Hipocondria: sintomas, tratamentos e causas

Dentre as condições que envolvem o fator de medo excessivo, a Hipocondria também se encaixa nessa categoria. As pessoas que possuem a condição, sentem um temor em relação à alguma doença que pode comprometer sua saúde.

Contudo, esse pavor não é realista já que o indivíduo ainda não foi diagnosticado. Mesmo assim, ele pensa que está com algum sintoma quando na verdade não tem. Dessa forma, a pessoa tende a ficar ansiosa com a possível doença, apesar de nenhuma evidência médica comprovar essa situação.

Nesse quadro, o hipocondríaco acredita que qualquer predisposição pode evidenciar um problema terrível. Um exemplo simples é quando ele sente uma dor de cabeça e já a associa como um tumor no cérebro.

Possíveis causas da Hipocondria

A explicação para o desenvolvimento da Hipocondria ainda é incerta. Mas acredita-se que, dentro do que é discutido no meio médico e científico, essa preocupação excessiva possa estar ligada ao tipo de personalidade, questões hereditárias e experiência de vida de cada um.

Além disso, o distúrbio consegue atingir igualmente o público feminino e masculino. Contudo, é normal notar os primeiros sinais dessa condição já na vida adulta. Mas isso não é uma regra porque indivíduos de qualquer idade têm o potencial de desenvolver a Hipocondria.

Independente disso, alguns elementos podem aumentar a chance de você desenvolver o problema. Veja quais são e verifique se você se encaixa em alguns desses:

  • Histórico de uma doença séria na infância;
  • Ter convivido com portadores de uma doença séria;
  • Morte de um familiar;
  • Familiares próximos hipocondríacos;
  • Pais negligentes ou abusivos;
  • Transtorno de ansiedade;
  • Acreditar que boa saúde significa estar livre de quaisquer sintomas;
  • Familiares próximos hipocondríacos.

Como tratar da melhor forma?

Se você se preocupa com a sua saúde e bem-estar, não há problema nenhum nisso. Realmente é fundamental ter esse alerta para que não surja nada que atrapalhe seu dia a dia. Também é normal ficar ansioso, quando existe um sintoma cuja causa o médico não consegue identificar claramente.

A dificuldade começa apenas quando a ideia de ter uma doença séria te consome, sem nem ter feito os exames periódicos para comprovar essa teoria. O ideal é se consultar com um médico adequado, para garantir que o medo pelo o que você sente não é real.

Vale aqui, buscar o apoio e orientação de um psiquiatra ou psicólogo. Você vai notar que com a ajuda indicada, esse problema pode ser tratado e curado. É comum também que alguém de sua família peça para que você se consulte e resolva esse temor.

Invista no tratamento terapêutico

Você sabia que a psicoterapia é uma das metodologias mais utilizadas para o tratamento da Hipocondria? Essa abordagem permite que o paciente reconheça as causas de seu comportamento ansioso. Além de entender algumas formas de controlar e até mesmo parar esse problema.

Invista numa terapia online e tenha à disposição o tratamento, independente de onde estiver e a hora que achar melhor.

A importância do auxílio psicológico para os Transgênero

Crescer e permanecer em um ambiente onde se identificar com um gênero diferente do de nascimento pode gerar muitas complicações psicológicas. Nem sempre essas situações têm origem na própria identidade de gênero, muitas vezes ela ela se origina a partir da situação social em que essas pessoas estão submetidas. 

Tem interesse em saber mais sobre a importância do auxílio profissional as pessoas trans? Continue acompanhando nossa matéria.

O que é uma pessoa trans?

Quando falamos em pessoas trans, primeiro temos que entender o que é a identidade de gênero, que nada mais é que a forma com que a pessoa se identifica. Isso pode variar, pois há quem se perceba homem, mulher ou nenhum dos dois.

Os trans não se identificam com o seu gênero de nascimento biológico, ou seja, eles têm um sexo, não se identificam com ele e esperam ser reconhecidos na sociedade de acordo com o que acreditam. Sempre lembrando que pessoas trans podem optar ou não por modificações corporais.

A identidade trans não causa necessariamente sofrimento psíquico para a pessoa, mas geralmente isso acontece na relação dessa pessoa com a sociedade e por isso, é necessário o acompanhamento psicológico. 

O que desencadeia a dor psíquica das pessoas trans?

Na maioria das vezes a dor psíquica das pessoas trans surgem a partir de situações sociais, que pode desenvolver na pessoa  sensação de abandono, solidão, baixa autoestima, discriminação, estigmatização, exclusão etc. 

