Compulsão: O que é compulsão? Quais os tipos?

Compulsão: O que é compulsão? Quais os tipos de compulsão?

O que é compulsão?

A compulsão acontece quando temos um desejo incontrolável de fazer algo.

Em outras palavras, pode-se dizer que ela se caracteriza por uma obsessão de algo ou a repetição excessiva e desnecessária de uma ação.

No dia-a-dia escutamos certas afirmações como as seguintes:

“Sente compulsão por álcool” ou “Sua compulsão por sexo pode lhe trazer problemas”, “A compulsão alimentar gera prejuízos à sua saúde”.

Muitas pessoas procuram os consultórios terapêuticos em busca de solucionar uma compulsão por: Tabaco, álcool, drogas, sexo, comida, compras etc.

A pessoa que tem comportamentos compulsivos, normalmente está tentando compensar um estresse, afastar uma ameaça, eliminar a ansiedade ou mesmo para obter prazer ou satisfação.

Quais os tipos de compulsão?

Vamos deixar aqui vários exemplos de compulsões, para que tenhamos consciência do quanto é importante tratar desse ato:

  • Lavar as mãos repetidas vezes para proteger-se de germes ou contaminação;
  • Verificar repetidamente a porta, as janelas, gás, fogão para ter certeza de que está seguro;
  • Alinhar os objetos para que fiquem simétricos ou na posição exata;
  • Acumular ou armazenar objetos sem utilidade e não conseguir descartá-los;
  • Arrancar cabelos, roer unhas, beliscar-se;
  • Jogar patologicamente;
  • Consumir repetidamente álcool, drogas, comida em excesso.
  • Repetições variadas: tocar, olhar fixamente, bater de leve, raspar, estalar os dedos ou as articulações, sentar e levantar, o entrar e sair de uma peça ou azulejo, fazer um gesto (como o sinal da cruz).

As compulsões também podem ser mentais como: contar, rezar, repetir palavras ou frases, repassar argumentos mentalmente.

Qual o tratamento para a compulsão?

Independente de qual seja a compulsão é preciso procurar ajuda terapêutica, pois, se a compulsão não for trabalhada pode gerar sérios prejuízos na vida de qualquer ser humano.

O tratamento mais indicado para compulsões é a terapia cognitivo-comportamental, que vai em busca de confrontar o problema e eliminar o comportamento indesejável.

Se você tem uma compulsão que atrapalha a sua vida, o seu cotidiano busque ajuda terapêutica.

 

Dayane Fagundes

 

FalaFreud é o melhor caminho para a terapia de forma fácil, acessível e conveniente para aqueles que procuram uma vida melhor. Você pode se conectar com um terapeuta do conforto e privacidade da sua casa usando o seu smartphone, baixe o nosso aplicativo em http://www.falafreud.com/ e converse hoje mesmo com um terapeuta.

Bullying: Preocupações de pais com filhos na escola

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Ter filhos na escola, pode ser sinônimo de preocupações, e uma delas é o Bullying. Não é verdade?

Se seu filho diz: ” Não quero mãe! Não quero ir a escola, porque estou com dor de cabeça, dor de barriga…”.

E se essas queixas forem frequentes, cuidado, pensem duas vezes antes de castigar seu filho ou achar que está sendo preguiçoso.

Ele pode estar sendo vítima de Bullying.

O que é o Bullying?

O Bullying se caracteriza por ações agressivas, verbais ou físicas intencionais e de forma repetitiva que ocorrem sem motivação evidente,.

Podendo ser feito por um ou mais indivíduos e causa muito sofrimento e frustração nas vítimas.

Tipos de Bullying?

Uma das grandes preocupações dos pais é perceber se o seu filho sofre de Bullying, afinal algumas vezes essas ações são vistas como brincadeiras.

O medidor para diferenciar uma brincadeira do bullying, seria quando os apelido e chacotas são sentidos como ofensas, e não como algo engraçado.

A maioria das vítimas sofrem caladas por muito tempo, elas têm vergonha, medo das consequências, e algumas vezes falta oportunidade de diálogo tanto com pais quanto com os professores.

