Tipos de bipolaridade: como identificar?

Se você desconfia que sofre com transtorno bipolar, entenda os tipos de bipolaridade que existem e saiba diferenciá-los.

Embora muitas pessoas não saibam, existem diferentes tipos de transtorno bipolar. O distúrbio, que também é conhecido como transtorno afetivo ou transtorno do humor bipolar, possui três principais tipos: transtorno bipolar tipo I, transtorno bipolar tipo II e ciclotimia. Confira a seguir quais as características dos tipos de bipolaridade.

Porém, antes de tudo, é importante lembrar que apesar de cada um dos tipos apresentar características específicas, somente um profissional da área da saúde pode diagnosticar o transtorno psicológico.

Tipos de bipolaridade: quais são?

Transtorno Bipolar Tipo I

Transtorno bipolar tipo I é o que as pessoas tendem a pensar quando pensam em transtorno bipolar (anteriormente conhecido como depressão maníaca). Acontece pela oscilação entre um humor muito eufórico, conhecido como “mania” e um humor muito baixo, chamado “depressão”.

Assim, uma pessoa com transtorno bipolar tipo I experimenta esses humores episodicamente. A pessoa pode experimentar um episódio maníaco por dois meses, por exemplo, seguido por uma depressão de três meses, e depois ficar um período sem sintomas (conhecido como eutimia).

Confira o que são cada uma dessas fases (maníaca x depressiva):
  1. Durante o episódio de mania

Episódios maníacos são caracterizados por pelo menos uma semana de perturbação profunda do humor caracterizada por euforia, irritabilidade ou expansividade (euforia com delírios de grandeza). Além disso, pelo menos três dos seguintes sintomas devem estar presentes:

  • Grandiosidade
  • Necessidade reduzida de sono
  • Fala excessiva ou rápida demais
  • Muitos pensamentos ao mesmo tempo ou fuga de ideias
  • Evidência clara de distração
  • Aumento do nível de atividade focada em objetivos em casa, no trabalho ou sexualmente
  • Atividades prazerosas excessivas, muitas vezes com consequências dolorosas
  • A perturbação do humor é suficiente para causar prejuízo no trabalho ou colocar em risco a pessoa ou outras pessoas.
  • O humor não é o resultado de abuso de substâncias ou de uma condição médica.

2. Durante o episódio depressivo

A depressão bipolar tem os mesmos critérios usados para identificar casos de depressão. Os episódios depressivos caracterizam-se quando: nas mesmas duas semanas, a pessoa apresenta cinco ou mais dos seguintes sintomas, com pelo menos um dos sintomas sendo depressivo ou caracterizado por perda de prazer ou interesse:

  • Humor deprimido
  • Dignamente diminuído prazer ou interesse em quase todas as atividades
  • Perda de peso significativa ou ganho ou perda significativa ou aumento do apetite
  • Hipersonia ou insônia
  • Retardo psicomotor ou agitação
  • Perda de energia ou fadiga
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva
  • Diminuição da capacidade de concentração ou indecisão acentuada
  • Preocupação com a morte ou suicídio; a pessoa tem um plano ou tentou suicídio
  • Esses sintomas causam comprometimento e sofrimento significativos e não resultam do abuso de substâncias ou de uma condição médica.
Transtorno Bipolar e Psicose

Pessoas com transtorno bipolar do tipo I também costumam ter psicose. Isto é, elas apresentam uma “ruptura com a realidade”, e assim, o transtorno é classificado a partir da presença de delírios e / ou alucinações.

Porém, existem diferenças entre entre delírios e alucinações: Delírios são crenças falsas (como a crença de que você está sendo seguido pela polícia em qualquer lugar que você vá), e as alucinações são experiências que não aconteceram (por exemplo, você pode ver algo que não existe ou sentir uma sensação tátil sem que seja real). Além disso, as pessoas podem experimentar psicose durante uma fase maníaca ou depressiva.

Obs.: Experimentar a psicose não tem nenhuma relação com ser um psicopata. Portanto, são coisas totalmente diferentes.

