Tempo sozinho: Porque é importante ter e como reivindicá-lo.

Beneficios de passar um tempo sozinho

Passar um tempo sozinho… Geralmente encaramos como sendo uma coisa muito ruim. E muitas vezes fugimos deste momento, por medo de encarar nós mesmos e por achar que isso é sinônimo de solidão.

Por isso, agarramos a qualquer oportunidade (até mesmo  virtualmente) para estar na companhia de alguém.

Mas estou aqui hoje, para desfazer essa ideia de que passar um tempo sozinho é uma coisa terrível e para mostrar que não tem nada a ver com solidão. Até porque você pode estar rodeado de pessoas e estar solitário. Não é verdade?

O que vamos falar hoje é sobre solitude, que é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, mas que implica numa escolha consciente.

Claro que conexão com pessoas é muito importante. Ela é um indicador de saúde e felicidade. Até porque, estudos indicam que o isolamento social é mais perigoso para sua saúde do que a obesidade, aumentando seu risco de morte prematura em mais de 14%.

Mas como tudo na vida é o equilíbrio, essa situação não seria diferente.

Conecte-se com outras pessoas mas tenha um tempo só seu, também.

Por que o Tempo Sozinho é tão Crucial?

Para os introvertidos, o tempo é crucial para recarregar. Mas todos, mesmo os extrovertidos, se beneficiam mentalmente de momentos gastos sozinhos.

Ter um tempo sozinho, limpa nossa mente, nos dá foco, recarrega nossos corpos, nos centra e nos dá clareza.

Então considere a solitude como uma ferramenta, que nos ajuda reconectar com quem somos e quem queremos ser. E que por sua vez, aumenta nossos relacionamentos e o que podemos oferecer aos que amamos e encontramos.

Para aqueles com família, o tempo sozinho pode parecer uma mercadoria escassa ou pode lhe fazer sentir egoísta.

Mas uma vez que percebe, que você se torna uma pessoa mais valiosa e agregadora quando se desconecta, por alguns minutos que seja, torna-se muito mais fácil priorizar e dar-se permissão de sentir essa descoberta em busca do autoconhecimento.

Quer saber como criar mais tempo sozinho? Aí vão quatro dicas fáceis e simples:

1- Desligue

Desligue seu telefone enquanto dorme ou até mesmo no final do dia. Não no silencioso ou no “não perturbe”, mas completamente desligado.

Isso permite que você se desconecte verdadeiramente e evita a tentação de verificar mensagens ou e-mails.

2- Programe datas com você mesmo

É uma maneira de recuperar o controle, para fazer o que você quiser e como você quiser. Quando sentimos essa sensação de controle, estamos mais felizes. Seu dia solitário pode ser uma sessão de cinema, surf ou uma caminhada na floresta, ou talvez se perca nas páginas de um livro. Seja qual for, agende-o, faça isso propositalmente e regularmente.

3- Refletir

Ás vezes, precisamos reconhecer o benefício de algo, antes de podermos priorizá-lo.

Identifique as maneiras que você deseja gastar seu tempo sozinho (na natureza, meditando, etc…) e reflita sobre como se sentiu antes e depois.

4- Livre-se da culpa.

Muitas pessoas, principalmente aquelas que têm filhos se sentem culpadas de ter os seus momentos.

Depois de se tornarem pais as pessoas esquecem de si mesmas e não encontram esse tempo precioso para sua qualidade de vida, porque estão tão imersas com o novo papel pai ou mãe, que qualquer movimento longe do filho gera culpa.

Livre-se desse sentimento, seus filhos precisam de país saudáveis e para isso é preciso ter a solitude.

O que achou? Vai tentar aplicar isso na sua vida?

Ao assumir o controle do seu tempo e priorizar o tempo sozinho, você será mais produtivo e melhor se conectará com amigos, familiares e colegas. Pense nisso.

 

Carolina Mota
Equipe FalaFreud

 

FalaFreud é o melhor caminho para a terapia de forma fácil, acessível e conveniente para aqueles que procuram uma vida melhor. Você pode se conectar com um terapeuta do conforto e privacidade da sua casa usando o seu smartphone, baixe o nosso aplicativo em http://www.falafreud.com/ e converse hoje mesmo com um terapeuta.

Como usar a informática a favor da sua saúde mental?

Informática, tecnologia na saúde mental

A informática traz maravilhas para nossas vidas. Claro que, como tudo que é bom, é preciso ter cautela e saber usá-la com equilíbrio.

Usar os meios de informática, de forma desestruturada pode prejudicar a saúde mental de qualquer pessoa.

Por isso deixaremos hoje dicas de como aproveitar a informática da melhor forma possível e usá-la a seu favor.

1 – Cuidado com o tempo que passa no computador, tv e celular.

O excesso de tecnologia, esgota o cérebro do mesmo modo como acontece com a

depressão e como acontece com o uso de algumas drogas, que dão muita empolgação para depois deprimir.

2 – Imagens e informações negativas podem afetar diretamente o seu humor e motivação.

Tente não acessar imagens negativas, de acidentes ou qualquer coisa, que façam acionar em você sentimentos negativos. E quando isso chegar até você, não compartilhe com ninguém, pois você estará fazendo mal às pessoas também.

3 – Organize o seu dia para acessar os conteúdos, nos horários que beneficiam sua saúde mental.

A hora de ver notícias e informações importantes pode ser no começo do dia. No final do dia tire um tempo apenas para ver algo bom e relaxar.

4 – Se desconecte de qualquer meio de informática pelo menos 2 horas antes de dormir.

Quanto mais tempo você passa em computador, tv ou celular, mais estará estimulando seu cérebro, que terá dificuldades em desacelerar e assim pode provocar insônia ou um sono agitado, que não será regenerador.

5 – Use a informática para o seu bem-estar.

Use a informática com sabedoria e ela poderá te ajudar a estruturar seu emocional acionando sentimentos de motivação, alegria e prazer que te levarão a ter mais saúde física e mental.

Você pode ver palestras motivacionais, filmes edificantes, aprender a meditar, e até fazer terapia online. Use seu tempo com a informática para se conhecer e aprimorar o seu eu.

