O que é Transtorno Bipolar e quais os sintomas?

Será que sou bipolar? É possível conviver com esse transtorno? Confira o artigo a seguir para entender mais sobre esse distúrbio que afeta pessoas no mundo todo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno Bipolar é um distúrbio mental que afeta 30 milhões de pessoas no mundo inteiro e faz com que as pessoas sofram alterações de humor constantes.

Porém, o termo “bipolar” se popularizou e muitas vezes é utilizado de forma errada, uma vez que nem toda variação de humor é bipolaridade. Sendo assim, para evitar que isso ocorra, primeiro é preciso entender o que significa ser bipolar.

O que é Transtorno Bipolar?

Como o nome já diz, “bipolar” vem de”bi” porque são dois estágios e “polar”, porque vai de um polo a outro, isto é, duas extremidades. Portanto, existe a extremidade da mania e a extremidade da depressão. Portanto, essas são as famosas oscilações de humor que uma pessoa bipolar enfrenta.

Assim, agora que entendemos o que é o Transtorno Bipolar, precisamos saber mais sobre essas variações de humor. Entenda as diferenças entre a fase da mania e a fase da depressão e as suas consequências.

Fase da mania

Na fase maníaca, a pessoa fica extremamente eufórica, autoconfiante, impulsiva e/ou irritada e sem um motivo aparente. Esse período de humor pode durar dias, semanas ou até meses.

Dessa forma, o estágio eufórico é caracterizado por um entusiasmo exacerbado, no qual a pessoa fala muito, procura muitas atividades para fazer, tem muitos pensamentos, mas pouco foco.

Consequências dessa fase:
  • Insônia
  • Gastos compulsivos de dinheiro
  • Atitudes impulsivas
  • Entre outras
Fase da depressão

Entretanto, diferente do estágio maníaco, na fase depressiva, a pessoa que sofre do transtorno bipolar fica com uma tristeza profunda e sem esperança para o futuro.

Consequências dessa fase
  • Afastamento dos amigos e familiares
  • Apatia e desinteresse por atividades que antes traziam prazer
  • Problemas na memória
  • Entre outras
Nem todo mundo tem Transtorno Bipolar

Portanto, para concluir, é importante lembrar que nem toda variação de humor significa que o indivíduo é bipolar. Existem vários fatores que devem ser analisados antes de se fechar o diagnóstico de bipolaridade. Portanto, o diagnóstico deve ser feito apenas por um profissional da área.

O tratamento é feito através da combinação entre medicamentos e a terapia. Sendo assim, a terapia tem a importante função de ajudar essas pessoas a organizarem seus pensamentos e sentimentos e entenderem o que se passa com elas durante essas oscilações de humor.

Confira o vídeo da terapeuta do FalaFreud, Dayane Fagundes, sobre Bipolaridade:

No ​FalaFreud, você pode conversar com um psicólogo com todo o conforto e a segurança de estar dentro de casa. Conheça nossos profissionais!

 

Quem tem uma agenda cheia sabe como pode ser difícil marcar uma consulta e conseguir conciliar seus horários pessoais com o do profissional. Porém, por ser online, fica muito mais fácil para o psicólogo conseguir te atender em horários flexíveis, como, por exemplo, de manhã bem cedo ou até tarde da noite – coisa que em um consultório é bem difícil isso acontecer.

Clique abaixo para baixar o FalaFreud e se conectar com um dos nossos psicólogos por apenas R$159,99 por mês.

Download App

As 8 dúvidas mais comuns sobre antidepressivos

É impossível negar a importância dos antidepressivos no tratamento contra a depressão. Porém, ainda é comum que algumas pessoas tenham receios e inseguranças quanto ao uso do remédio. Aqui no Blog do Fala Freud preparamos uma lista com as dúvidas mais frequentes das pessoas sobre os antidepressivos. Clique e confira !

Tem algum receio sobre antidepressivos? Veja as questões mais comuns sobre o assunto e responda suas dúvidas

É impossível negar a importância dos antidepressivos no tratamento contra a depressão. Não é a toa que 67% dos indivíduos deprimidos utilizam o medicamento como forma primária de tratamento, como apontam os dados da National Alliance on Mental Illness (NAMI).Porém, ainda é comum que algumas pessoas tenham receios e inseguranças quanto ao uso do remédio e seus riscos.