Transtorno Bipolar Tipo II

Entre os tipos de bipolaridade também encontramos o transtorno bipolar tipo II, composto por dois tipos de humor: depressão maior e hipomania. Os critérios para o humor depressivo são idênticos aos do transtorno bipolar do tipo I. Porém, a diferença é a hipomania, que segue os mesmos critérios básicos da mania bipolar, mas é menos grave. Assim como com o transtorno bipolar tipo I, esse transtorno é episódico.

Porém, apesar de alguns caracterizarem o tipo bipolar II como “menos grave”, isso não é verdade. Isso porque, o tipo bipolar II contém uma versão menos severa da fase da mania, conhecida como hipomania, porém, o transtorno em si não é menos grave ou menos prejudicial. Essa ideia existe, principalmente, porque as pessoas com transtorno bipolar tipo II passam significativamente mais tempo em um estado depressivo maior do que as pessoas com transtorno bipolar tipo I.

Hipomania Bipolar

Para entendermos o que é o tipo bipolar II, precisamos compreender a hipomania. Ela é caracterizada por um humor elevado, expansivo ou irritável de pelo menos quatro dias consecutivos de duração. Pelo menos três dos seguintes sintomas também estão presentes:

  • Grandiosidade ou auto-estima inflada
  • Necessidade reduzida de sono
  • Discurso pressionado
  • Corrida de pensamentos ou fuga de ideias
  • Evidência clara de distração
  • Aumento do nível de atividade focada em objetivos em casa, no trabalho ou sexualmente
  • Participar de atividades com alto potencial para consequências dolorosas
  • A perturbação do humor é observável para os outros.
  • O humor não é o resultado de abuso de substâncias ou de uma condição médica.
  • O episódio não é grave o suficiente para causar prejuízo social ou ocupacional.

As pessoas com transtorno bipolar do tipo I também podem experimentar a hipomania, muitas vezes como um precursor da mania total.

Note que as pessoas com transtorno bipolar tipo II não experimentam psicose.

Episódios mistos bipolares

Já o transtorno bipolar misto ou não especificado é uma categoria abrangente e caracteriza aqueles que tem o transtorno bipolar, mas que não se encaixam em nenhuma categoria específica. Por exemplo, para uma pessoa ser considerada com transtorno bipolar I, o episódio maníaco tem que durar pelo menos uma semana. Se o episódio maníaco dura apenas três dias, os médicos afirmam que o paciente tem transtorno bipolar não especificado.

Ciclotimia

Ainda falando sobre os tipos de bipolaridade, existe a ciclotimia. Isto é, a ciclotimia é o quadro mais leve do transtorno bipolar. O diagnóstico é dado àqueles que experimentam sintomas de hipomania e depressão, mas não preenchem todos os critérios para mania, hipomania ou depressão maior.

Assim, as pessoas com ciclotimia são muitas vezes consideradas por amigos e familiares como “muito temperamentais”. Elas até têm “altos e baixos”, porém, nenhum deles é tão grave ou dura tempo suficiente para se qualificar como mania ou depressão.

“Qual é o meu diagnóstico entre todos esses tipos de bipolaridade?”

Se você desconfia que sofre de transtorno bipolar, a melhor maneira de saber qual dos tipos de bipolaridade você tem é obtendo um diagnóstico formal de um psicoterapeuta ou psiquiatra.

Porém, se você estiver olhando para o problema por conta própria, tenha em mente que uma das principais diferenças é a psicose. Assim, se você tiver psicose (isto é, delírios e alucinações), é bem provável que isto seja diagnosticado como transtorno bipolar tipo I.

Já se os seus humores elevados são inferiores ao período de uma semana, é provável que você seja diagnosticado com transtorno bipolar do tipo II.

Agora se você não se encaixa nos critérios diagnósticos para depressão grave ou hipomania/mania, existe a chance de você ser diagnosticado com ciclotimia.

Porém, lembre-se de que a primeira coisa que você deve fazer, caso desconfie que você se encaixa em um dos tipos bipolares é procurar ajuda de um profissional. Somente um psicoterapeuta ou psquiatra poderá te orientar para o tratamento de forma eficaz. O tratamento, normalmente, consiste entre conciliar a psicoterapia com a medicação.

Saiba tudo sobre transtorno bipolar com a terapeuta do FalaFreud Dayane Fagundes.

Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2017/06/know-kind-bipolar/

FalaFreud

Quem tem uma agenda cheia sabe como é difícil marcar uma consulta e conciliar horários pessoais com o do profissional. Porém, por ser online, fica muito mais fácil para o psicólogo conseguir te atender em horários flexíveis. Você pode, por exemplo, fazer terapia de manhã cedo ou até tarde da noite – coisa que no consultório é bem difícil de acontecer.

Clique abaixo para baixar o FalaFreud e agendar sua primeira sessão.

Download App

Benefícios do exercício físico na depressão

Especialistas apontam os benefícios do exercício físico na depressão e na ansiedade; Confira.

Você com certeza já ouviu falar que praticar atividade física faz bem para a saúde. Mas e quando se trata de depressão ou de ansiedade exagerada? Segundo especialistas, o exercício físico, quando feito regularmente, tem o potencial de aliviar e até curar os sintomas de muitas doenças, inclusive de transtornos mentais. Confira os benefícios do exercício físico na depressão e na ansiedade.

O poder da endorfina

Após realizarmos uma atividade física, nosso corpo libera uma grande quantidade de endorfina. Esse hormônio traz a sensação de bem-estar, alívio e disposição para o organismo.

Este hormônio está muito relacionado aos benefícios do exercício físico na depressão e na ansiedade. Isso porque, de acordo com um estudo da Universidade de Toronto, indivíduos que praticam atividade física de 20 a 30 minutos por dia podem afastar a depressão a longo prazo.

A dica é escolher uma atividade ou um esporte que você goste de fazer. Assim, por exemplo, você pode praticar dança, corrida ou musculação e fazer disso uma parte regular de sua rotina. Dessa forma, o exercício não apenas ajudará no tratamento, mas como diz o estudo, ajudará a prevenir a depressão.

Redirecionando a energia

Apesar de somente o exercício não ser o suficiente para substituir o uso da medicação ou a necessidade de assistência profissional, praticar atividades pode diminuir consideravelmente o excesso de ansiedade no corpo. Portanto, da próxima vez que estiver ansioso, tente fazer uma caminhada, por exemplo.

A experiência do nadador Michael Phelps

Michael Phelps é um nadador americano, considerado um dos melhores do mundo. O vencedor da medalha de ouro olímpica, ao revelar para o mundo a respeito do caso de depressão que enfrentou, mostrou as importantes conexões entre exercício físico e depressão.

É importante ressaltar que o exercício físico sozinho não é uma cura para o transtorno mental. Porém, quando aliado à medicação e / ou psicoterapia, a atividade física pode trazer muitos progressos em direção a melhores resultados de saúde mental.


Todo cuidado é bem-vindo!


Se você sofre de depressão ou ansiedade exagerada, lembre-se de que por mais desafiante que esse momento possa parecer, sempre existirá um caminho para superá-lo.

Mesmo que aliar o exercício físico om o tratamento médico não esteja te trazendo resultados rápidos, lembre-se de que essa prática poderá elevar o seu estado de espírito e te fornecer motivação extra para lutar contra o transtorno. Mesmo que o exercício sozinho não seja uma cura, se ele faz você se sentir melhor, então vale a pena.

Viver com ansiedade ou depressão, ou ambos, não é fácil. Se você sofre de um transtorno mental, sabe o quanto isso pode ser difícil. Embora não seja uma cura, o exercício pode ser outra arma na batalha contra a depressão e a ansiedade.

Gostou do conteúdo e quer ler mais sobre Dicas Para Saúde Mental? Acesse o Blog do FalaFreud e leia nosso conteúdo feito por nossos especialistas para você

Fonte:https://www.talkspace.com/blog/2018/12/does-exercise-help-depression-and-anxiety/

Quem tem uma agenda cheia sabe como é difícil marcar uma consulta e conciliar horários pessoais com o do profissional. Porém, por ser online, fica muito mais fácil para o psicólogo conseguir te atender em horários flexíveis. Você pode, por exemplo, fazer terapia de manhã bem cedo ou até tarde da noite – coisa que no consultório é bem difícil de acontecer.

Clique abaixo para baixar o FalaFreud e agendar sua primeira sessão.

