Paranoia ou preocupação: o que você sente?

Com tantas coisas que acontecem no nosso dia a dia, fica fácil de entender porque surgem diversos questionamentos em nossa cabeça, como: “Será que isso pode acontecer comigo?”, “Se eu for pra lá, vou me colocar em risco”, dentre vários outros.

E por causa desses pensamentos e emoções, a pessoa fica propensa ao medo e podendo desistir de, por exemplo, fazer uma viagem ou tomar alguma atitude importante. Por isso, é importante identificar se o que você está sentindo pode ser chamada de paranóia ou preocupação.

Por que o ser humano tem esse tipo de comportamento?

Acredite, esses pensamentos são muito mais comuns do que possam aparentar e, eles existem por um motivo bem simples: evitar que a possível catástrofe ocorra.

Apesar disso, a área da Psicologia Cognitiva explica que esse fenômeno acontece quando baseamos nossas previsões, decisões ou a frequência de alguma atitude em informações que estão mais acessíveis ou fáceis em nossa memória. 

Vale ressaltar que neste caso, o ato de evitar alguma coisa parte de uma previsão catastrófica com base na frequência com que os meios de comunicação noticiaram o perigo ou acontecimentos negativos.

É por isso que esse excesso por segurança e evitação tornam-se um grande ciclo vicioso na vida do indivíduo. Isso leva ao aumento dos pensamentos catastróficos e emoções irracionais. 

Lados negativos

Sendo assim, as decisões são cada vez menos baseadas em uma avaliação racional da situação, mas sim nas emoções e pensamentos disfuncionais. Dessa forma, as chances de viver uma vida plena e agradável são cada vez menores.

Acontece também que toda essa proteção nos deixa com o radar do perigo muito mais ativo. Assim, nos sentimos mais tensos e preocupados com tudo que gira ao seu redor. 

Mas é seguro dizer que, na maioria das vezes, adiar e cancelar não nos livra de algo ruim que possa acontecer. Ou ainda faz com que deixemos de experienciar a alegria de uma viagem ou passeio. Sem notar, aumentamos a dimensão do perigo e começamos a ter outros comportamentos de segurança que nos geram mais sofrimentos.  

O que fazer nessa situação?

A primeira atitude a fazer neste momento é se questionar da seguinte forma: “Vamos pensar na probabilidade de algo ruim realmente acontecer?”. Logo em seguida, avalie e faça um “balanço” sobre as vantagens e desvantagens de cada hipótese. 

Caso perceba que o medo e a evitação estão atrapalhando sua vida, o ideal é também recorrer a uma ajuda profissional que pode ser a terapia online. Com ela, você tem o espaço necessário para dialogar abertamente sobre todos os seus receios e pensamentos, sem falar que terá ao seu lado o psicólogo lhe oferecendo apoio e suporte.

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