 

Dayane Fagundes
Terapeuta

 

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Arte na terapia: Uma forma de enfrentar a depressão.

arte terapia contra Depressão

A arte é uma ferramenta importante no processo da terapia, principalmente nos casos de depressão.

Ela pode ser usada para expressar o que estamos sentindo, além de despertar nosso poder criativo, que muitas vezes inibimos durante a vida.

Todos os seres humanos precisam falar, expressar seus sentimentos.

Mas muitas vezes, temos dificuldade em dizer como estamos nos sentindo. Não é verdade?

O indivíduo que tem depressão costuma guardar algumas emoções, sem elaborar isso de forma assertiva. E a arte pode ser um caminho de expressão daquilo que está guardado.

Por esse motivo, é muito eficaz no tratamento da depressão e pode gerar excelentes resultados, sendo usada na expressão de sentimentos, pensamentos, ideias, fantasias e traumas mal elaborados.

A arte estimula o indivíduo ao autoconhecimento, o que facilita o processo de cura.

 

Existem vários tipos de manifestações da arte, seja por desenho, pintura, música, poesia, teatro, dança, escultura, etc.

Vários artistas famosos como Van Gogh e Leo Tolstoy, apresentavam quadros de depressão. E atualmente existe um jovem fotógrafo, chamado Christian Hopkins que usou a fotografia como forma de expressão e de enfrentar a depressão.

Uma dica para quem quer começar a usar a arte na expressão de suas emoções, escrever e desenhar está ao alcance de todos e é um bom começo.

Expressar como está se sentindo através desses recursos, pode trazer alívio e gerar mais consciência de si mesmo.

Aproveite as dicas, experimente e nos conte como foi a experiência!  

Leia também nosso teste de depressão e não esqueça que estamos aqui para te ajudar.

 

Dayane Costa Fagundes
Terapeuta

 

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Credito Foto: Alice Achterhof

Como a televisão pode influenciar suas emoções?

televisão pode causar problemas emocionais

Assistir televisão é um dos hobbies mais comuns que existe. Quem é que não gosta de ficar esparramado no sofá, vendo algo na Tv?

Mas é preciso ter atenção, pois ao mesmo tempo que ela pode ampliar nossa visão de mundo, também pode ser a causadora de vários problemas emocionais. Por isso devemos ser bem críticos no hora de escolher algo para assistir.

Tudo que vemos ou ouvimos, interfere no nosso modo de sentir. Portanto, as mensagens passadas na televisão, quando forem negativas, podem acionar em nós, sentimentos como a tristeza, a raiva e várias outras emoções negativas.

Quando escolhemos um programa que relata tragédias, drogas, situações traumáticas, dramas, traições, maldades, etc… Estamos acionando no nosso inconsciente, toda a dor e emoções que a história transmite.

Tanto que existem casos, de artistas que interpretam vilões e são agredidos (fisicamente ou verbalmente) por pessoas na rua. Claro, que esse é um caso extremo. Mas, fazendo uma analogia, tudo que vemos na televisão é sentido por nós. E o que você viu de manhã ecoa na sua mente por dias ou até meses.

Programas ou notícias sensacionalistas são um ótimo exemplo do que estamos falando. O foco desse tipo de programa, é mostrar tragédias, violência e enfatizar a dor do outro ser humano. O que não faz nada bem para o corpo e mente dos espectadores.

Se comover com a dor do outro é ser empático, humano. Mas ficar assistindo negatividade todos os dias na televisão, é acionar um esquema de sofrimento no cérebro que só trará prejuízos.Podendo se tornar uma pessoa que só fala de tragédia e coisas ruins; Além de começar a sentir tristeza e desânimos sem motivos aparente. E quando se der conta, as pessoas à sua volta começarão a falar que você só fala de tragédias e que se tornou uma pessoa negativa.

Ninguém gosta de ouvir noticias desagradáveis, pois afeta diretamente nossas emoções e saúde mental.

Portanto, a televisão é um meio de comunicação que nos conecta com muitas alegrias e informações valiosas, que agregam de forma positiva. Mas também podem trazer problemas emocionais.

Então antes de parar e assistir qualquer coisa na televisão, faça as seguintes perguntas:  Assistir esse programa vai ser bom pra mim? Vai me fazer bem?

Deixe entrar na sua casa apenas coisas boas. Faça um teste, veja programas bons e alegres, durante uma semana. Você terá assuntos bons, que levará o bem-estar até as pessoas. E assim a sua energia ficará melhor e as pessoas na sua casa também.

Conta pra gente como foi esse teste.

Equipe FalaFreud

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Por que pagar por terapia, se eu posso comprar livros de autoajuda?

terapia vs auto ajuda

Por muitas vezes, numa brincadeira entre amigos ou até numa briga, frases como: “Vai se tratar!” ou “Vai fazer uma terapia!”, aparecem como algo pejorativo; A saúde mental ainda é muito marginalizada e muitas vezes deixada de lado, não é verdade?

Eu, como gerente de um blog para uma empresa de terapia online, que faz terapia por vídeo pois moro no Canada e minha terapeuta fica no Brasil, frequentemente incentivo meus amigos, familiares e conhecidos a fazerem sessões com um terapeuta, pois acho realmente que todos nós precisamos de uma orientação terapêutica.

A terapia melhorou a minha saúde mental, a minha qualidade de vida, além de ajudar a me entender melhor e a saber lidar com as situações da vida.Mas infelizmente, algumas das pessoas que eu falo sobre terapia, ignoram esse incentivo, onde o argumento mais comum de recusa é:

“Por que eu pagaria tanto por terapia, se eu posso comprar um monte de livros de autoajuda?”

Essa comparação não faz muito sentido, mas é válida. É verdade que existem semelhanças entre ir à terapia e ler livros de autoajuda; Ambos ajudam as pessoas a tornarem-se melhores versões de si mesmas e a viverem vidas mais felizes.

Até existem milhares de livros de autoajuda para questões que os terapeutas freqüentemente atendem clientes com: doenças mentais e saúde, relacionamentos, vícios, sofrimento, trauma – tudo o que você poderia pensar e muito mais.

terapia ou auto ajuda

Comparando a terapia com os livros de autoajuda, você ignora os benefícios únicos de trabalhar com um terapeuta. Livros de autoajuda têm limitações inerentes; Os autores não estão escrevendo os livros apenas para você, eles esperam que pelo menos um pouco de seu conselho se aplique a sua situação,o suficiente para sentir como se o livro valesse a pena comprar.