Download App

Por que alguns casais continuam juntos mesmo infelizes?

Entenda as razões escondidas que fazem com que alguns casais continuem juntos mesmo infelizes

São muitas as razões pelas quais homens e mulheres permanecem em relacionamentos mesmo quando estão infelizes. Desafios financeiros e filhos são os dois principais motivos mais frequentes, porém, existem outras razões por trás. Entenda a seguir porque casais continuam juntos mesmo infelizes.

A culpa de terminar uma relação

Novas pesquisas sugerem que muitos relacionamentos se mantém não devido aos próprios sentimentos da pessoa, mas em função dos sentimentos dos parceiros. Em outras palavras, você pode até querer deixar o relacionamento, mas, por se preocupar em como isso afetaria negativamente o seu parceiro, você continua nesse relacionamento.

Assim, um fator que parece estar muito presente nesse tipo de relação é a culpa. Isto é, uma emoção que envolve sentir-se responsável ou com remorso por como o parceiro irá se sentir, como, por exemplo, terminar o relacionamento quando a outra pessoa quer continuar naquela relação.

De onde vem esse sentimento?

Se você se identifica ou conhece casais que continuam juntos mesmo infelizes para suprir um sentimento de culpa, saiba que existem diferentes variações desse sentimento. Assim, é preciso entender de onde vem essa culpa.

Muitos indivíduos que lutam contra esses sentimentos nos relacionamentos, por exemplo, foram treinados inconscientemente por seus pais no início da vida para sentirem tal culpa. Isso porque, alguns pais criam crianças propensas a se sentirem culpadas, na medida em que treinam seus filhos a se concentrarem nos sentimentos e necessidades dos outros, como deles mesmo. 

Sua preocupação com o outro é realmente genuína?

Como vimos, a razão na qual muitos casais continuam juntos mesmo infelizes é devido a culpa que eles sentem de largar o parceiro. Porém, essa culpa é de fato uma preocupação com o outro ou é um medo inconsciente seu?

Isso significa dizer que, algumas vezes, esse sentimento de culpa no fundo reflete sentimentos inconscientes do próprio indivíduo. Pode ser, por exemplo, o medo de ficar sozinho ou de não encontrar um novo parceiro. Porém, como um mecanismo de defesa para evitarem olhar para esse sentimento, essas pessoas colocam a “culpa” no outro.

Assim, em vez de assumirem que não saem da relação por medos e inseguranças pessoais, elas colocam a culpa no outro, como se fosse o outro que não pudesse suportar aquilo.

Como se livrar desse sentimento

Se você permanece em relacionamentos infelizes, investigue de forma mais honesta possível quais razões emocionais o levam a agir assim. Pergunte a si mesmo porque você tem esse sentimento de culpa.  Reveja se você não está projetando seus próprios sentimentos para outra pessoa. Isto é, será mesmo que é a outra pessoa que vai ficar mal dessa forma? Ou trata-se no fundo da sua própria ansiedade quanto a ser solteiro ou sentir-se solitário?

PROCURE AJUDA DA TERAPIA

Agora que você conhece alguns dos motivos que fazem com que casais continuam juntos mesmo infelizes, saiba que a terapia pode te ajudar. Isso porque, a terapia pode ser uma excelente forma de entender melhor esse sentimento. Além disso, o processo poderá te trazer autoconhecimento e autonomia para tomar melhores atitudes e melhorar sua qualidade de vida.

Gostou do conteúdo e quer ler mais sobre Dicas Para Saúde Mental?  Acesse o blog do FalaFreud e leia nosso conteúdo feito por nossos especialistas para você!

Fonte:https://www.psychologytoday.com/intl/blog/insight-is-2020/201811/hidden-reason-why-some-stay-in-unhappy-relationships

FalaFreud

Quem tem uma agenda cheia sabe como é difícil marcar uma consulta e conciliar horários pessoais com o do profissional. Porém, por ser online, fica muito mais fácil para o psicólogo conseguir te atender em horários flexíveis. Você pode, por exemplo, fazer terapia de manhã bem cedo ou até tarde da noite – coisa que no consultório é bem difícil de acontecer.

Clique abaixo para baixar o FalaFreud e agendar sua primeira sessão.

Download App