Segundo o Programa de Combate à Intimidação Sistemática,  criado no Senado, existem oito tipos de Bullying:

  • Físico: Violência física como dar socos, chutes ou bater em um colega várias vezes.

  • Psicológico: Perseguir, amedrontar,  manipular, intimidar, dominar, coagir o colega.

  • Moral: Depreciar, caluniar ou espalhar um boato sobre uma pessoa.

  • Verbal: Provocar ou xingar de forma repetitiva ou criar apelidos que envergonham os colegas.

  • Sexual: Assediar, importunar ou abusar de alguém.

  • Social: Ignorar, alienar ou excluir constantemente um colega do convívio social.

  • Material: Furtar, roubar ou estragar intencionalmente os pertences de alguém

  • Virtual: Humilhar os colegas via internet, enviar mensagens que invadem a intimidade, usurpar fotos e dados pessoais provocando sofrimento e constrangimento.

 

A maior dúvida dos pais é:

O que fazer perante o bullying?

  • Não ignore o sofrimento do seu filho, dizendo para ele esquecer isso ou deixar de lado.

  • Fale com diretores e professores para que estes possam ajudar a extinguir esses comportamentos, sem expor seu filho ou dizer o nome dele. A escola pode fazer ações de conscientização do bullying.

  • Trabalhe a autoestima do seu filho, a maioria das vítimas de Bullying são as crianças tímidas e que demonstram mais fragilidades.

  • É interessante estimular seu filho a se defender, mas sem ser agressivo. Ensine-o a falar com firmeza, sobre o que quer e não aceitar o que não quer.

  • Não brigue com seu filho, se fizer isso ele não falará mais sobre o assunto com você.

Como identificar o Bullying?

Observe os comportamentos do seu filho em casa, se ele se queixa de insônia, tristeza, irritação, dores de cabeça e de barriga.

Se estiver com baixo rendimento escolar, sem vontade de ir à escola e dentre outras características, leve a sério, pois o bullying pode causar efeitos psicológicos como: isolamento, depressão, fobias, transtornos alimentares, transtornos de humor e ansiedade, pensamentos negativos e até o suicídio.

Fique atento também para saber se seu filho não é um agressor.

Esse comportamento também necessita da atenção e dos pais e professores. Geralmente os agressores, apresentam em casa comportamentos hostis, são mais intolerantes e resolvem as situações com agressividade e violência física.

Pode ser que tenham sido vítimas de outros agressores e podem estar vivenciando um conflito, seja de problemas familiares ou de outra ordem.

Neste caso, os pais devem manter um diálogo aberto, não reforçar os comportamentos agressivos.

E buscar ajuda de profissionais como terapeutas, para ajudar a canalizar a agressividade de forma saudável e resolver o possível conflito.

Existem ainda, aquelas crianças que são meras espectadoras, assistem tudo, mas nada fazem.

Elas costumam ter medo dos agressores e passam muita ansiedade e angústia.

Oriente sempre seu filho a não ver uma injustiça e ficar calado.

Diga-o para te contar, mantendo uma relação de confiança e orientando-o para tomar alguma atitude perante uma situação de injustiça.

Tudo o que vemos de injusto e não agimos a respeito nos faz mal.

Seja qual for o caso do seu filho, os pais são responsáveis por promover o equilíbrio emocional dos filhos.

Em nenhum dos casos citados deve deixar isso de lado como se fosse algo natural. Só porque você passou por isso não quer dizer que seu filho tenha que passar.

Se você tem o conhecimento ajude-o a evoluir e se tornar uma pessoa melhor.

Se você já percebeu alguns desses sintomas no seu filho e tem dúvida sobre como lidar com essa situação. Deixe seu comentário!

Dayane Costa Fagundes
Terapeuta

 

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As diferenças entre ataque de ansiedade e ataque de pânico.

ansiedade e pânico

Saber a diferença entre um ataque de ansiedade e ataque de pânico, é mais do que uma questão de semântica. O conhecimento pode moldar o curso de sua saúde mental.

Se você não sabe qual está tendo, será difícil encontrar o tratamento adequado ou desenvolver habilidades úteis para enfrentá-lo. E pode perder tempo abordando problemas errados.