Agora imagine uma biblioteca ilimitada cheia de livros de autoajuda, uma biblioteca que lança as edições atualizadas dos livros, toda vez que sua vida muda. Os autores escreveram todos esses livros para você, apenas você. Essa é uma bela analogia do que seria uma terapia, onde os autores são os terapeutas que te mantém consciente, responsável pelas suas ações e de forma bem sutil, te mantém no caminho.

Talvez os livros de autoajuda, façam você se sentir melhor temporariamente, mas na verdade não o ajudam no longo prazo. Já o terapeuta, é mais provável de ser qualificado e ajudá-lo a fazer mudanças positivas a longo prazo.

Não sou contra aos livros de autoajuda de forma alguma, até porque li muitos na minha adolescência, mas acho que eles não podem substituir um ser humano treinado e dedicado a orientá-lo em tempos difíceis e a transformá-lo numa versão melhor e mais feliz de você.

Definitivamente a terapia fornece mais valor do que os livros de autoajuda. O obstáculo para muitas pessoas é que eles precisam pagar mais por esse valor.

Um livro de autoajuda custa em média R$ 25, menos ainda se você comprar um e-book ou um livro usado. Por outro lado, a terapia é uma despesa recorrente que pode facilmente exceder R$ 500 por mês. Mesmo que as pessoas estejam abertas à terapia e entendam que é mais valiosa do que um livro de autoajuda, elas podem não ter recursos para isso.

Felizmente, há métodos para ter uma terapia acessível. Admito que eles ainda são mais caros que os livros de autoajuda. Cabe a você decidir o valor da sua saúde mental e quanto de dinheiro, é possível gastar nesta atividade.

 

Carolina Mota
Equipe Fala Freud

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Dica para melhorar a sua vida aplicando o “Mindfulness” ao seu cotidiano.

consciencia Plena, Mindfulness ou atenção plena

O mindfulness ou atenção plena, é uma teoria que traz a nossa consciência para o momento presente e que nos faz enxergar o quanto estamos automatizando ações importantes do nosso dia a dia; E que com isso deixamos de sentir, de ter prazer em pequenas coisas que fazem toda a diferença na nossa motivação e felicidade.

Por isso hoje nesse post, vamos dar um exercício de mindfulness para você aplicar no seu dia a dia e aprender a saborear os pequenos prazeres da vida. Mas antes queremos que entenda o que está fazendo sem a menor consciência.

mindfulness
Ilustração: Fala Freud

 

A mente humana tem grande capacidade de adaptação e aprendizado. Por esse motivo estamos vivendo cada vez mais no piloto automático.

Acordamos, escovamos os dentes, tomamos café e vamos ao trabalho, sem ao menos perceber nenhuma dessas atividades. Por que isso acontece? Porque aquilo que fazemos várias vezes é automatizado pelo nosso sistema.

As primeiras vezes que passar a marcha em um carro, terá que prestar bastante atenção e provavelmente sentirá um pouco de dificuldade. Mas com o tempo, passar marcha se torna algo tão natural que será tido como automático pelo seu cérebro e você não precisará se esforçar para isso.

Outro exemplo, são os trajetos que fazemos no nosso dia a dia, que mal percebemos como chegamos ao destino ou quando temos que ir a outro lugar e de repente “acordamos” e percebemos que estamos no trajeto de sempre.

Quando entramos no piloto automático, temos uma tendência a não ter prazer nas nossas vivências. Os dias parecem iguais e quase nada te faz feliz.

Se você tem se sentido assim, vamos deixar aqui uma técnica de mindfulness, para começar a voltar a sua mente para seus 5 sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato). Se aprender a trabalhar com seus sentidos, verá a vida com uma lente colorida e não preto e branco.

 

atençao plena plena
Photocredit:Blogspot.com

 

Exercicio:

O exercício de hoje é bem simples; Ao tomar banho, observe que sua mente sempre está em algum lugar, menos naquilo que você está fazendo no momento, ou seja, no banho.

Você pensa no seu dia, no que aconteceu ou no que vai fazer daqui a pouco e não aproveita a sensação de ter a água com a temperatura que deseja caindo sobre seu corpo e te proporcionando bem-estar.

Portanto, preste atenção na água, na temperatura, na sensação boa que é poder ter esse momento para relaxar a tensão do dia, sem pensar nela. Pense apenas que essa água está limpando toda a negatividade e está fazendo muito bem ao seu corpo.

Para ajudar a se concentrar, use seus sentidos, direcione o olhar para o sabão, para seus movimentos ao encostar em si mesmo; Sinta como pode ser prazeroso e relaxante quando você direciona sua mente para isso.

Se o pensamento fugir, volte para o momento, pense em como é bom poder tomar um banho e se sentir relaxado (a). Neste momento mentalize apenas bons pensamentos, como o de que a água está levando todo o cansaço do seu dia, trazendo equilíbrio e cura.

 

Pequenas atividades do nosso dia-a-dia, podem ser trabalhadas para que percebamos o quanto estamos vivendo alienados de pequenos prazeres que a vida nos proporciona.

Esse exercício acima foi apenas um exemplo, de muitas atividades que realizamos no automático. Comemos sem perceber, trabalhamos sem prestar atenção, não conseguimos nem dormir direito por não aprender a desligar nossa mente do automático, a mente continua funcionando em ritmo acelerado à noite.

O tratamento direcionado para a atenção plena, pode ajudar muito no emagrecimento, na insônia, na ansiedade e em muitas outras questões. Ele busca equilibrar a mente e os pensamentos, organizando-os sem termos que sair do nosso cotidiano para isso.

 

Dayane Costa Fagundes

Terapeuta

 

 

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Como ’13 Reasons Why’ nos alerta das metáforas do desespero adolescente

“Oi, é a Hannah. Hannah Baker.”

Assim começam as últimas palavras da protagonista de 13 Reasons Why, produção original da Netflix que estreou na última sexta-feira (31).

Nó na garganta para uns, ameaça para outros, a desconfortável despedida de Hannah é um convite urgente da série para pensarmos os efeitos das palavras na vivência adolescente em um contexto de emoções subestimadas.

