Pressão afeta saúde de bancários

Alterações nas estratégias das instituições financeiras estão entre as causas predominantes do estresse

O aumento da hostilidade nas condições de trabalho tem provocado piora na saúde física e mental dos bancários do país. A revelação faz parte de pesquisa de mestrado da Unicamp concluída em fevereiro último pela economista e ex-bancária Taíse Cristina Gehm. No estudo, ela aponta que diversas transformações nas instituições financeiras, sobretudo entre os anos de 1990 e 2000, contribuíram para o aprofundamento da pressão nas relações de trabalho entre os profissionais.

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Compreendendo os Relacionamentos Amorosos

Nos relacionamentos amorosos, costumamos atrair pessoas parecidas conosco, porque precisamos nos harmonizar mutuamente, e com o tempo o(a) companheiro(a) torna-se um gatilho para as emoções negativas do outro. Se você quer saber mais sobre Compreender os Relacionamentos amorosos, clique e leia no Blog do FalaFreud.

Nos relacionamentos amorosos, costumamos atrair pessoas parecidas conosco. Isso, porque precisamos nos harmonizar mutuamente, e com o tempo o(a) companheiro(a) torna-se um gatilho para as emoções negativas do outro. Quando essas emoções são internalizadas, há a oportunidade de agir diferente, curando a emoção ou continuar como estamos. Continue lendo “Compreendendo os Relacionamentos Amorosos”

Depressão em bancários cresce e preocupa especialistas

Tonturas, irritações frequentes, pesadelos, palpitações, falta de ar e outros sintomas que parecem isolados, mas que podem tornar-se depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico e outras doenças mentais. E tudo isso pode estar ligado ao trabalho do bancário. Confira no Blog do FalaFreud.

Número de bancários com depressão e transtornos mentais é cada vez mais preocupante. Categoria é uma das que mais têm saúde mental afetada entre todos os profissionais.

Competitividade exacerbada, metas abusivas e demissões em massa são algumas das principais queixas atuais sobre os modelos organizacionais dos bancos. Não é a toa que a depressão em bancários cresce cada vez mais, e a categoria de profissionais é a que mais adoece no país.

Segundo a psicóloga Renata Paparelli, professora e supervisora de estágios de Saúde do Trabalhador da PUC-SP, esse adoecimento é causado por conta do assédio organizacional. “São práticas de gestão voltadas para a produtividade que abrem espaço para o assédio moral. Deste modo, o que acontece é um afrouxamento dos valores éticos da empresa e isso se materializa nas metas abusivas.”

Além disso, a  profissional aponta que o bancário que adoece é rechaçado porque ele “é uma denúncia viva do que acontece dentro desse modelo organizacional”.

Casos de depressão em bancários

Entre milhões de vítimas, está um bancário do Banco do Brasil afastado – entre breves voltas e novos afastamentos – desde 2008. “Prestei concurso e este foi o meu primeiro emprego. Dez anos depois, comecei a ter palpitações, procurei um cardiologista, porém, o problema era psicológico: eu estava em depressão diante da pressão e da competitividade exacerbada que eu sofri.”

Mas não é só o jovem bancário de 34 anos que tem esse sentimento. Segundo os trabalhadores que responderam à pesquisa sobre saúde da categoria, divulgada em 2011: 65% dos trabalhadores das agências, 63% dos gerentes e 52% dos que trabalham nas grandes concentrações sentem-se excessivamente pressionados.

A depressão em bancários, assim como outros transtornos mentais é determinado por várias questões, inclusive o funcionamento da empresa.“O que as instituições financeiras praticam é a criação de uma ilusão em que quem atinge meta é eficiente, que o mundo é feito de vencedores. sendo assim, vitória significa produtividade”, alerta a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares.

Contudo, ainda de acordo com ela, o Sindicato tem lutado para alterar essa realidade. “Conquistas importantes ajudam a proteger o trabalhador, como o instrumento de combate ao assédio moral e o direito do afastado de receber adiantamento salarial enquanto não sai o benefício do INSS.”

Metas, fusões e adoecimento

Além disso, Renata ressalta que os bancários sofrem de doenças mentais, como a depressão, devido a processos de fusão entre bancos ou com as pressões das metas. Assim, conforme explica a psicóloga,“As fusões intensificam essa guerra de ‘todos contra todos”.

“No entanto, enquanto nas instituições privadas os bancários são obrigados a atingir metas cada vez maiores, nos bancos públicos eles são pressionados e ameaçados a perder comissões e cargos.”

A culpa é dos bancos

“Quando adoeci, me senti culpado” A fala do bancário do BB demonstra o sentimento dos trabalhadores adoecidos. “Até hoje tenho pesadelos com o gerente xingando e assediando a equipe. Alguns colegas de trabalho achavam que o problema era eu e não o banco”.

Com isso, Renata Paparelli ressalta: “Eles se sentem culpados. Eu não conheço nenhum trabalhador com algum transtorno ou sofrimento psíquico que não tenha sido excelente trabalhador. Trata-se de pessoas muito dedicadas, que acreditam na empresa. Contudo, quando adoecem, por conta do modelo de gestão do banco, a decepção é muito grande.”.

Ainda de acordo com a psicóloga, esta é uma prática totalmente equivocada das instituições financeiras. “não se trata de fraqueza, de algo individual, mas de um trabalho penoso, produtor de sofrimento psíquico. Quando essa engrenagem, que é o trabalhador, adoece, é colocada de lado, como uma sucata. Toda a sua história no banco é descartada”.

 

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