Bullying: Preocupações de pais com filhos na escola

Ter filhos na escola, pode ser sinônimo de preocupações, e uma delas é o Bullying. Não é verdade?

Se seu filho diz: ” Não quero mãe! Não quero ir a escola, porque estou com dor de cabeça, dor de barriga…”.

E se essas queixas forem frequentes, cuidado, pensem duas vezes antes de castigar seu filho ou achar que está sendo preguiçoso.

Ele pode estar sendo vítima de Bullying.

O que é o Bullying?

O Bullying se caracteriza por ações agressivas, verbais ou físicas intencionais e de forma repetitiva que ocorrem sem motivação evidente,.

Podendo ser feito por um ou mais indivíduos e causa muito sofrimento e frustração nas vítimas.

Tipos de Bullying?

Uma das grandes preocupações dos pais é perceber se o seu filho sofre de Bullying, afinal algumas vezes essas ações são vistas como brincadeiras.

O medidor para diferenciar uma brincadeira do bullying, seria quando os apelido e chacotas são sentidos como ofensas, e não como algo engraçado.

A maioria das vítimas sofrem caladas por muito tempo, elas têm vergonha, medo das consequências, e algumas vezes falta oportunidade de diálogo tanto com pais quanto com os professores.

Segundo o Programa de Combate à Intimidação Sistemática,  criado no Senado, existem oito tipos de Bullying:

  • Físico: Violência física como dar socos, chutes ou bater em um colega várias vezes.

  • Psicológico: Perseguir, amedrontar,  manipular, intimidar, dominar, coagir o colega.

  • Moral: Depreciar, caluniar ou espalhar um boato sobre uma pessoa.

  • Verbal: Provocar ou xingar de forma repetitiva ou criar apelidos que envergonham os colegas.

  • Sexual: Assediar, importunar ou abusar de alguém.

  • Social: Ignorar, alienar ou excluir constantemente um colega do convívio social.

  • Material: Furtar, roubar ou estragar intencionalmente os pertences de alguém

  • Virtual: Humilhar os colegas via internet, enviar mensagens que invadem a intimidade, usurpar fotos e dados pessoais provocando sofrimento e constrangimento.

 

A maior dúvida dos pais é:

O que fazer perante o bullying?

  • Não ignore o sofrimento do seu filho, dizendo para ele esquecer isso ou deixar de lado.

  • Fale com diretores e professores para que estes possam ajudar a extinguir esses comportamentos, sem expor seu filho ou dizer o nome dele. A escola pode fazer ações de conscientização do bullying.

  • Trabalhe a autoestima do seu filho, a maioria das vítimas de Bullying são as crianças tímidas e que demonstram mais fragilidades.

  • É interessante estimular seu filho a se defender, mas sem ser agressivo. Ensine-o a falar com firmeza, sobre o que quer e não aceitar o que não quer.

  • Não brigue com seu filho, se fizer isso ele não falará mais sobre o assunto com você.

Como identificar o Bullying?

Observe os comportamentos do seu filho em casa, se ele se queixa de insônia, tristeza, irritação, dores de cabeça e de barriga.

Se estiver com baixo rendimento escolar, sem vontade de ir à escola e dentre outras características, leve a sério, pois o bullying pode causar efeitos psicológicos como: isolamento, depressão, fobias, transtornos alimentares, transtornos de humor e ansiedade, pensamentos negativos e até o suicídio.

Fique atento também para saber se seu filho não é um agressor.

Esse comportamento também necessita da atenção e dos pais e professores. Geralmente os agressores, apresentam em casa comportamentos hostis, são mais intolerantes e resolvem as situações com agressividade e violência física.

Pode ser que tenham sido vítimas de outros agressores e podem estar vivenciando um conflito, seja de problemas familiares ou de outra ordem.

Neste caso, os pais devem manter um diálogo aberto, não reforçar os comportamentos agressivos.

E buscar ajuda de profissionais como terapeutas, para ajudar a canalizar a agressividade de forma saudável e resolver o possível conflito.

Existem ainda, aquelas crianças que são meras espectadoras, assistem tudo, mas nada fazem.

Elas costumam ter medo dos agressores e passam muita ansiedade e angústia.

Oriente sempre seu filho a não ver uma injustiça e ficar calado.

Diga-o para te contar, mantendo uma relação de confiança e orientando-o para tomar alguma atitude perante uma situação de injustiça.

Tudo o que vemos de injusto e não agimos a respeito nos faz mal.

Seja qual for o caso do seu filho, os pais são responsáveis por promover o equilíbrio emocional dos filhos.

Em nenhum dos casos citados deve deixar isso de lado como se fosse algo natural. Só porque você passou por isso não quer dizer que seu filho tenha que passar.

Se você tem o conhecimento ajude-o a evoluir e se tornar uma pessoa melhor.

Se você já percebeu alguns desses sintomas no seu filho e tem dúvida sobre como lidar com essa situação. Deixe seu comentário!

Dayane Costa Fagundes
Terapeuta

 

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