A gravação, deixada em analógicas fitas K7, lista os 13 motivos pelos quais Hannah, de 17 anos, decidiu terminar seu sofrimento com um suicídio. Cada motivo corresponde a um episódio.

Apesar de este texto conter alguns spoilers, o suicídio não é um deles. É a premissa da narrativa, baseada no livro homônimo de Jay Asher, de 2007, e que no Brasil foi lançado com o título Os 13 Porquês (Ática, 2009).

Enquanto o colega Clay Jensen, de 17 anos, ouve as fitas, acompanhamos a trajetória de Hannah, do próprio Clay e de alguns alunos na Liberty High School e nos espaços que orbitam a escola de ensino médio, como a lanchonete frequentada por eles (Monet’s), as festas e as casas de cada um.

Dois lares são especialmente abordados: o dos pais de Hannah, enlutados e marcados pela ausência brutal da única filha, e da família de Clay, cujos pais tentam traçar alguma comunicação com o filho que nada revela.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Com sua trama e linguagem adolescentes, 13 Reasons Why à primeira vista pode parecer uma novelinha de angústias particulares, mas desenvolve profundidade e temáticas obrigatórias não só para pais de crianças e adolescentes, como também para a sociedade como um todo.

Nos EUA, a assustadora recorrência de tiroteios em escolas nos leva a pensar em um problema localizado, mas o bullying e o cyberbullying presentes nos colégios brasileiros estão relacionados a desfechos igualmente trágicos, como automutilações, agressões e assassinatos.

Mais do que alarmante, a narrativa é uma tentativa de entendimento do suicídio para fins preventivos e também reflexivos. Sinais que passam despercebidos, metáforas de desespero não assimiladas e sofrimento silenciado costumam vir à tona tardiamente como pedido de ajuda, gerando ainda mais angústia diante do irreversível.

Longe da ficção, Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, um dos adolescentes responsáveis pela tragédia na escola americana Columbine, em 1999, se recrimina por não ter percebido as intenções do filho que, antes de se suicidar, atirou e matou colegas da escola:

Seus amigos mais próximos, garotos com quem ele conviveu todos os dias durante anos, não sabiam quanto ele estava desesperado. Alguns se recusam a acreditar nessa caracterização até hoje. Mas eu era a mãe dele. Eu deveria saber.Sue Klebold, no livro ‘O Acerto de Contas de uma Mãe – A Vida Após a Tragédia de Columbine’

O suicídio pressupõe uma dolorosa especulação: por que uma pessoa amada resolve desistir da própria vida? Em um dos momentos mais comoventes da série, a mãe de Hannah, Olivia, lamenta a ausência de um bilhete que dê algum tipo de justificativa para a decisão da filha.

Nem Olivia nem o marido, Andy, conseguem conciliar a memória que tinham da garota com o presente devastador que agora precisam enfrentar. Para tentar suprir essas lacunas, entram na Justiça pedindo a responsabilização da escola.

13 Reasons Why não deixa de ser um preenchimento ficcional em cima de uma angústia, uma fantasia de explicação que permite dar sentido ao que aconteceu — pois na vida real não temos tais respostas, mesmo quando bilhetes ou posts nas redes sociais são deixados.

Transbordamento sem aviso prévio

Nas 13 motivações de Hannah, narradas como acontecimentos que vão aumentando a falta de perspectiva no futuro, o suicídio não é apontado como desfecho dramático de um acontecimento único, como o cyberbullying de uma foto mal-intencionada, uma humilhação na frente de toda a classe ou o fim de um relacionamento. “O suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo”, esclarece a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A ideia suicida vem do acúmulo de situações, como um copo que vai se enchendo e que transborda com uma gota d’água (a perda de um emprego, por exemplo), levando à sensação de total impotência e desespero, explicaram ao HuffPost Brasil os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.

“Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e ‘adicionar água ao copo’ de muitas pessoas, mas não podem ser apontados como motivos exclusivos de suicídio. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, então é essencial sempre encontrar maneiras de ‘esvaziar o copo’ antes que chegue na borda.”

Esvaziar o copo, porém, passa pelo reconhecimento de que este esteja cheio, e na vivência adolescente, em que as emoções particulares de cada um ficam obscurecidas, camufladas ou disfarçadas, o transbordamento chega sem aviso prévio.

Comportamentos que poderiam ser interpretados como sinais, como o silêncio ou a agressividade, são reduzidos à faixa etária: “isso é fase, vai passar”. Como se a adolescência em si justificasse os sintomas apresentados…

A transição de uma criança para o universo adulto jamais deveria ser tratada como banal, e esta parece ser a maior contribuição de 13 Reasons Why.

No mundo adulto da independência e das responsabilidades cabem a raiva, a tristeza, o medo e a dissimulação. Por que haveria de ser diferente no “não-lugar” que é a adolescência, esse período da vida em que um pé está no infantil, e o outro ensaia passos adultos?

A intensidade dos sentimentos tem resposta proporcional à maneira como as pessoas reagem ao que é dito para elas. Uma ofensa em um vulnerável período de constituição da identidade faz reverberar inseguranças e frustrações, e só mesmo a ressignificação daquilo que machuca poderia dar ou devolver o sentimento de integridade.

Hannah tenta colocar em palavras, para destinatários específicos, as suas motivações. Curiosamente, ao terminar a fita 12, Hannah sente certo sentido em viver. Mas o que ocorre é a mortal impossibilidade de conseguir conversar com os pais, com Clay ou com o conselheiro da escola.

Ela não encontrou escuta para seu sofrimento nem insistiu em tentar comunicá-lo, muito possivelmente por não saber colocá-lo em palavras.

Crianças invariavelmente recorrem aos jogos e brincadeiras para expressar o que se passa em seus mundos internos. Nem a mais aparente eloquência de um adolescente, porém, pode garantir que ele consiga dar vazão às suas emoções. Ao mesmo tempo, a escola dela falhou em fazer a escuta sensível daquilo que não se consegue pronunciar.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

A Comunicação Indispensável

As redes sociais se apresentam como poderosos meios de comunicação, mas como vemos no cyberbulling de Hannah, também configuram novas formas de sofrimento e ressaltam, para mais pessoas, desamparos e desesperos alheios.