Isso faz com que estes indivíduos necessitem uma rede de apoio que favoreça o desenvolvimento de sua identidade e que ajude a encontrar formas de amenizar essa dor, sem discriminação, exploração, violência, desrespeito e opressão. 

Não patologização 

Não faz muito tempo que a OMS deixou de reconhecer a transexualidade como patologia mental, mas várias mudanças vêm acontecendo nos últimos tempos para que eles sejam integrados à sociedade, como a modificação para o capítulo intitulado “condições relacionadas à saúde sexual”.

Mas a psicologia, desde janeiro de 2018, já havia aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) a Resolução n°1/2018, que impede os profissionais de tratarem como patologia, ou seja, os profissionais não devem fazer “uso de instrumentos ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas, estereótipos ou discriminação”.

Portanto, podemos concluir que indivíduos trans devem procurar um psicólogo para conseguir lidar com as adversidades sociais apresentadas a eles no dia a dia, com profissionais capacitados que trabalhem para melhorar e contribuir na qualidade de vida do indivíduo junto a sociedade. 

O que o ursinho Pooh pode nos mostrar sobre os transtornos mentais?

Em algum momento, seja na infância ou na vida adulta, você já escutou falar do Ursinho Pooh. Inspirado nas obras de Alan Alexander Milne, recentemente o desenho animado tem chamado a atenção do público por um motivo: transtornos mentais.

Um estudo feito pelos pesquisadores na Universidade de Ave (Canadá), mostrou indícios de que cada personagem da animação representa um tipo de transtorno mental.

Apesar de não saber ao certo se essa era a intenção do autor do desenho, vale a pena conhecer melhor esse assunto e a relação que ele tem com a saúde mental. Basicamente, a animação conta com seis personagens principais e falaremos deles, logo a seguir:

Leitão

  • De acordo com o estudo, Leitão é o personagem que representa o transtorno de ansiedade generalizada. Qualquer coisa que possa acontecer, é motivo de alarde e de um comportamento constantemente ansioso. Além disso, ele se assusta fácil com barulhos diferentes e movimentos repentinos.

Bisonho

  • Por outro lado, Bisonho é o personagem que mais demonstra um olhar triste e negativo para a vida. Ele tem depressão, um transtorno mental que dificulta o sentido de emoções positivas como, por exemplo: entusiasmo.
  • Conhecida como distimia crônica, a depressão severa permite que Bisonho fique num estado de mau-humor contínuo. Assim, o desenho mostra que o bichinho chega ao ponto de se sentir confortável com essa tristeza.

Tigrão

  • Outro integrante de Ursinho Pooh é o Tigrão, que ressalta os traços de déficit de atenção e hiperatividade. No tigre é possível notar que ele não consegue ficar parado por muito tempo, mesmo quando precisa descansar.
  • Além disso, você consegue perceber que Tigrão apresenta um transtorno bipolar, o que altera seu humor de muito triste para super alegre em instantes. O personagem também conta com um controle impulsivo.

Abel

  • Organização é o que Abel mais preza em seu dia a dia. Contudo, essa condição marcante se chama transtorno obsessivo compulsivo. Não importa se em algum momento essa atitude incomodar seus amigos, ele vai sempre estar colocando alguma coisa em ordem.
  • Para gastar essa energia, Abel utiliza o tempo para controlar tudo o que está em sua volta. Seja para contar ou recontar, ele sempre está fazendo alguma coisa.

Corujão

  • A coruja que integra o universo de Ursinho Pooh representa dislexia. Isso se torna claro porque Corujão é o único animal da equipe de amigos que sabe ler e escrever.
  • Mostra como as pessoas com esse transtorno mental podem ser muito inteligentes. Contudo, apresentam lentidão e cometem erros na hora de falar ou escrever algo.

Cristovão

  • O ser humano que compõe o elenco principal de Ursinho Pooh é uma criança que tem esquizofrenia. Ele pode ver todos os animais e conversar com eles. Na verdade, acredita-se que todos são frutos da imaginação de Cristovão e representam uma manifestação de seu próprio humor.

Pooh

  • O personagem que dá o nome da animação ama comer mel constantemente. Isso pode indicar que ele tenha transtorno alimentar, déficit de atenção e hiperatividade ou TDAH. Este último é identificado por seus esquecimentos rotineiros, pensamentos desordenados e observações sem sentido completo.

