Homoparentalidade, adoção e o apoio psicológico

Nos últimos anos temos passado por muitas transformações em relação ao formato de nossa sociedade e o modelo familiar se enquadra nisso. Existe um grande crescimento de processos de adoção por casais homossexuais e essa ainda é uma discussão que traz muitas dúvidas, principalmente em relação a como crianças podem lidar com isso. Para entender melhor esse assunto, continue acompanhando. 

O que é?

A homoparentalidade pode ser definida como a relação de parentalidade exercida por pessoas de orientação homossexual, com filhos biológicos ou adotados.  A adoção por homossexuais no Brasil é legal, de acordo com o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), desde abril de 2010. 

Segundo estudos realizados em diversas partes do mundo, a família homoparental não modifica o que deve ser a parentalidade, ou seja, independentemente da configuração familiar ser pluriparental, monoparental, biparental, homoparental, ela deve ser exercida de acordo com os direitos e deveres relacionados ao cuidado com os filhos. 

Muito se diz sobre como a criança vai lidar com as questões de ter pais homossexuais e o que esses possíveis problemas psicológicos podem acarretar para a vida, inclusive sexual, desse filho. Já foi constatado que o desenvolvimento das crianças não depende do tipo de família que ela integra, mas sim do vínculo que os pais estabelecem com elas. Os laços afetivos contam muito mais. Famílias que acolhem, cuidam, colocam regras e inserem no convívio familiar, criam melhores indivíduos. 

Mitos da homoparentalidade 

Mesmo com vários estudos ainda existem muitos mitos que circundam a homoparentalidade, como por exemplo:

1. Pais homossexuais criam crianças homossexuais;

2. As crianças necessitam de uma figura de um pai e de uma mãe;

3. Filhos de homossexuais terão problemas psicológico.

Na realidade, isso não é uma verdade. Esses pensamentos são comuns, mas eles provêm de uma sociedade conservadora que muitas vezes desconhece a vivência dessas famílias. 

Desmistificando a homoparentalidade

Homossexuais estão muito mais dispostos à adoção, segundo dados, 52% dos casais . A orientação sexual dos pais não interfere no desenvolvimento dos filhos, como podemos observar:

• Pais gays não criam filhos gays, caso contrário pais heterossexuais não teriam filhos gays;

• Em relação a figuras femininas e masculinas, elas realmente são importantes, mas não precisam necessariamente ser de pai e mãe. Avós, parentes ou amigos que desempenhem um papel presente já podem suprir essa necessidade;

• Filhos de homossexuais podem ter problemas psicológicos como qualquer outro indivíduo. O que pode pesar, talvez, seja o preconceito da sociedade para com essas pessoas. 

Apoio psicológico 

As relações e formatos familiares vem mudando e se adequando às novas necessidades da sociedade, mas em relação à homoparentalidade ainda estamos no início de tudo. Apesar do exercício da parentalidade por casais homossexuais ser assegurado juridicamente, muitas pessoas que convivem com essa situação precisam de apoio psicológico.  

Lidar com o preconceito ainda existente na sociedade pode ser um fardo um tanto quanto pesado para os pais e filhos, por isso, ajuda psicológica deve ser uma das possibilidades escolhidas para ajudar nesse processo. 

Buscar um profissional competente nessa área é de extrema importância para desconstruir pensamentos. 

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