O público suplanta o íntimo, e prevalecem as aparências em detrimento de um interior necessitado, mas sem a gramática necessária para pedir ajuda.

Clay demonstra, em vida, essa falta de comunicação dos próprios sentimentos, reservando às lágrimas no chuveiro e à raiva as únicas possibilidades de extravasar seu (temporariamente) arruinado mundo particular.

Falar de suicídio é falar de prevenção; é dar nome ao que atormenta e ao que se apresenta como impossível. A cada dia, pelo menos 32 brasileiros se matam, segundo dados do Ministério da Saúde e da OMS.

A prevenção poderia salvar a vida de nove entre dez pessoas que hoje se suicidam. A produção da Netflix parece encampar essa mensagem com personagens que podem ser reconhecidos em escolas de todo o mundo.

O estímulo à prevenção surtiu efeitos, pelo menos no Brasil. Segundo o CVV, desde a estreia do série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%, com 25 mensagens mencionando 13 Reasons Why.

Ainda que apresentada como série adolescente de mistério, com personagens carismáticos e algumas tiradas de humor, 13 Reasons Why não foge do incômodo e da perplexidade provocados por um suicídio. O tempo todo se especula em torno da narrativa de Hannah, até que o suicídio em si abruptamente nos coloca na posição de encarar o fato, a decisão, a dor e a finitude que vem com ele.

O que a ficção da série consegue é um debruçar nosso sobre o insuportável da realidade, sobre aquilo que não se diz, nem tampouco se escreve. Sobre a angústia da ausência de respostas, e sobre a inibição de perguntas que podem apontar novos caminhos diante do sofrimento insuportável, porém, reversível.

Por que celebridades do pop internacional têm decidido falar abertamente de sua saúde mental?

A lista de celebridades que revelaram sofrer de depressão e ansiedade aumentou consideravelmente nos últimos meses: atores, músicos e modelos decidiram falar publicamente sobre saúde mental, um assunto que poucos tocavam.

Um dos exemplos mais recentes foi o de Zayin Malik, 23 anos, ex-integrante do grupo One Direction, que cancelou uma série de shows alegando “ansiedade extrema”.

A cantora Selena Gómez anunciou uma pausa na carreira também em setembro devido a crises de depressão e ansiedade e chegou até a se internar voluntariamente.

Bruce Springsteen escreveu em sua biografia lançada em setembro, Born to Run, sobre como luta há anos com a depressão. O músico americano chegou até a admitir que a doença o “subjugou” em algumas ocasiões.

A modelo Cara Delevigne confessou também que chegou até a pensar em morrer para sair da depressão.

A atriz Demi Lovato revelou que sofre de transtorno bipolar, e a cantora americana Jo-Jo lutou contra a depressão ao mesmo tempo que enfrentava sua própria gravadora devido a problemas ligados ao seu contrato.

Pelo menos para alguns famosos, parecem ter ficado para trás os dias em que agentes e assessores tinham que elaborar desculpas como “está com desidratação” ou “precisa de descanso pois está exausto (a)”.

A estratégia para muitos, agora, parece ser a de “sair do armário” e acabar com o preconceito sobre os problemas de saúde mental.

“Há dez anos, nunca teríamos visto uma lista assim”, afirma Seaneen Molloy-Vaughan, a escritora britânica que ficou famosa com seu blog The Secret Life of a Manic Depressive (A Vida Secreta de um Maníaco Depressivo, na tradução livre).

AP

Efeito

A tendência entre os “ricos e famosos” surpreende e leva muitos a questionarem se todos eles se sentem confiantes o bastante para expor problemas relacionados a saúde mental desta forma.

No programa Ouch, da BBC, que trata de temas relacionados à saúde, especialistas deram várias explicações para esta nova tendência.

A primeira foi o celular e o fácil acesso a redes sociais.

“Uma das coisas que mudaram foram as expectativas que as pessoas têm em relação às celebridades. Agora os fãs (e até aqueles que não são fãs) estão mais acostumados a ver seu cotidiano pelas redes sociais”, disse à BBC Mark Brown, pesquisador em temas de saúde mental. O ruído nas redes e o eco na mídia tradicional mudou radicalmente o vínculo entre fãs e celebridades.

Basta um exemplo para perceber a diferença. Quando Britney raspou a cabeça em 2007, o mundo acompanhou o caso através de fotos dos paparazzi, publicadas em jornais e revistas.

Hoje, este mesmo caso já causaria ruído em uma questão de horas, pois as pessoas iriam compartilhar a informação nas redes.

“Antes, essas coisas já aconteciam diante dos fotógrafos, mas não era de uma forma tão aberta. Agora há um diálogo com as celebridades, que tiraram os intermediários do caminho”, explicou a blogueira Molloy-Vaughan.

Analistas afirmam também que a sensação de proximidade com as celebridades é uma ficção alimentada pelas próprias redes sociais e que esta familiaridade determina o tom do diálogo.

E também existe uma “permeabilidade entre famosos e não famosos” que, é claro, tem seus custos.

“As celebridades sacrificam sua privacidade em troca de mais seguidores e mais fama, e, como consequência, a saúde mental segue (esta tendência)”, afirma Brown.

Mudança?

Para outros, o que está acontecendo é uma mudança na percepção da saúde mental.

“Estamos no fim de uma década onde estamos falando da saúde mental dos famosos de uma outra maneira”, explica Brown.

Nos anos 1950 e 1960, por exemplo, seria difícil imaginar Marilyn Monroe ou Gregory Peck falando tão diretamente sobre suas vidas. Hoje os famosos conseguem dezenas de milhares de curtidas apenas minutos depois de publicar um post no Facebook ou um tuíte.

Thinkstock

“Quando entendemos que são pessoas e não apenas um rosto famoso, começamos a perceber quando elas estão bem e quando não estão”, acrescentou o pesquisador.

Seguindo esta premissa, fica difícil para os famosos esconderem seus problemas do olhar – virtual porém onipresente – de seus seguidores.

Com este novo comportamento, é como se as celebridades não estivessem mais no pedestal imaginário. Como se dissessem: “Quer saber? Eu ia aparecer na televisão, ia voar em um jatinho, mas, em vez disso, tenho que ficar em casa, de pijama, comendo cereal seco sem leite porque não posso sair para enfrentar o mundo.”

