Como se livrar de pensamentos obsessivos

Os pensamentos obsessivos são aqueles que surgem em nossa mente e insistem em continuar, mesmo quando não queremos que eles apareçam mais. Normalmente, são pensamentos negativos, repetitivos e indesejados e surgem em forma de preocupações, medos, ou pensamentos ruins.

Entre os exemplos de pensamentos obsessivos vemos:
  • Medo de ficar doente ou que isso aconteça com algum amigo ou familiar
  •  Medo de contrair alguma doença
  • Achar que as coisas estão sempre desorganizadas e ter uma necessidade obsessiva de organização e simetria
  • Preocupação excessiva com pequenas coisas (como trancar a porta, desligar o forno,…)

Esses pensamentos podem atrapalhar a rotina do indivíduo, além de gerar muita ansiedade e angústias. Pensando nisso, preparamos uma matéria sobre o que fazer para acabar com os pensamentos obsessivos.

1. Não tente evitar os pensamentos

Geralmente quando esses pensamentos entram em nossa mente, nosso primeiro instinto é sentir algum nível de desconforto e logo em seguida tentar banir as visões indesejadas. Esta é a natureza humana: quando algo é ruim, evitamos. O fogão está quente, então não tocamos nele. Simples, certo? Porém, com o pensamento obsessivo é diferente.

Quando tentamos evitar um pensamento em um estado obsessivo, o cérebro continua nos lembrando sobre o pensamento indesejado, para que não nos esqueçamos de parar de pensar nele. É o mesmo princípio básico por trás de quando alguém te diz para não pensar em algo – como, por exemplo, um elefante rosa – nosso próximo pensamento se torna exatamente o que não devemos pensar.

O segredo é que, como todos os pensamentos, o que estamos ruminando não tem significado por si só. Isto é, se você parar de dar importância a esse pensamento, ele diminuirá a frequência até deixar de aparecer. Quando o pensamento aparecer, não dê importância e tenha consciência de que ele é apenas uma construção de sua mente.

2.Dê um nome ao pensamento

Para parar o pensamento obsessivo em sua mente, antes de tudo é necessário identificar esses pensamentos, isto é, temos que reconhecer nossos padrões antes de conseguirmos mudá-los.

Quando o pensamento voltar, nomeie-o, entendendo de que forma ele aparece em sua mente. Examine esses pensamentos para entender como eles são acionados e como você está respondendo a eles, ou seja, entenda em que contexto aparece e o que isso significa para você.

Tente identificar a causa por trás dos pensamentos para obter alguma perspectiva sobre ele. Se a preocupação, por exemplo, for não receber uma resposta de um amigo ou um possível erro cometido em um teste, pesquise o problema raiz. Isso significa que o problema vai além do que você imagina. Ou seja, se o problema fosse não receber uma mensagem de volta de um amigo, isso poderia significar: “Estou chateado com a forma que meu amigo me tratou da última vez que nos encontramos. Outro exemplo: a ansiedade sobre um teste pode significar: “Tenho medo de fracassar nesta matéria”. Por isso sempre examine as causas por trás do pensamento obsessivo. 

3.Pratique a aceitação

O próximo passo para parar o pensamento obsessivo é a aceitação. Lembre-se de que pensamentos são apenas pensamentos – uma série de neurônios disparando no cérebro, nada mais. À medida que aprendemos a aceitar pensamentos obsessivos, teremos uma chance muito maior de interrompê-los completamente.

Como falamos no item 1, o esforço resultante para evitar, suprimir ou escapar desses pensamentos serve involuntariamente para aumentá-los e fortalecê-los, tornando-os cada vez pior.

Aceitar, em vez de controlar e evitar, é o segredo. Por “aceitação”, não queremos dizer que você deva desistir ou renunciar, mas sim tirar a importância que eles têm em sua vida. Para aceitar pensamentos obsessivos, mantenha sempre sua mente no presente e seja realista sobre o que você faz e o que não tem controle.

Quando você estiver obcecado com o passado ou se preocupando com o futuro, se faça a seguinte pergunta: “Posso fazer algo sobre isso agora?”. Se a resposta for sim, identifique o que você pode fazer e faça. Se a resposta for não, faça o possível para aceitar o que é.

4.Meditação e Mindfulness

O problema dos pensamentos obsessivos pode estar no desconforto que sentimos por não conseguirmos controla-los, e, para isso, nada melhor do que a meditação. Enquanto você trabalha para desafiar as ruminações, nomeando-as e aceitando-as, usar exercícios de meditação e mindfulness pode te ajudar a acabar com as respostas emocionais negativas.

