Como identificar um comportamento suicida

Suicídio é um problema intrincado para o qual não existe uma única causa ou uma única razão. Ele resulta de uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais, por esse motivo, é difícil explicar por que algumas pessoas decidem cometer suicídio, enquanto outras em situações idênticas ou pior não o fazem. Entretanto a maioria dos suicídios podem ser prevenidos. 

As mortes por suicídio vêm crescendo nas últimas décadas, especialmente entre crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Saúde mostram que, de 2000 a 2015, os suicídios aumentaram 65% entre pessoas com idade de 10 a 14 anos e 45% de 15 a 19 anos. Os dados são tão alarmantes que preocupam e, para abordar o assunto nada melhor que conversar sobre ele.

Algumas pesquisas estimam que: 

  • A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo;
  • A cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida; 
  • O suicídio está entre as três maiores causa de morte entre pessoas com idade entre 15-35 anos;
  • Cada suicídio tem um sério impacto em pelo menos outras seis pessoas; 
  • O impacto psicológico, social e financeiro do suicídio em uma família e comunidade é imensurável.

Baseado nos dados acima, estudos realizados em países diversos paises revelam dois importantes fatores relacionados ao suicídio. Primeiro, a maioria das pessoas que cometeram suicídio tem um transtorno mental diagnosticável. Segundo, o suicídio e comportamento suicida são mais constantes em pacientes psiquiátricos. 

Esses são os grupos de maiores riscos diagnósticos:

  • depressão (todas as formas);
  • transtorno de personalidade (antissocial e borderline com traços de impulsividade, agressividade e assíduas alterações do humor);
  • alcoolismo (e/ou abuso de substância em adolescentes); 
  • esquizofrenia; 
  • transtorno mental orgânico;

O estado mental da pessoa tem uma relação de impacto sobre o ato do suicídio. Existem algumas características muito particulares do estado das mentes suicidas, são elas: 

  • Impulsividade: Suicídio é também uma atitude impulsiva. Como qualquer outro impulso, o impulso para cometer suicídio é transitório e tem uma duração que varia entre alguns minutos ou algumas horas. Normalmente é desencadeado por situações negativas do dia-a-dia. Conter esses impulsos através de conversas assertivas pode diminuir os riscos de suicídio;
  • Ambivalência: A maioria das pessoas já teve sentimentos ambíguos de cometer suicídio. O desejo de viver e o desejo de morrer oscilam numa gangorra nas pessoas suicidas. Muitas pessoas suicidas não querem realmente morrer somente porque elas estão infelizes com a vida. Se for dado apoio emocional adequado, o desejo de viver pode aumentar, e com isso, o risco de suicídio diminui.
  • Rigidez: Quando pessoas são suicidas, seus pensamentos, sentimentos e ações estão contraídos, o quer dizer que, elas constantemente pensam sobre o assunto e não são capazes de perceber outras formas de sair do problema. 

A maioria das pessoas suicidas verbalizam seus pensamentos e desejos suicidas. Elas constantemente dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”, “Eu não agüento mais”, “Eu preferia estar morto”, entre outros. Todas essas informações não podem ser ignoradas e devem ser atentamente trabalhado para que a pessoa não cometa o ato ou a tentativa de suicídio.

Por isso a participação dos familiares, amigos e da sociedade em geral que está envolta da pessoa suicida, é fundamental. É através dessas pessoas que a pessoa com potencial suicida pode ser encaminhada para profissional especializados que irão ajudar a conter os pensamentos e desejos do suicídio. 

Psicóloga Vivian Di Croce

Ana Magnes

Oi meu nome é Ana Magnes, sou psicóloga do FalaFreud e tenho 13 anos de experiência na área de psicoterapia. Minha abordagem é Cognitiva Comportamental e Sistêmica. Eu atendo públicos de todas as idades. Tenho experiência em tratamentos de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, relacionamentos abusivos, relacionamentos familiares, obesidade. Trabalhei em CAPS, consultório particular, APAE e com Recursos Humanos dentro de empresas privada. Caso você tenha se identificado com alguma dessas questões ou queira conversar sobre outros assuntos, marque um horário comigo aqui no FalaFreud.

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