Primeira pessoa

Muitos elogiam as celebridades que “saem do armário”.

Quando Zayn Malik cancelou suas apresentações devido a problemas com ansiedade, sua namorada (a também famosa) modelo Gigi Hadid, elogiou sua “humanidade” e acrescentou que estava “orgulhosa” com a “honestidade” do namorado.

Mas nem sempre “se abrir” nas redes sociais é uma experiência boa. A blogueira Seaneen Molloy-Vaughan sofreu com isso ao relatar em primeira pessoa sua luta.

Getty Images

“Foi difícil. Foi bom por um lado e sempre dei valor às pessoas que queriam interagir. Mas envolveu exposição e colocar tudo para fora”, confessou Molloy-Vaughan que, em seu blog, escreve sobre seus problemas mentais.

“Sugerimos à pessoa famosa que é uma boa ideia expor (o caso) e ser uma espécie de soldado contra o estigma das doenças mentais e isso permite dar uma diversidade de rostos e vozes para o problema, em vez de apresentar (o problema) como uma estatística abstrata”, contou Brown, que faz parte da organização britânica de orientação e projetos sociais Social Spider.

“Mas o problema é que podemos controlar como alguém conta uma história mas não controlamos como as pessoas vão responder”, acrescentou.

Ao mesmo tempo que as mensagens de apoio se multiplicam, também existe a possibilidade de bullying virtual.

Mesmo assim os psicólogos concordam que abrir o diálogo sobre saúde mental para milhões de pessoas – jovens, em sua maioria – é um benefício para a saúde pública e a sociedade.

Uma pesquisa feita em 2014 pela Mind, uma organização britânica que trabalha em temas de saúde mental, sugere que 28% dos 2 mil entrevistados conseguiu falar de um problema psiquiátrico com um ente querido como consequência direta de uma declaração pública feita por uma pessoa famosa.

Além disso, outros 25% que ouviram uma celebridade falando de suas dificuldades começaram a pensar em seus próprios problemas e acabaram pedindo ajuda.

Como cão salvou da depressão única sobrevivente de desastre aéreo

Silvia Viruega é uma respeitada veterinária que chefiou o canil da Polícia Federal mexicana e hoje comanda um hospital público para animais na Cidade do México.

Mas sua trajetória de sucesso teve um grande obstáculo no meio do caminho, um evento traumático da qual só conseguiu se recuperar com uma ajuda externa inusitada.

Em entrevista ao programa Outlook da BBC, ela contou essa história. O evento traumático foi um acidente de avião, do qual foi a única sobrevivente.

O avião de pequeno porte, pilotado por seu namorado e que levava, além de Silvia, um amigo do casal, caiu durante um voo para Acapulco.

Seu namorado não tinha grande experiência, ainda estava em fase de acumular horas de voo.

“O avião teve uma falha mecânica”, conta Silvia.

Por um milagre, diz ela, não apenas sobreviveu ao acidente como saiu dele andando.

“Comecei a procurar por meu namorado. Vi o amigo dele, que não se mexia. O avião estava pegando fogo. Na minha cabeça, se estava viva e andando, todo muito teria a mesma chance”, recorda.

“Quando me colocaram na ambulância, ainda não tinha visto ele, fiquei aflita. Pensei comigo: espero que o levem para o mesmo hospital que eu.”

Já no hospital, quem apareceu para visitá-la foi a mãe do namorado, o que a deixou confusa. Queria saber por que não o haviam levado para o mesmo hospital. “O que realmente aconteceu era que o pai dele estava com ele no necrotério e a mãe comigo, me fazendo companhia”, diz.

Depois ela recebeu a visita do irmão e de amigos. Coube ao irmão dar a notícia: todo mundo tinha morrido no acidente, menos ela.

Silvia Viruega mostra foto do presente que mudou sua vida: Gary, um cão da raça Yorkshire Terrier igual à miniatura sobre a mesa dela.

 

A veterinária sofreu um traumatismo craniano, uma lesão na coluna, vários escoriações e fraturas no nariz e a fíbula direita. Passou uma semana no hospital, antes de ser transferida de volta à Cidade do México.

“Durante o retorno para a Cidade do México, eu estava muito abatida, chorando muito.”

Passou meses em reabilitação física – e tentando superar o trauma. “Meu cérebro estava 100% desconectado. Eu não estava tendo alucinações, nada disso, estava simplesmente em um estado de indiferença e nada importava para mim”, relata.

Presente da vida

Mas um dia ganhou, de presente, um cão da raça yorkshire terrier, que acabaria mudando sua vida.

“Nove meses depois do acidente, um amigo me deu um cachorro. Era um filhote, que imediatamente me fez pensar sobre a vida.”

Ela passou a se dedicar a Gary, o cachorro, que reacendeu nela vários interesses adormecidos e acabou se tornando “um dos melhores presentes que a vida já me deu”.

Para ela, o cachorro simbolizou um renascimento, uma nova fase do ciclo da vida: “Ele nasceu pequenino e eu tinha acabado de renascer, depois de algo horrível que tinha acontecido comigo”.

Gary a ajudou a perceber que estava se entregando a um mal oculto, que nem sabia ter. “Eu não tinha percebido que tinha depressão. Estava a toda hora tentando esconder… É muito difícil de aceitar isso. Acho que depende da habilidade que cada pessoa tem de enfrentar a depressão”.

Gary passou a ser companhia constante para tudo. Bastava acordar e ver o cachorro, que já encontrava ânimo para “fazer o que tinha que ser feito dentro do programa de reabilitação”.

Mas quando começou a levar Gary para passear, se deu conta do quanto perdeu em mobilidade por causa dos danos sofridos no acidente.

Silvia Viruega é uma das mais renomadas veterinárias do México (Foto: Clayton Conn)

“Quando levei Gary para caminhar, percebi que era muito lenta. Foi quando a realidade me atingiu, foi quando me dei conta de qual era o meu estado. Em outras palavras, eu estava bem mal.”

Gary esteve ao lado dela durante todo o tempo da difícil recuperação. “Por isso, para mim, ele é um ser tão especial”, diz.

