fica com uma tristeza profunda e sem esperança para o futuro.

Consequências dessa fase
  • Afastamento dos amigos e familiares
  • Apatia e desinteresse por atividades que antes traziam prazer
  • Problemas na memória
  • Entre outras
Nem todo mundo tem Transtorno Bipolar

Portanto, para concluir, é importante lembrar que nem toda variação de humor significa que o indivíduo é bipolar. Existem vários fatores que devem ser analisados antes de se fechar o diagnóstico de bipolaridade. Portanto, o diagnóstico deve ser feito apenas por um profissional da área.

O tratamento é feito através da combinação entre medicamentos e a terapia. Sendo assim, a terapia tem a importante função de ajudar essas pessoas a organizarem seus pensamentos e sentimentos e entenderem o que se passa com elas durante essas oscilações de humor.

Confira o vídeo da terapeuta do FalaFreud, Dayane Fagundes, sobre Bipolaridade:

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Ansiedade: entenda os efeitos que ela pode causar no seu corpo

A ansiedade faz com que o nosso corpo lance algumas substâncias químicas no sangue, como o cortisol e a adrenalina, que nos preparam para uma reação de luta ou de fuga. O sangue passa a ser desviado para as áreas do corpo que nos preparam para agir. Nesse momento é comum se sentir pressionado, à medida que a frequência cardíaca, a sudorese e a tensão muscular aumentam.

Depois que a ameaça passa, retornamos a um estado normal e equilibrado. A partir dessa perspectiva, a ansiedade não é apenas normal, como também uma resposta adaptativa saudável projetada para nos manter seguros.

Nos dias atuais, a ansiedade, apesar de ainda ter sua importância, ocorre de forma muito mais rotineira do que deveria e isso acaba trazendo problemas para a saúde do indivíduo.

Veja a matéria a seguir e entenda como a ansiedade afeta o seu corpo.

1. Problemas cardíacos 

A ansiedade exige que o coração bombeie mais sangue para chegar às áreas do corpo que precisam responder a uma ameaça. Embora isso seja geralmente reversível quando o problema passa, para aqueles com ansiedade e estresse contínuo, o coração continua operando em um nível elevado. Isso pode aumentar o risco de doença cardíaca, ataque cardíaco e derrame.

Dois estudos feitos pela Harvard Medical School e pelo Lown Cardiovascular Research Institute, descobriram que “aqueles que sofrem de um distúrbio de ansiedade têm duas vezes mais chances de ter um ataque cardíaco do que aqueles sem histórico de distúrbios de ansiedade”.

2. Pressão alta

Da mesma forma que os batimentos cardíacos aumentam para que o corpo consiga bombear mais sangue, a pressão arterial também aumenta. Embora apenas a ansiedade não seja suficiente para fazer com que o indivíduo tenha pressão alta, esses picos que ocorrem podem fazer mal à saúde a longo prazo.

3. Asma e problemas respiratórios

Diversos estudos já mostram que existe uma forte correlação entre ansiedade e asma. Em Uma pesquisa realizada em 2005, cujos resultados foram publicados no American Journal of Respiratory, descobriu que pessoas diagnosticadas com transtorno do pânico têm seis vezes mais chances de desenvolver asma do que aqueles sem ansiedade.

4. Problemas estomacais e gastrointestinais

Você sabia que problemas gastrointestinais, como diarréia, dores de estômago e náuseas são sintomas bastante comuns de ansiedade? Se você já procurou um médico para garantir que não há nada de errado, mas, ainda assim, continua apresentando algum dos sintomas acima, talvez seja hora de procurar ajuda para trabalhar essa ansiedade exagerada.

5. Insônia 

As causas para a insônia podem ser várias, porém, de acordo com médicos e psicólogos, um dos principais motivos do problema costuma estar relacionado ao estresse e a ansiedade.

A falta crônica de sono abre brechas para outros possíveis problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrame e enfraquecimento do sistema imunológico. Portanto, não deixe de procurar ajuda de um profissional da área de saúde para entender como tratar o problema e recuperar suas noites de sono. Veja algumas dicas para uma enfrentar a insônia e ter uma noite de sono tranquila.

6. Picos de açúcar no sangue

Durante um momento de tensão ou ansiedade, nosso corpo libera hormônios de cortisol e epinefrina, o que faz com que o fígado produza mais glicose, ou açúcar no sangue, para dar ao indivíduo mais impulso e energia.

Depois que a emergência passa, geralmente o corpo simplesmente absorve esse açúcar extra no sangue. No entanto, de acordo com a Associação Americana de Psicologia, os repetidos aumentos no açúcar no sangue podem aumentar o risco para aqueles predispostos ao diabetes tipo 2 de contrair a doença.

7. Diminuição da imunidade

Como os recursos corporais ficam voltados para a necessidade de proteção imediata do corpo, o sistema imunológico pode ser temporariamente suprimido. Quando a ansiedade faz com que isso aconteça de novo e de novo, temos mais chances de pegar um vírus, como resfriados, e não conseguimos combater as infecções existentes da maneira mais eficaz.

8. Ganho de peso

É comum pessoas ansiosas desenvolverem compulsão alimentar. Os “alimentos de conforto”, como são chamados, liberam a sensação de serotonina, que podem trazer um alívio temporário, fazendo com que a pessoa volte repetidas vezes ao alimento, em busca de prazer. Mas com o tempo, as calorias causadas pelo estresse crônico se somam e, para piorar as coisas, o cortisol pode estar associado um aumento no armazenamento de gorduras no corpo.

9. Tensão muscular crônica

Os músculos ficam tensos porque nosso corpo está reunindo forças para responder rapidamente a situação, seja para atacar, nos proteger ou fugir. Quando estamos ansiosos, nossos músculos nunca têm a chance de relaxar completamente e permanecemos rígidos o tempo todo.

Dores de cabeça e enxaqueca também são comuns em pessoas ansiosas, devido a pressão que fazem com a mandíbula sem nem perceber.

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Fonte:https://www.talkspace.com/blog/2018/05/ways-anxiety-impacts-your-physical-health/