Relacionamentos: terapeuta desvenda 7 mitos sobre o assunto

Manter um relacionamento não é uma tarefa simples, exige paciência, cuidado e compreensão de ambas as partes para que a relação funcione bem. Não é à toa que conflito no relacionamento é uma das causas que mais faz com que as pessoas busquem a terapia. 

Como já não é algo fácil, para te ajudar a lidar melhor com as suas relações, listamos abaixo sete mitos sobre relacionamentos – frases e ideias que as pessoas acreditam ser verdade, mas não passam de crenças erradas. 

Mito 1: “Existe um jeito certo de agir em um relacionamento”

Relacionamentos são interações complicadas e dinâmicas, e cada relação funciona de uma forma diferente. O modelo de criação dos nossos pais na infância – seja ele bom ou ruim – vai influenciar muito no modo como vamos agir nos nossos relacionamentos íntimos. Entramos em uma relação cheios de expectativas e crenças pessoais.

Nem sempre as expectativas que o seu parceiro tem sobre o relacionamento serão iguais as suas, por isso é muito importante alinhar isso com a pessoa e conversar sobre o que esperam um do outro.

Mito 2: “Todo mundo deve ter um relacionamento amoroso para ser feliz”

Culturalmente, criamos a expectativa de que todos devem estar em um relacionamento amoroso para serem felizes. Isso cria muita ansiedade e estresse nas pessoas à medida que envelhecem e pode até mesmo contribuir para aumentar o isolamento social.

A realidade é que nem todo relacionamento durará para sempre, e estar em um relacionamento amoroso não é o único tipo de relacionamento que pode trazer sentido à sua vida.

Mito 3: “Você pode consertar a incompatibilidade sexual”

Dificuldades sexuais são muitas vezes uma grande parte da insatisfação no relacionamento e vale dizer que há uma grande diferença entre ter sexo ruim e ser sexualmente incompatível. Muitas pessoas acreditam que você pode consertar a incompatibilidade sexual, mas a maioria dos especialistas em sexo e relacionamentos lhe dirá que isso não é 100% verdade. 

Claro, há coisas que você pode fazer para melhorar o sexo com o seu parceiro, e um terapeuta sexual poderá ajudá-lo a explorar essas opções. Porém, não pense que existe uma forma de “consertar” uma incompatibilidade do casal.

Mito 4: “casais felizes não brigam”

Todo relacionamento enfrentará eventualmente alguma forma de conflito. Claro que uma quantidade alta de brigas pode ser prejudicial para a relação, mas isso não significa que seu relacionamento deve ser 100% harmonioso.

O truque para manter um relacionamento saudável através do conflito é aprender formas de comunicação não violenta e saber a forma correta de expor suas opiniões, sem agredir o outro.

Mito 5: “Existe uma frequência certa que o casal deve fazer sexo”

Há uma pressão da sociedade que bate muito na tecla do desempenho e  do desejo sexual, o que faz com que muita gente questione sua relação. Porém, a realidade é que não há uma maneira de definir o que é “certo” sexualmente. Se o comportamento é consensual entre todas as partes envolvidas e você e seu parceiro se sentem realizados, então é isso que importa.

O importante é que você e seu parceiro sejam compatíveis e se divirtam sexualmente, independente da frequência.

Mito 6: “Você tem que namorar com a pessoa por um número x de anos antes de casarem ou morarem junto”

Não há uma pesquisa definitiva que indique a quantidade específica de tempo que um casal precisa estar junto antes de decidir morar junto ou casar. Geralmente, os especialistas recomendam alguns anos de convivência para conhecer melhor o parceiro, mas sempre há exceções à regra. 

Mas uma dica aos que pensam em oficializar a relação, é que uma das maiores características das relações duradouras é o autoconhecimento individual e um nível alto de consciência. Se você puder trazer o que aprendeu sobre si mesmo e suas necessidades de relacionamentos anteriores para o seu atual, é provável que você use essas informações para trabalhar com seu parceiro para solucionar mais facilmente os conflitos.

Mito 7: “Viver juntos antes do casamento só servirá para causar uma separação/divórcio”

É importante lembrar que ser casado não é um desejo comum a todos, mas, para aqueles que procuram viver essa experiência, não existe jeito certo de fazer isso.

Uma pesquisa feita nos estados unidos mostrou que quase metade dos casais americanos moram juntos antes do casamento por diversos motivos e períodos de tempo. Isso, juntamente com a atual taxa de divórcio de 40-50%, fez com que muitas pessoas pensassem que morar junto antes do casamento pudesse aumentar as chances de divórcio no futuro.