Hoje, como diretora de um hospital para animais, ela diz ver casos como o dela quase todos os dias. “[Animais de estimação] são companhias para idosos solitários ou crianças que não falam. Há milhares de outros casos”, afirma.

Segundo ela, já foi provado cientificamente que ter animais de estimação ou ficar perto de animais traz até benefícios físicos como a redução de batimentos cardíacos e a liberação de endorfina, substância produzida pelo corpo humano que ajuda a dar a sensação de bem-estar.

Nova etapa

Depois que Gary a ajudou a sair da depressão, Silvia Viruega decidiu fazer um mestrado em Saúde Pública, Administração e Medicina Animal.

“Fiz o mestrado e, a partir daí, comecei a buscar projetos, trabalhos para continuar me sentindo viva, útil e para apreciar essa segunda oportunidade. Você fica mais sensível, menos indiferente”, afirma.

Hoje, Silvia Viruega sabe o nome e do que sofre cada um dos cães e gatos que estão no renomado hospital que ela dirige. Faz questão de falar da satisfação em poder recuperar a saúde de seus pacientes e de ver os donos dos animais saindo com eles andando novamente, salvos e estáveis.

Ela diz que se sente mais em casa na clínica que se sentia no canil da Polícia Federal, onde os cães eram treinados para achar drogas, bombas e corpos. Além disso, diz preferir as raças de cachorros pequenos. “Tenho em casa um chihuahua, além do yorkshire terrier”.

“A área sentimental da minha vida também renasceu”, conta. “Tenho um marido maravilhoso que, por coincidência, também é um piloto de avião; e uma filha pequena.”

Sobre a mesa de trabalho de Silvia, há miniaturas de diferentes raças de cães. Mas a que mais chama atenção é a de um yorkshire, igual ao seu.

“Gary me salvou e, de certa forma, me trouxe para onde estou agora. Ele me motivou para continuar.”

Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (23) referentes a 2015. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

O país com menor prevalência de depressão nas Américas é a Guatemala, onde 3,7% da população tem o transtorno. Já o país com menor prevalência de depressão no mundo, segundo o relatório, são as Ilhas Salomão, na Oceania, onde a depressão atinge 2,9% da população.

Além dos Estados Unidos, os países que têm prevalência de depressão maior do que o Brasil são Austrália (5,9%), Estônia (5,9%) e Ucrânia (6,3%).

Brasil é recordista em ansiedade

Ainda segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos de ansiedade era de 264 milhões em 2015, com um aumento de 14,9% em relação a 2005. A prevalência na população é de 3,6%. É importante observar que muitas pessoas têm tanto depressão quanto transtornos de ansiedade.

O Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.

Segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos mentais comuns, como a depressão e o transtorno de ansiedade, está crescendo especialmente em países de baixa renda, pois a população está crescendo e mais pessoa chegam às idades em que depressão e ansiedade são mais frequentes.

Suicídio

Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte em 2015. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.

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Não coloque a sua felicidade como um destino distante!

Pare de adiar a sua felicidade!

Aprender a ser feliz hoje é o grande segredo da vida. Valorize o que você tem hoje, ao invés de suspirar por sonhos e incertezas que talvez o futuro possa te trazer.

Seja feliz com seu cabelo liso, ou ondulado, com sua magreza, ou com seus quilos a mais. Seja feliz com sua saúde, ou com que resta dela, seja feliz com quem está junto de você, mesmo que geograficamente distante.

Se você não aprender a ser feliz hoje, agora, com tudo o que te sobra ou te falta, você jamais será feliz com nada que vier a conseguir.

A felicidade não está no que virá, mas no que você já possui.

Nenhum dinheiro, carro, ou cirurgias plásticas, ou carreira de sucesso, te fará verdadeiramente feliz. Prova disso são os vários ricos e famosos que vivem mergulhados em depressão e até se suicidam.

Decida ser feliz hoje, com um simples sorvete, um bom filme, um passeio, um banho relaxante. Seja feliz com você mesmo. Quem não consegue ser feliz com uma coxinha de frango, um ovo frito, um pastel ou um pudim, será depressivo saboreando caviar, lagosta e escargot.

Também não é o ambiente que tem o poder de te fazer feliz, mas são as suas boas emoções que transformam as circunstâncias ao teu redor.

Assim, você é a única pessoa capaz de te distanciar dos melhores momentos de sua vida, jogando-os sempre para um futuro incerto.

Então, pare de adiar sua felicidade. Não deixe mais a sua plena realização dependente das incertezas do amanhã, porque o futuro quase sempre chega virando nossos planos perfeitos de ponta cabeça.

Não coloque mais a sua felicidade como um destino distante, porque as pontes podem cair. Levante-se para ser feliz hoje, agora.

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fonte: https://osegredo.com.br/2017/02/nao-coloque-sua-felicidade-como-um-destino-distante/

Teste de Depressão

De uma maneira geral, os sintomas de depressão se confundem bastante com sintomas de outras doenças. E saber qual a diferença entre um quadro de tristeza, por exemplo, e um caso real de depressão não é a tarefa mais simples do mundo. “Tristeza é uma emoção, enquanto depressão é uma doença”, explica o psiquiatra Ken Robbins, da Universidade de Wisconsin-Madison – nos Estados Unidos.
E verdadeira depressão difere da tristeza em dois pontos-chave:

Sintomas de depressão

A. Severidade

Os sintomas da depressão são severos o suficiente para dominar sua vida e interferir profundamente em sua rotina diária. É como se você estivesse atolado em um mar de areia movediça e, não importa quanta força faça, apenas não consegue sair dali.

B. Duração

A tristeza com certeza faz parte da lista de sintomas de depressão. Mas, quando é “só” tristeza, o sentimento acaba passando em alguns dias e a vida volta a ser como era antes – o que não acontece em uma caso de depressão, quando a pessoa fica triste o tempo todo e por mais de duas semanas.

E, ao contrário do que muitos pensam, os sintomas de depressão vão muito além da tristeza. A seguir, vamos apresentar 11 sintomas de depressão que são os mais comuns. Mas, antes de falar mais sobre cada um deles, vale um alerta: é possível que uma pessoa deprimida não tenha os 11 sintomas de uma só vez, e a intensidade de cada um deles pode variar. O importante, e fundamental, é verificar se vários desses sintomas estão presentes por mais de duas semanas em você, ou em alguém que você conheça. Nesse caso, talvez seja hora de procurar ajuda médica especializada.