Guru

  • Por fim, o pequeno canguru destaca seus sinais de autismo. Ao longo dos episódios, é normal vê-lo não prestar atenção nos recados de sua mãe e nem no que está acontecendo ao redor. Isso o faz cair em situações perigosas muitas vezes.

A importância de entender os transtornos mentais e tratá-los

Os transtornos citados são conhecidos por serem doenças mentais e distúrbios psiquiátricos, diagnosticados com a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

Essas condições podem acarretar anormalidades, comportamentos que causam sofrimento e até incapacidade de ter um dia mais saudável e equilibrado. Dessa forma, é essencial buscar um tratamento psicológico caso você tenha alguns desses transtornos ou se identificou com as características de alguns.

Psicopata e Sociopata: quais as diferenças e características?

Filmes, séries e documentários estão recheados de histórias que trazem personagens com traços de psicopatia ou sociopatia. Apesar da ficção tratar de forma constante essas pessoas, não se deve esquecer que elas realmente existem.

A questão é que muitas vezes você pode confundir uma coisa com a outra. Contudo, isso é normal porque os dois compartilham características relacionadas a transtorno de personalidade antissocial.

Além disso, alguns dos primeiros sinais dessa condição podem ser o egocentrismo, falta de empatia, hostilidade, espírito de manipulação e impulsividade. Mas vale ressaltar que a psicopatia é uma forma muito mais severa da sociopatia.

Portanto, sociopatas não são necessariamente psicopatas. Entretanto, todo psicopata é um sociopata. Acompanhe o texto para ver mais diferenças entre os dois tipos.

Falta de consciência

A principal característica que diferencia o sociopata do psicopata. Enquanto o primeiro é capaz de sentir remorso e culpa, o segundo não. Ele se isenta de qualquer sentimento desse nível.

Manipulação do psicopata

O poder da manipulação é um dos pontos-chave para os psicopatas serem extremamente charmosos e carismáticos. Calculistas a todo momento, eles também conseguem manter o controle emocional e físico. Isso dá a oportunidade deles manterem um comportamento aparentemente equilibrado.

Na contramão, os sociopatas não são organizados e propensos a cometer crimes

espontaneamente. Ou seja, neste ângulo, eles se tornam um pouco mais “normais em comparação com os psicopatas.

Construção de relacionamento dos sociopatas

Outro ponto para avaliar é que sociopatas têm a capacidade de construir ligações emocionais profundas: fazer amizades, ter família. Já o psicopata é incapaz de realizar o mesmo, devido à falta de empatia.

O cérebro do psicopata

Diferente de outros indivíduos, o cérebro de um psicopata age de forma singular. Isso se torna claro na seguinte situação: quando as pessoas “normais” encontram violência, a frequência cardíaca aumenta e suas mãos começam a suar.

Enquanto isso, o psicopata tem a reação oposta, pois ele fica mais calmo. Essa característica auxilia no envolvimento a comportamentos de risco e também criminosos, já que eles não têm medo das consequências de seus atos.

Ajuda profissional

Felizmente, há tratamento para transtorno de personalidade antissocial. O ideal é buscar a ajuda certa para as necessidades de cada um. Aqui no FalaFreud, você pode conversar com um dos psicólogos disponíveis, sem sair de casa e na hora que preferir.

Com a terapia online é possível investir num tratamento seguro e simples. Basta entrar em contato com os psicólogos e iniciar o seu acompanhamento.

Baleia azul: conheça o jogo e saiba como identificar quem joga

Você já ouviu falar do jogo da Baleia Azul? Este é o nome dado para um conjunto de 50 desafios diários que têm como objetivo, promover situações autodestrutivas em jovens e adolescentes.

Por ser uma prática que já fez vítimas fatais ao redor do mundo, é interessante compreender melhor o que levam às pessoas a participarem desse tipo de jogo, e como você pode identificar quem o pratica. Continue a leitura do texto, logo a seguir.

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Setembro Amarelo: a importância da conscientização

Você já falou abertamente sobre suicídio com seu filho(a), pai, mãe ou até mesmo com um amigo próximo? Atualmente um dos grandes tabus é a dificuldade em conscientizar sobre este que é considerado um problema mundial de saúde pública.

A campanha do Setembro Amarelo existe justamente para tentar quebrar esse tabu e contribuir para a prevenção do suicídio. Logo abaixo, você verá a relevância da temática e como ela está atuando no país.