Mindfulness é o ato de limpar seus pensamentos e focar em como a mente e o corpo se sentem no momento presente. Para conseguir isso, a meditação oferece uma série de práticas para nos trazer para o momento presente, o que é um ótimo remédio para a ansiedade.

Quando o pensamento obsessivo entrar em cena, experimente realizar exercícios de respiração profunda, respirando devagar e contando até quatro, prenda a respiração por mais quatro segundos e depois expire para outra contagem de quatro segundos. Além disso, exercícios de aterramento também podem ajudar a quebrar o ciclo de ruminação. Aprecie seu entorno com todos os seus sentidos, identificando, por sua vez, cinco coisas que você vê, ouve, cheira, saboreia e sente para estar no momento “agora”.

5.Para obsessões mais graves

O pensamento obsessivo é uma parte normal da natureza humana, mas também pode ser a marca de uma variedade de doenças mentais, particularmente de transtorno obsessivo-compulsivo, e uma série de outros transtornos de ansiedade.

Se você está lutando contra pensamentos obsessivos perturbadores e persistentes, ou quer uma ajuda extra para administrar o pensamento obsessivo, procure um terapeuta para facilitar esse processo.

Lembre-se de que nossa mente é um lugar poderoso, e quando conseguimos parar de pensar obsessivamente, aceitando os pensamentos, praticando a meditação e obtendo ajuda da terapia, liberamos espaço para criar algo verdadeiramente surpreendente para nós mesmos.

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Fonte:https://www.talkspace.com/blog/2018/06/how-to-stop-obsessive-thinking/

6 atitudes de pessoas “tóxicas”; saiba identificá-las

Todo mundo conhece pessoas que são muito difíceis de lidar, mas você sabe distinguir quando um comportamento difícil se transforma em “tóxico”? Pessoas tóxicas são aquelas que nos causam sentimentos ruins e negativos e podem afetar nosso dia a dia. Essas pessoas costumam ter atitudes padrões que permitem identificá-las. Veja a seguir quais são esses comportamentos e descubra se você convive com “pessoas tóxicas”.

Comportamentos de uma pessoa tóxica

1.Culpar o outro

Pessoas tóxicas culpam os outros incessantemente e parecem incapazes de assumir responsabilidade por qualquer problema. Elas têm sempre explicações elaboradas de porque não são culpadas, mesmo quando tais justificativas parecem mentiras óbvias para aqueles que as cercam.

  1. Agressão passiva

Nem sempre pessoas tóxicas são agressivas, mas, às vezes, elas dão pequenas “cutucadas”, como indiretas ou foras, por exemplo, quando estão com raiva ou chateadas. Porém, quando questionadas sobre esse comportamento, essas pessoas costumam negar que isso aconteceu.

  1. Críticas

Pessoas tóxicas constantemente criticam os outros, seja devido a aparência, personalidade, comportamento ou qualquer outra coisa que chame a atenção delas. Se essa crítica for dirigida a você por longos períodos de tempo, isso pode afetar bastante sua auto-estima. Quanto mais jovem e/ou mais sensível você estiver no momento que receber essa crítica, mais grave será o impacto que ela terá em seu senso de identidade.

  1. Manipulação

Pessoas tóxicas manipulam os outros para conseguir o que querem com bastante frequência. Elas conseguem fazer com que você sinta sempre que lhes deve algo ou em outros casos, te magoam e em seguida, dizem que fazem tudo por você. A manipulação pode ser evidente ou sutil, mas é sempre prejudicial.

  1. Negatividade

Pessoas tóxicas parecem completamente incapazes de desfrutar de qualquer coisa na vida. Quando os outros tentam compartilhar alguma novidade, eles são recebidos com cinismo e condescendência. Um exemplo é um colega de trabalho que vê que você está envolvido em um relacionamento e faz um comentário crítico sobre a instituição do casamento e a frequência do divórcio. Outro é um membro da família que lhe diz que sua perda de peso não vai durar por muito tempo porque “dietas nunca funcionam”.