Vamos aos sintomas:

11. Baixo astral generalizado

Quando o baixo astral domina todos os seus momentos, talvez seja hora de ficar em estado de alerta. Perda de interesse na vida, incapacidade de sentir ou expressar felicidade ou outras emoções também fazem parte do pacote. Como dissemos, é normal se sentir assim quando alguma coisa que não gostaríamos acontece com a gente. Como ser demitido, ou terminar um relacionamento, por exemplo. Mas, o normal é que essa melancolia seja passageira. Quando ela insiste em ficar e anula todas as possibilidades de sorrir e sentir qualquer tipo de alegria, ela não se torna apenas um sintoma, mas também uma das evidências mais fortes de que se trata de um quadro real de depressão.

Se você está em dúvida sobre estar ou não nessa situação, pergunte a você mesmo: “quando foi a última vez que eu fiquei feliz?”.

10. Sentimento constante de desesperança, inutilidade ou desamparo

Quando uma pessoa está com depressão, ela não consegue deixar de sentir que está tudo errado e a culpa de todos os problemas do mundo é dela. A pessoa parece incapaz de ver qualquer lado positivo ou luz no fim do túnel. E então começa a se fixar em erros do passado, ficando horas, dias e semanas remoendo um sentimento de culpa infinito. Falas como “eu não tenho escolha”, “eu não posso fazer nada”, “ninguém se importa” são comuns de se ouvir de alguém que se encontra nessa situação.

9. Choro frequente

Quando o choro é frequente e aparentemente não tem uma causa que o justifique, vem “do nada”, ele pode entrar para a lista de sintomas de depressão. Mas é importante ressaltar que nem toda pessoa deprimida chora. Na verdade, algumas nunca choram. E, segundo um estudo feito na Universidade de São Francisco (Estados Unidos) em 2001, a quantidade de choro não está diretamente relacionada à gravidade da depressão. Contudo, pode ser a pontinha do iceberg.

8. Inquietação e agitação constante

Pessoas com depressão podem se sentir incapazes de relaxar. Podem ter também um sentimento constante de irritação e raiva de tudo e de todos.

7. Cansaço exagerado e perda de energia

Normalmente, quando uma pessoa está com depressão e não mostra a agitação de que falamos no item anterior, ela tende a ficar mais quieta e se queixar constantemente de cansaço e falta de energia para tudo. Daí vem uma onda implacável de improdutividade que atinge desde o trabalho até as atividades mais rotineiras. Esse sintoma pode ser tão forte a ponto de a pessoa não conseguir mais nem sair da cama.

6. Perda de interesse em atividades e hobbies que gostava

Esse é um dos sintomas de depressão mais reveladores da doença. A pessoa não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava. E essas coisas podem ser as mais variadas possíveis, como passear com os cachorros, se exercitar, ou tomar conta dos seus sobrinhos. E, assim, a pessoa depressiva vai lentamente se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa.

5. Dificuldade de concentração

Esquecer compromissos e recados, cometer erros bobos, não se lembrar de nomes e evitar fazer planos ou adiar decisões. A pessoa considerada “deprimida” é vítima constante de “pensamentos confusos”. Entre os sintomas de depressão, esse é aquele que começa virando motivo de piada, mas pode ficar sério a ponto da pessoa começar a escrever lembretes para ela mesma.

E atenção: essas falhas mentais associadas à depressão podem se parecer muito com “demência”. E, de fato, as pessoas com esta condição são propensas à depressão, e vice-versa.

4. Dormir demais ou problemas de sono

Falta de sono, ou sono em excesso, e a depressão estão intimamente relacionados. Em algumas pessoas, a depressão se manifesta com insônia, enquanto em outros acontece exatamente o contrário: tudo o que a pessoa quer é dormir. De um jeito ou de outro, a rotina de sono é interrompida e a pessoa nunca se sente descasada o suficiente. Importante saber: a depressão é uma das principais causas de problemas de sono, porque ela interfere nos ritmos biológicos naturais.

3. Falta de apetite ou comer compulsivamente

Esse é mais um caso em que o sintoma tende a aparecer como um extremo ou outro: a pessoa depressiva pode perder totalmente o interesse na comida, ou começar a comer descontroladamente. De um jeito ou de outro, é relativamente fácil detectar um comportamento anormal, principalmente porque nesse caso, um pouco mais que nos outros, os resultados desse comportamento é geralmente visível.

2. Pensamentos suicidas

A depressão é uma das condições mais comumente associadas ao suicídio. Ele começa com o que parece ser uma solução lógica para toda a dor e sofrimento que uma pessoa depressiva sente. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 90% das pessoas que cometem suicídio tem um quadro clínico de depressão, estão sob efeito de drogas ou ambos.

Quem tem esse tipo de pensamento geralmente fala coisas como “eu queria morrer”, “eu quero acabar com tudo” e por aí vai. O perigo é que muitas pessoas podem pensar que essas são palavras ditas “da boca pra fora”, mas a verdade é que elas realmente sentem essa vontade de colocar um ponto final na vida. E esse, mais do que todos os sintomas, é um indicador de que a ajuda profissional não só é necessária, como é urgente.

1. Dores persistentes, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos que não melhoram com tratamento

A depressão é estressante. Os efeitos físicos do estresse crônico, somado à falta de cuidados com si mesmo, provocam uma série de problemas de saúde, como os que enumeramos acima. Obviamente, alguns destes sinais físicos podem ser pistas para problemas de saúde não relacionados à depressão. O importante é perceber se isso está acontecendo junto com outro(s) sintoma(s) que listamos neste artigo.

Dica: levar uma pessoa ao médico sob o pretexto de avaliar sintomas crônicos permite que você tenha uma chance de fazer um relatório completo de outros sintomas preocupantes que podem levar ao diagnóstico de uma depressão. Isso pode ser muito importante porque pessoas com depressão costumam negar essa condição e todos os possíveis sintomas relacionados a ela. E, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, até os casos mais severos de depressão costumam responder muito bem ao tratamento adequado.

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