Para te ajudar a responder essas questões, preparamos uma lista com as dúvidas mais frequentes das pessoas sobre os antidepressivos. Mas lembre-se sempre de consultar um profissional e verificar o que é melhor para o seu caso. Continue lendo “As 8 dúvidas mais comuns sobre antidepressivos”

Depressão em bancários cresce e preocupa especialistas

Tonturas, irritações frequentes, pesadelos, palpitações, falta de ar e outros sintomas que parecem isolados, mas que podem tornar-se depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico e outras doenças mentais. E tudo isso pode estar ligado ao trabalho do bancário. Confira no Blog do FalaFreud.

Número de bancários com depressão e transtornos mentais é cada vez mais preocupante. Categoria é uma das que mais têm saúde mental afetada entre todos os profissionais.

Competitividade exacerbada, metas abusivas e demissões em massa são algumas das principais queixas atuais sobre os modelos organizacionais dos bancos. Não é a toa que a depressão em bancários cresce cada vez mais, e a categoria de profissionais é a que mais adoece no país.

Segundo a psicóloga Renata Paparelli, professora e supervisora de estágios de Saúde do Trabalhador da PUC-SP, esse adoecimento é causado por conta do assédio organizacional. “São práticas de gestão voltadas para a produtividade que abrem espaço para o assédio moral. Deste modo, o que acontece é um afrouxamento dos valores éticos da empresa e isso se materializa nas metas abusivas.”

Além disso, a  profissional aponta que o bancário que adoece é rechaçado porque ele “é uma denúncia viva do que acontece dentro desse modelo organizacional”.

Casos de depressão em bancários

Entre milhões de vítimas, está um bancário do Banco do Brasil afastado – entre breves voltas e novos afastamentos – desde 2008. “Prestei concurso e este foi o meu primeiro emprego. Dez anos depois, comecei a ter palpitações, procurei um cardiologista, porém, o problema era psicológico: eu estava em depressão diante da pressão e da competitividade exacerbada que eu sofri.”

Mas não é só o jovem bancário de 34 anos que tem esse sentimento. Segundo os trabalhadores que responderam à pesquisa sobre saúde da categoria, divulgada em 2011: 65% dos trabalhadores das agências, 63% dos gerentes e 52% dos que trabalham nas grandes concentrações sentem-se excessivamente pressionados.

A depressão em bancários, assim como outros transtornos mentais é determinado por várias questões, inclusive o funcionamento da empresa.“O que as instituições financeiras praticam é a criação de uma ilusão em que quem atinge meta é eficiente, que o mundo é feito de vencedores. sendo assim, vitória significa produtividade”, alerta a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares.

Contudo, ainda de acordo com ela, o Sindicato tem lutado para alterar essa realidade. “Conquistas importantes ajudam a proteger o trabalhador, como o instrumento de combate ao assédio moral e o direito do afastado de receber adiantamento salarial enquanto não sai o benefício do INSS.”

Metas, fusões e adoecimento

Além disso, Renata ressalta que os bancários sofrem de doenças mentais, como a depressão, devido a processos de fusão entre bancos ou com as pressões das metas. Assim, conforme explica a psicóloga,“As fusões intensificam essa guerra de ‘todos contra todos”.

“No entanto, enquanto nas instituições privadas os bancários são obrigados a atingir metas cada vez maiores, nos bancos públicos eles são pressionados e ameaçados a perder comissões e cargos.”

A culpa é dos bancos

“Quando adoeci, me senti culpado” A fala do bancário do BB demonstra o sentimento dos trabalhadores adoecidos. “Até hoje tenho pesadelos com o gerente xingando e assediando a equipe. Alguns colegas de trabalho achavam que o problema era eu e não o banco”.

Com isso, Renata Paparelli ressalta: “Eles se sentem culpados. Eu não conheço nenhum trabalhador com algum transtorno ou sofrimento psíquico que não tenha sido excelente trabalhador. Trata-se de pessoas muito dedicadas, que acreditam na empresa. Contudo, quando adoecem, por conta do modelo de gestão do banco, a decepção é muito grande.”.

Ainda de acordo com a psicóloga, esta é uma prática totalmente equivocada das instituições financeiras. “não se trata de fraqueza, de algo individual, mas de um trabalho penoso, produtor de sofrimento psíquico. Quando essa engrenagem, que é o trabalhador, adoece, é colocada de lado, como uma sucata. Toda a sua história no banco é descartada”.

 

Download App

Gostou deste conteúdo e quer ler mais sobre Terapia ? Acesse o Blog do FalaFreud e leia nosso conteúdo feito por nossos especialistas para você.