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Saiba como o ego influencia seu comportamento e sucesso

O ego, em algum momento, já foi motivo de situações desconfortáveis no seu ambiente profissional? Infelizmente, essa é ainda uma questão frequente em certos locais. Entretanto se o colaborador souber controlar esse fator e usá-lo de forma saudável, o ego exerce uma influência positiva no desempenho pessoal.

Isso o leva a um desenvolvimento e crescimento na carreira. E apesar da definição estar muitas vezes ligada à arrogância, vaidade e prepotência, o ego vai além disso. Trata-se da consciência que cada indivíduo tem de si próprio.

Ou seja, o modo que a pessoa se percebe na realidade em que convive, levando em consideração a identidade, orgulho e autoconfiança. Mas você sabe dosar o ego para que ele influencie de maneira agradável?

Lado positivo

Desenvolver uma boa liderança no ambiente profissional e transmitir autoconfiança aos demais colegas, são algumas das habilidades que o ego traz para aqueles que conseguem controlá-lo. Desse jeito, todos à sua volta são envolvidos positivamente porque sua postura demonstra respeito e responsabilidade.

Lado negativo

O problema começa quando você se valoriza excessivamente. A partir daí, o profissional passa a crer que é melhor que os demais e expõe isso nas atitudes.  A situação gera desconforto no relacionamento interpessoal, causando conflitos e prejudicando o clima organizacional.

Porém, se você perceber algum comportamento que esteja atrapalhando sua desenvoltura dentro do trabalho, pode seguir algumas dicas para auxiliar nesse processo:

Respeite o espaço do outro

Algo simples que o indivíduo pode tornar um hábito durante seu dia a dia dentro da empresa. Aprenda a ser gentil e respeitar os pontos de vista diferente dos seus, além de evitar ultrapassar os limites permitidos dentro de uma organização.

Talvez você até não perceba, mas comece a prestar atenção no que deixa as pessoas desconfortáveis.

Desenvolva a proatividade

Conseguiu identificar coisas que os outros não notaram? É a hora de não ser soberbo e julgar as atitudes alheias. Não fique também em silêncio, esperando pelo desastre. Ofereça suporte e apoio para evitar um transtorno ou crise.

Nada melhor também do que compartilhar suas próprias experiências e conhecimentos. Contudo, a cautela é essencial nesta etapa, pois com ela você transmite tudo o que quer, através de uma abordagem amigável e solícita.

Mantenha seu ego em movimento

Acolha o autoquestionamento. Ele é um excelente recurso para desenvolver o lado positivo do ego. Investigue e procure por aquilo que faça você se sentir participativo durante o trabalho.

Exercite sua mente, já que é muito importante manter seu corpo e identidade em movimento constante. Não admita respostas prontas ou até mesmo atribuições de culpas que recaem sobre os outros.

Invista em terapia para conhecer o ego

O acompanhamento terapêutico é uma ação transformadora para todos aqueles que desejam ter uma melhor qualidade vida e bem-estar. O mesmo vale quando se fala em ego.

O melhor disso é que você tem a chance de iniciar o tratamento de onde estiver e no horário que se encaixa melhor com sua rotina. Comece o seu com a ajuda extra de um psicólogo que está pronto para atender todas as suas dificuldades e questionamentos.

Rivotril: conheça sua função e efeitos colaterais

Popularmente conhecido como Rivotril, o Clonazepam é um medicamento que foi criado para ajudar no tratamento de transtornos psicológicos, neurológicos, ansiedade e crises epilépticas.

Ao proporcionar um relaxamento muscular e tranquilizante, muitas pessoas buscam nele uma forma de resolver algumas condições físicas ou mentais. Mas será que realmente o Rivotril serve para os seus propósitos individuais?

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Melancolia: a tristeza permanente e profunda

Em algum momento da sua vida, você já sentiu uma tristeza profunda e a confundiu com depressão? O nome desse sentimento é a melancolia e, apesar de ser citada e retratada com certa frequência no mundo artístico, essa condição deve ser tratada da forma correta.

Não imagine a melancolia como algo distante ou irreal porque ela está presente no dia a dia das pessoas, mais do que você possa imaginar. Apesar de ser pouco discutida, a condição é facilmente confundida com outras doenças. Alguns exemplos são: ansiedade, depressão, transtornos compulsivos e déficit de atenção.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5, a melancolia pode estar presente no diagnóstico de outras doenças, mas ela não é necessariamente um fator determinante. Um exemplo é o Transtorno Depressivo Maior, que mesmo podendo estar associado a melancolia, para ser confirmado precisa apresentar vários outros sintomas.

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