Pode haver alguma verdade nessa crença, mas não é 100% correto afirmar isso. Seria preciso observar de perto os casais individualmente, entender o nível de comprometimento de cada um antes de viverem juntos e suas razões para viver juntos antes do casamento.

A comunicação honesta é fundamental em uma relação e, se você e seu parceiro estão tendo dificuldades nessa área, um terapeuta de casal poderá ajudá-los. O profissional poderá mostrar a vocês recursos para uma relação mais saudável e estável. 

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Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2018/02/7-relationship-myths-debunked-by-a-therapist/

Abuso ou agressão verbal ou apenas uma briga comum? Entenda a diferença entre os dois casos

O abuso ou agressão verbal vai além de gritos ou de uma forma grosseira de falar e por isso pode ser difícil de identifica-lo. Para te ajudar a entender as diferenças entre os dois casos, clique e confira no Blog do FalaFreud algumas maneiras de diferenciar uma relação abusiva de uma briga comum.

Entenda a diferença entre abuso ou agressão verbal e uma briga comum e identifique qual é o seu caso

Brigas acontecem em qualquer relacionamento e não há nada de anormal nisso. Porém, se durante um conflito, houver insultos, xingamentos e humilhação, isto pode caracterizar uma relação com abuso ou agressão verbal.

O abuso ou agressão verbal vai além de gritos ou de uma forma grosseira de falar e por isso pode ser difícil de identifica-lo. Para te ajudar a entender as diferenças entre os dois casos, preparamos algumas maneiras de diferenciar uma relação abusiva de uma briga comum.

Mas afinal, o que é abuso verbal?

Abuso ou agressão verbal, como o nome já diz, é o uso de palavras para controlar e ferir alguém. Alguns tipos de abuso verbal são mais evidentes, como o uso de palavrões ou gritos, mas muitas das atitudes são escondidas, e, portanto, menos reconhecíveis. Mas então como diferenciar o que é ou não normal?

Veja como saber se os comentários do seu parceiro são parte de um argumento saudável ou verbalmente abusivo.

  •  Os argumentos são indesejados. Não se trata de uma conversa saudável, mas sim um ataque
  •  Um dos parceiros usa a linguagem para dominar o outro
  • Os comentários são prejudiciais e destinam-se a prejudicar a auto-estima, a confiança ou o senso de realidade da vítima.
  • São contínuos, isto é, os abusos verbais são muito frequentes.

Formas de abuso ou agressão verbal

É importante lembrar antes de tudo, que não existe uma fórmula específica para descobrir se algo é abusivo. Mas todos nós temos aquela voz interna que nos diz quando algo não parece certo. Escute esta voz interior! Se o comportamento do seu parceiro se encaixa em qualquer um dos padrões abaixo, as brigas podem não ser apenas um conflito “normal”.

Manipulação psicológica

Conhecida como Gaslighting, esta é uma forma de manipulação psicológica na qual o abusador distorce as informações ou as inventa para manipular a vítima, que acaba duvidando de sua própria percepção e sanidade. Nesses casos, o agressor pode fazer com que a vítima duvide de coisas que de fato aconteceram, alegando que aquilo nunca aconteceu.

  1. Ameaças e intimidação

As ameaças e intimidações podem ser mais fáceis de serem percebidas e a vítima deve ficar muito atenta a este tipo de comportamento do parceiro.

Se seu parceiro ameaçar você com violência física, humilhação pública (Exemplo: “Eu direi a todos que você fez tal coisa”), ou ameaçar machucar pessoas ao seu redor, é hora de procurar ajuda. Ameaças emocionais podem ser igualmente prejudiciais.

  1. Destruição da autoestima

É comum em casos de abusos verbais, que o abusador tente acabar com a autoestima da vítima. Ex.: O agressor pode dizer que a vítima só recebeu uma promoção no trabalho porque o chefe a acha bonita ou falar que tudo que ela faz está errado. Eles podem ainda banalizar os sentimentos da pessoa, chamando-a de “muito sensíveis” ou dizendo que ela está exagerando.

Não tenha vergonha de pedir ajuda

Se você se identificou com alguns dos tópicos acima e vive isso de alguma forma na sua relação, não tenha medo de pedir ajuda. Um terapeuta poderá te dar força e motivação para enfrentar essa situação.

Lembre-se, todo mundo merece ser respeitado e valorizado pelo que é, e se de alguma forma seu parceiro está sendo desrespeitoso com você ou está tentando te colocar para baixo, é hora de sair desta relação.

Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2018/03/is-it-a-normal-fight-or-verbal-abuse-heres-how-to-tell/#more-9220

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