  1. Chantagem emocional

Fazer chantagem emocional é uma atitude comum de pessoas tóxicas. Elas regularmente farão com que você tenha que escolher entre elas ou alguma outra coisa, tentando te persuadir a escolher elas. “Se você gostasse de mim, você faria isso”, “Se você é meu amigo de verdade, vai fazer isso por mim”, são exemplos de frases comuns da chantagem emocional

Soluções saudáveis ​​para lidar com pessoas tóxicas

Se você identificou algum amigo, membro da família ou colega de trabalho nas descrições acima, é importante elaborar um plano para lidar com eles de maneira saudável. É muito útil ter empatia com essas pessoas e entender o porquê delas serem do jeito que são. Isso não significa que você tenha que interagir com elas, mas as pessoas não nascem “tóxicas”, em geral, ficam assim ao observarem esse comportamento em casa quando criança ou por sofrerem alguma forma de abuso.

Estabelecer limites com pessoas tóxicas é essencial, embora possa ser muito desafiador. Trabalhar com um terapeuta é uma ótima maneira de explorar como você pode estabelecer limites que funcionem para você, o que pode significar falar com a pessoa apenas em determinados momentos ou cortar o contato de vez. Você precisará definir seus limites e entender o quanto isso está afetando a sua saúde mental.

Fonte: https://www.talkspace.com/blog/2018/04/6-traits-toxic-people/

Quer saber mais sobre relacionamentos? Veja como diferenciar uma briga comum de agressão e abuso verbal.

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Muito ciúmes? Veja como isso pode atrapalhar sua relação

O ciúmes é uma emoção comum aos seres humanos, que demonstra que você valoriza seu parceiro, considera-o atraente para os outros e não quer perdê-lo. Porém, até que ponto esse sentimento é positivo?

Como nada ao extremo é bom, ser uma pessoa muito ciumenta pode demonstrar insegurança e até mesmo prejudicar seu relacionamento. Veja a seguir como o ciúmes pode se tornar um problema na relação.

O “causador” do ciúmes

Como falamos anteriormente, um pouco de ciúmes é normal e até saudável, mas os problemas começam quando o ciúmes se torna mais intenso e menos controlado.

Normalmente, quando um dos parceiros tem ciúmes em excesso, a outra pessoa da relação pode acabar se sentindo controlada e ressentida. Normalmente, costumam sentir que não podem ir a lugar nenhum ou fazer qualquer coisa sem que seu parceiro fique chateado ou com inveja. As menores e mais inocentes interações sociais são analisadas e a pessoa se sente acusada e violada. As restrições que o parceiro ciumento lhes impõe podem incomodar bastante.

O ciumento

Por outro lado, se o que “causa” o ciúmes sofre, o parceiro ciumento pode sofrer ainda mais. Ele se sente constantemente atormentado pela ideia de que o parceiro está o traindo.

Muitas vezes, a pessoa é muito insegura e não se sente confiante de que merece amor. Não importa o quanto o outro demonstre seus sentimentos, a insegurança dessas pessoas costuma ser tão grande que nenhuma garantia pode tranquilizá-los.

É possível que esse parceiro tenha sido abandonado ou negligenciado na infância por um dos pais, seja física ou emocionalmente, e o ciúmes é parte de um padrão de todos os seus relacionamentos íntimos (às vezes aparece também nas amizades).

A dinâmica do ciúmes na relação

Quando um dos parceiros costuma ser muito ciumento, isso pode afetar a relação, causando brigas constantes que param apenas quando a pessoa – objeto do ciúmes, decide se isolar de interesses externos e de seus amigos para acalmar o parceiro com ciúmes.

Sinais que você e seu parceiro devem procurar terapia de casal:

  • O parceiro sente que perdeu sua liberdade devido ao ciúmes da outra pessoa;
  • O casal briga com frequência por ciúmes de uma terceira pessoa ou sempre que o parceiro sai com amigos;
  • O parceiro ciumento fuxica o telefone do outro, computador ou faz outros tipos de “espionagem”;
  • Os parceiros começam a acusar uns aos outros de mentir regularmente.

Como salvar um relacionamento prejudicado pelo ciúmes

Se este artigo descreve o seu relacionamento, encoraje seu parceiro ciumento a procurar um terapeuta. Se o problema afetar a relação de vocês, uma terapia de casal pode ser uma boa forma de salvar o que foi destruído pelo ciúmes.

A terapia tanto de casal como individual pode ser muito útil para ajuda-los a entender o que é um relacionamento saudável e como mudar essa dinâmica de tal forma que não seja mais preciso lutar contra o ciúmes e sofrer o tempo todo.

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Fonte:https://www.talkspace.com/blog/2018/05/relationship-jealousy-damaging-mental-health/