Então vamos começar a diferenciá-los.

1- Ataque de ansiedade

Ataque de ansiedade” é, na verdade, um termo coloquial criado  para descrever períodos intensos ou prolongados de ansiedade.

Um ataque de ansiedade é mais intenso do que um mero sentimento de ansiedade, pode durar entre minutos e horas, mesmo dias e semanas.

Mas não é tão intenso quanto um ataque de pânico.

2- Sintomas do Ataque de Ansiedade

Geralmente, carrega um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Inquietude
  • Sentindo-se no limite
  • Sendo facilmente cansado
  • Dificuldade em concentrar
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dificuldade em controlar preocupações
  • Problemas de sono (dificuldade em iniciar o sono, de se manter dormindo, ou sono inquieto e insatisfatório)

O terapeuta Ginger Poag definiu um ataque de ansiedade como “um periodo de apreensão sobre possíveis eventos futuros”. Às vezes, um ataque de ansiedade é o prelúdio de um ataque de pânico.

Ao contrário dos ataques de pânico, os ataques de ansiedade não são necessariamente sinais de transtorno de ansiedade.

A ansiedade é uma resposta natural a certos estímulos ou situações, e os ataques de ansiedade são apenas formas mais intensas dessa emoção.

3- Ataque de pânico

Os ataques de pânico são fáceis de definir porque existe um consenso clínico sobre a definição.

“Um ataque de pânico é um episódio súbito de medo intenso que desencadeia reações físicas severas quando não há perigo real ou causa aparente”.

4- Sintomas do Ataque de pânico

Assim como o ataque de ansiedade, geralmente têm pelo menos alguns dos seguintes sintomas:

  • Sensação de ameaça ou perigo iminente
  • Medo de perda de controle ou morte
  • Freqüência cardíaca rápida e pulsante
  • Sudorese
  • Tremendeira
  • Falta de respiração ou aperto na garganta
  • Arrepios
  • Ondas de calor
  • Náusea
  • Cólica abdominal ou diarréia
  • Dor no peito
  • Dor de cabeça
  • Tonturas ou fraqueza
  • Sensação de entorpecimento ou formigamento
  • Sensação de irrealidade ou alienação

Estes sintomas geralmente duram 10-15 minutos. Às vezes, a pessoa que está passando pelo ataque, pensa que está tendo um ataque cardíaco.

Com ataques de pânico, as pessoas geralmente sentem uma sensação de ameaça imediata. Isso faz com que eles sintam desespero e peçam ajuda, tentando escapar da dificuldade em que estão.

Às vezes, as pessoas só têm um ou dois ataques de pânico em suas vidas. Eles geralmente ocorrem sob grandes quantidades de estresse ou pressão.

A ocorrência repetida de ataques de pânico geralmente é um sintoma de transtorno de pânico. Se você tiver esse problema, considere trabalhar com um profissional de saúde mental.

Certos eventos traumáticos podem, eventualmente, fazer com que alguém desenvolva transtorno de pânico.

5- Ataque de ansiedade x Ataque de pânico

Fizemos um quadro resumo para que você possa comparar as principais diferenças entre os ataques.

diferença entre ataque de ansiedade e ataque de pânico

 

Por que precisamos nos certificar de que as pessoas compreendam a diferença?

As pessoas que lidam com ataques de ansiedade ou ataques de pânico muitas vezes cometem erros ao dizer que ambos são a mesma coisa.

Alguns sofrem de ataques de pânico, mas usam o termo “ataque de ansiedade” para descrever seus sintomas e vice-versa.

Esta confusão é a razão pela qual potenciais clientes de terapia e outros sofredores de ansiedade, precisam se educar ou trabalhar com um especialista em ansiedade.

Se você não entender os termos e suas diferenças, você pode acabar tratando um transtorno de pânico que você realmente não possui.

No pior dos casos, você pode tornar-se dependente de uma medicação que não precisa. É por isso que é vital procurar informações sobre sua condição específica e trabalhar com alguém que conheça os desafios que a condição apresenta.

 

Equipe FalaFreud

 

 

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